Archive for the ‘Caminhada com o Mestre’ Category

“Então reconhecerás que eu sou o SENHOR e que não ficarão envergonhados os que confiam em mim.” Isaías 49:23 (BPT)

Alguns anos atrás estava com a minha família numa estância de férias no Tennessee. Por generosidade, o meu pai pagou todas as despesas para que os seus três filhos adultos e respectivos(as) parceiros(as) pudessem passar a semana juntos. Portanto, os meus pais estavam connosco, bem como os esposos das minhas irmãs. Numa tarde de sol, os meus cunhados e eu decidimos alugar algumas bicicletas e sair para um passeio. Alugamos as bicicletas da sede do clube e pomo-nos à estrada.

Dois detalhes importantes: (1) Na altura, os três estávamos a volta dos vinte anos de idade logo, ainda tínhamos muita energia por usar. E (2) os três somos por natureza competitivos, então não planeávamos ter um passeio lento apenas para recreação.

Estávamos descendo a primeira colina – não que seja importante frisar, eu estava na dianteira – e preparando-me para começar uma curva estreita à esquerda. Apertei o guiador a fim de diminuir a velocidade e de repente me apercebi de algo que não tinha reparado ate aquele instante: as bicicletas não tinham travão de mão. Diante disso, tive de decidir rapidamente entre fazer alguns esforços para que a bicicleta freasse entre as árvores e não ir além, e ou desmontar-me dela o mais rápido possível. Sim, poderia usar o pedal de travão, mas no momento não pensei nisso. Decidi arriscar livrando-me da bicicleta que acabou embatendo nas árvores e eu caí no asfalto. Até hoje consigo visualizar a reação dos meus cunhados vindo por trás: limitaram-se em grandes risadas sem ao menos importar-se em saber se estava tudo bem comigo.

Certamente, também já teve quedas. Esperava ter uma navegação tranquila, mas uma tempestade acabou por estragar tudo. Treinou duramente para não embater as barricadas, mas aconteceu o contrário. Tentou pisar o travão, mas acabou acelerando, e consequentemente, resultou em desastre. Perseguia os seus sonhos, mas no fim acabou por descobrir que não passavam de ilusões. Foi despedido do emprego. Recebeu a papelada para o divórcio. Reprovou na faculdade. Está cheio de dívidas.

Quedas, falhas, decepções,…, não são apenas circunstanciais, mas também relacionais. Buscou ajuda, encontrou pessoas que apenas apontam os erros. Ao invés de empatia ou graça por parte dos que estão a sua volta, foi ridicularizado e julgado. A sua confiança foi retribuída com traição; à sua bondade devolvida em insultos.

Mas Deus pode redimir a nossa falha. Ele pode livrar-nos quando caímos. Aqueles que nele esperam jamais serão decepcionados. Aqueles que voltam-se para ele encontram graça e misericórdia quando mais necessitam (veja Hebreus 4:16). Quando estamos em baixo, ele levanta-nos com a sua mão poderosa (1 Pedro 5:6). Quando caímos, ao invés de repreender-nos ele prova o quanto é poderoso para salvar (Sofonias 3:17)

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Foi decepcionado recentemente?

Ainda há tempo para permitir que as falhas pessoais ou decepções o direccionem para Deus.

Escreva uma oração – um tipo de salmo pessoal – expressando a sua confianca nele para transformer a sua derrota em esperanca.

Tenha esperança, que ele virá socorrê-lo.

Atende os meus lamentos, porque estou sem forças; livra-me dos que me perseguem, que são mais fortes do que eu.Salmo 142:6 (BPT)

Vários anos atrás, quando a minha segunda filha, Morgan, estava a volta dos dois anos, cheguei a casa cedo numa tarde vindo do escritório da igreja. Desejava bastante passar um tempo com a minha filha mais nova. A minha esposa informou-me que ela estava a descansar há algum tempo, mas deu-me luz verde para acordá-la. Ao abrir a porta do quarto dela, rapidamente notei duas coisas: primeira, a cómoda dela havia caído e feito uma bagunça no chão, mas não necessariamente algo alarmante. Segunda, descobri que ela não estava na sua cama. Outra vez, algo aparente, mas não tão preocupante. Até que conectei este segundo facto com o primeiro. Em apenas poucos segundos, percebi o que havia se passado. Numa tentativa de querer alcançar algo que estava por cima da cómoda que tinha uma certa altura, a Morgan tinha puxado as gavetas debaixo para escalar por meio delas, mas a cómoda acabou por cair por cima do seu pequeno corpo.

Lutei para levantar a mobília pesada o mais rápido possível. Por baixo estava a minha filha deitada e com o corpo ferido e já inflamado. Gritei para a minha esposa que ligasse o carro rapidamente. Carreguei a minha menina cujo o corpo não reagia e saímos as pressas em direção ao hospital. A minha esposa estava com a nossa filha no banco de trás e imediatamente começou a orar.

Enquanto ela orava, eu ligava para o 911 mas ninguém atendia. Até esse dia, é a única vez que necessitei discar para aquele número, e o telefone simplesmente chamava e chamava. Desliguei e voltei a ligar. Mais uma vez ninguém atendia. Então atirei o celular para o banco do passageiro e juntei-me a minha esposa nas suas orações em voz alta. Não eram orações quaisquer, mas orações cheias de paixão, ansiedade e emoção.  Orações de desepero. Orações em volta as lágrimas.

A boa nova é que depois de alguns meses a Morgan recuperou completamente, mas nunca esquecerei o sentimento de desespero quando clamava a Deus. Já alguma vez passou por um desses momentos? O momento em que não fazia ideia como pagaria as facturas do hospital. O dia que voltou para casa e encontrou o bilhete do seu filho que foi-se embora de casa. A noite naqual o seu marido saíu irritado. A consulta médica naqual ficou a saber que se tratava de cancro. O momento em que encarou um oficial ao pé da porta com a cabeça inclinada e com uma trágica notícia. O silêncio da ecografia. O casamento infeliz. O seu primeiro natal sem ela.

Deixa-me dizer-lhe algo que espero que perceba: no seu momento de grande desespero, verá que pode deleitar-se em Jesus. O desepero cria dependência, então corra para ele. Clame por ele. Acabará por descobrir um amigo mais próximo que um irmão. Experimentará uma paz que ultrapassa todo o entendimento. Terá acesso a um lugar de refúgio e esconderijo seguro. Acabará por conhece-lo como o Emanuel, “Deus consigo.” E aprenderá que pode depender dele quando mais o necessita.

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Leia o Salmo 88. A que palavras do Salmista se identifica? Pense em um momento ou period de desespero na sua vida. Para onde foi a busca de socorro? Escreva várias linhas de uma oração que começa com a seguinte frase: “Eu preciso de ti para ajudar-me com…”

“[Jesus] disse a Simão: “ Leva o barco para a parte mais funda do lago, com os teus companheiros, e lança as redes.” Simão respondeu-lhe: “Mestre, andámos toda a noite à pesca e não apanhámos nada; mas já que tu o dizes, vou lançar as redes.”” Lucas 5:4,5 (BPT)

Não há razões para pensar que a resposta de Simão Pedro para Jesus era irónico. Porém, talvez ache que ele pensava em algo como, ok, tudo bem. Aquele carpinteiro-rabino pensa que pode ensinar um pescador como pescar? Mas perderia Simao alguma coisa caso tentasse o que lhe fora sugerido? Entretanto, enquanto deita um olhar a luz do sol que brilha sobre o Mar da Galileia, ele lança a rede molhada mais uma vez ao mar.

Não sei por onde haviam se escondido aqueles peixes durante toda a noite, mas desta vez precipitaram-se todos a rede tão logo que ela bateu as águas. Simão Pedro nunca tinha tido uma noite tão desperdiçada como aquela, e muito menos uma captura como aquela em plena luz do dia. A sugestão de Jesus não era difícil ou complicada; simplesmente não fazia sentido algum.

Na práctica, era como se fosse perca de tempo pois contrariava a intuição e a grande experiência de Pedro. Jesus não deu uma clara explicação e as suas instruções não eram inovadoras e muito menos criativas. No entanto, Simão Pedro simplesmente obedeceu.

Há momentos que seguir a Jesus é simples, mas isto não quer dizer que seja sempre fácil. Obedecer humildemente ao que Deus nos manda fazer, pode parecer tão fácil como ligar para alguém, oferecer um convite ou caminhar pela rua fora. Talvez carregue consigo um grande desafio como perdoar alguém que o magoou, ou uma viajem missionária para um país desconhecido, ou mesmo confiar nele através dos dízimos. Mas quando recebemos um mandamento de Deus que nos parece ser impracticável ou daqueles que nos tira da zona de conforto talvez, e especialmente quando o é, traz consigo grandes recompensas.

Observe que Deus o permitirá que expresse o seu protesto. Se isso o faz sentir bem, Deus o entende.  Simplesmente tenha em mente que o mesmo que lhe diz onde pescar, é o mesmo que criou os peixes.

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Separe alguns minutos para ler o resto da história em Lucas 5. Em oração, considere algo simples, mas não necessariamente fácil que Jesus está a orientando-o a fazer hoje a medida que o segue. Complete a seguinte frase: “Senhor, já que tu o dizes, eu…”

“Quando Jesus ia a sair dali, viu um homem sentado no posto de cobrança de impostos. O seu nome era Mateus. Jesus chamou-o: ”Segue-me.” Ele levantou-se e foi com Jesus. Mateus 9:9  (BPT)

Mateus, o cobrador de impostos, costumava ser Levi o bom menino Judeu. Provavelmente tentou ser um discípulo de um Rabino. Talvez até era esperado que se torna-se num líder espiritual em Israel. Mas com certeza alguma coisa não deu certo.  Ao invés de servir ao Senhor ele decidiu servir a si mesmo. Virou as costas para o seu próprio povo e tornou-se em um cobrador de impostos para o governo Romano que havia ocupado a sua terra. E naqueles dias, a ideia de cobrador de imposto honesto não havia. Eles enganavam o povo para encher os seus bolsos. Eram excluídos da religião e da sociedade, eram impuros e nem se quer permitidos a aceder a parte externa do pátio do templo.

Mateus jamais pensaria que Deus ainda quereria ter algo com ele. Então, um dia estava na sua barraca de cobrador de impostos, um novo rabi dirigiu-se diretamente a ele e apresentou-lhe este simples convite de mudança de vida: “Segue-me.”

Jesus pode ter parecido ser um rabi sem-abrigo e inconvencional, mas era um rabino apesar de tudo. Os rabinos eram mestres da Palavra de Deus, e todo o rabino tinha uma classe de estudantes ou discípulos. Mas este era um grupo exclusivo; não era qualquer um que podia ser um discípulo. Os discípulos tinham de conquistar a boa vontade do rabino provando que possuíam um conhecimento profundo das Escrituras, e também ser inteligente. A reputação do rabino dependia do facto de aceitar apenas os candidatos altamente qualificados.

Mas este não era o método que o rabino Jesus usou para ter seguidores. Ao invés destes candidatarem-se, Jesus convidou os seguidores. E no presente caso, ele estava a convidar o mais desprezado entre os desprezados – um cobrador de impostos. Alguém que não era apenas um pecador, mas que pecava para viver! Alguém cujos amigos eram prostitutas, bêbados, e ladrões. Sabe como sabemos disto a respeito de Mateus? Por que ele mesmo no-lo diz.

Actualmente, não conhecemos Mateus como o humilhado e fracassado que teve de vender a sua alma aos Romanos para ter um emprego lucrativo. Conhecemo-lo como um seguidor de Jesus que escreveu o primeiro livro do Novo Testamento.

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Já sentiu-se desqualificado para ser aceite por Deus? Como? Quando ouviu o convite de Jesus para segui-lo? O que teve de deixar para responder ao convite?

“Jesus afirmou: “Eu sou esse pão que dá vida. Aquele que me aceita nunca mais há-de ter fome e o que acredita em mim nunca mais há-de ter sede. ” João 6:35 (BPT)

Às vezes grandes momentos podem gerar grandes problemas.

  • O autor esquece as palavras no momento principal da cena.
  • O cantor que camufladamente usa uma outra palavra por ter esquecido a letra da sua canção.
  • O jogador da NBA que surpreendentemente falha o lançamento livre no momento decisivo do jogo.
  •  A noiva não para de dar risadas durante toda a cerimónia, ou chorar, ou simplesmente uma estranha combinação de ambos. (Felizmente, a minha esposa fez nenhum dos dois.)
  • O pregador chama o noivo pelo nome errado. (Eu já fiz ou não fiz isso…duas vezes.)

Talvez tenha testemunhado um desses cenários, ou talvez já tenha acontecido consigo.

Eu estava para ter um grande problema num grande momento há vários anos. Era uma quinta-feira a tarde, e estava indeciso sobre que  sermão deveria pregar no domingo de Páscoa. Mais de trinta mil pessoas, provavelmente, iriam atender aos cultos do final de semana, e a pressão apertava cada vez mais. Finalmente, o seguinte pensamento cruzou a minha mente: o que Jesus pregou cada vez que teve uma multidão a sua volta. Seria interessante saber como ele controlava os grandes momentos.

João 6 relata-nos sobre uma dessas ocasiões. Com o saco de lanche de um menino que continha cinco pãezinhos e dois peixinhos, Jesus alimenta uma multidão que parece estar acima de cinco mil. Ele nunca foi tão popular antes. Depois do jantar o povo decide passar a noite ao relento para que esteja perto de Jesus no dia seguinte. Mas pela manhã, a multidão faminta procura por Jesus, também conhecido como o recibo para a refeição, mas não o encontra em lugar algum. Morrendo de fome, a multidão anseia por uma performance como a do dia anterior, mas Jesus decide trancar o buffet tudo-que-você-pode-comer . Em João 6:26 Jesus respondeu-lhes: ”Em verdade vos digo que me procuram porque comeram até ficarem satisfeitos, e não por compreenderem o significado dos meus sinais.”

Então Jesus oferece-se a si mesmo para a multidão faminta. A questão é, seria aquilo suficiente?  Jesus disse, “Eu sou esse pão que dá vida.” De repente Jesus é o único item no menu. A multidão deve decidir se pode saciar ou se eles têm fome de algo mais. Eis o que lemos quase no final do capítulo: “Desde aí muitos dos seus discípulos abandonaram-no e deixaram de andar com ele.” (João 6:66).

Como pode ver, o interesse de Jesus não era o tamanho da multidão mas o seu comprometimento.

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Nas suas orações, o quê normalmente pede para Jesus? Pense num momento em que ele não o respondeu tal como esperava que fosse. Como isso afectou os seus sentimentos pela pessoa de Jesus? Leia o resto da história em João 6. Pensa em algum tempo no qual parecia que Jesus fosse tudo que você tinha. De que forma ele supriu as suas necessidades durante esse tempo?

“O que eu desejo é conhecer a Cristo…” Filipenses 3:10 (BPT)

Lemos na Bíblia sobre um grupo de líderes religiosos conhecidos como os Fariseus. Estes, tinham um extenso conhecimento acerca de Deus. Se alguém quisesse participar numa gincana Biblica, ou Baseball da Bíblia, eles seriam o grupo a abater. Conheciam sobre Deus, mas o que vemos é que não conheciam a Deus. Aí está a diferencça entre conhecimento e intimidade.

Jesus os descreve em Mateus 15:8 da seguinte forma: “Este povo honra-me com palavras, mas o seu coração está longe de mim.

Muitos fãs que conheço enquadram-se tão bem nessa descrição. As igrejas estão cheias de pessoas que vão a estudos bíblicos sobre Jesus, cheios de manuais de exercícios e tarefas. Muitos pregadores referem-se aos seus sermões como lições ou aulas, acompanhados de esboços onde os membros da igreja podem fazer anotações e preencher espaços em brancos. Durante muitos anos eu confundi o meu conhecimento sobre Jesus por intimidade com Jesus. Por exemplo, até onde me recordo eu tinha os livros da Bíblia memorizados em ordem – todos os sessenta e seis. Não apenas isso, mas posso, na verdade, recitar os livros da Bíblia num único folêgo. Nao finja que não ficou impressionado.

Ter conhecimento não é o problema. Mas quando você tem conhecimento sem intimidade, não está seguindo Jesus. A verdade é que Jesus não fica impressionado pelo nosso conhecimento ou talento. O que Ele relmente quer é o nosso coração.

Seguindo Hoje

Fale para Jesus que quer conhecê-lo e, não apenas saber sobre Ele. Faça um auto-exame honesto: passou mais tempo aprendendo sobre Deus do que amá-Lo profundamente? Planeie em ler o Evangelho de João nos próximos vinte e um dias (um capítulo por dia), e tenha como foco simplesmente conhecer Jesus.

“e eu pedirei ao Pai para vos enviar um outro Defensor que esteja sempre convosco. O Espírito de verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece. Ele está convosco e habitará em vós, por isso o conhecem.” João 14:16,17 (BPT)

Nos anos 50, aqueles que possuíam propriedades passaram a tratar-se a si mesmo como os-que-fazem-por-si-mesmo (tradução livre de do-it-yourselfers). Ao invés de pagar a alguém para remodelar a cozinha ou construir uma nova casa para o cão, eles mesmos passaram a manejar os martelos e pregos. Através da boa eficiência Americana, a frase “do it yourself” rapidamente passou para “DIY”, e actualmente temos de tudo desde DIY para bolo de queijo à DIY para produção de música. Shows televisivos totalmente baseados no conceito do faça-o você mesmo. Existe, inclusive, uma Rede DIY e uma revista DIY. Com o suporte da internet, as pessoas já conseguem exemplares sobre os seus documentos jurídicos, avaliar as suas antiguidades, e até mesmo obter um DIY divórcio.

A mentalidade faça-o você mesmo, entretanto, não começou na América. Na realidade, não é algo novo, pois surge directamente do Jardim. “Você mesmo pode faze-lo, Eva. Você é uma mulher inteligente.” “Você não precisa de Deus, Adão. Você pode ser como Deus.” E a partir daí o DIY passou a fazer parte do ADN humano.

Mas Jesus veio para mudar isso. Deus sabia que precisaríamos de um salvador, e que por nos mesmos não conseguiríamos salvar-nos. Até mesmo seguir a Jesus por nós mesmos não podemos. Jesus deixa isso claro: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, o não trouxer” (João 6:44). Uma vez que precisamos de ajuda todos os dias, Ele enviou o seu Espírito para morar nos corações do seu povo. Não fomos criados para seguir a Jesus simplesmente por tentar arduamente ou lutar por nós mesmos. A jornada do Cristão não e um projecto DIY.

Não se deixe enganar pela velha mentira. Você não pode faze-lo por si mesmo e, aqui está o que realmente é uma boa nova para os seguidores de Jesus: você não precisa fazê-lo por si mesmo.

Seguindo hoje

Qual é o seu maior problema actualmente? Descreva o que tem tentado fazer para resolve-lo por si mesmo. Pare para orar um minuto. Peça ao Espírito Santo (que vive em você) para iluminá-lo e dar-lhe forças.

* Do It Yourself (DIY): sistema faça-você-mesmo; prática ou passatempo de construir ou reparar coisas por si mesmo na sua propriedade sem o suporte de um professional.

“Entrem pela porta estreita! Pois é larga a porta e espaçoso o caminho que vai dar à perdição e são muitas as pessoas que ali se encaminham. Mas é estreita a porta e apertado o caminho que vai dar à vida eternal e são poucas as pessoas que o encontram.” Mateus 7:13-14 (BPT)

No início do meu minísterio de pregação e ensino, tentava instruir as pessoas que seguissem a Jesus apresentando-lhes o discipulado como algo atraente, confortável e que lhes parecesse conveniente. As minhas intenções eram boas, mas a interpretação era má.

Uma das razões que me levaram a escrever o livro Não sou um Fã foi  analisar como Jesus descreve o que significa segui-LO, ao invés de ser apenas um fã seu. E, é também, por que continuo buscando por novas formas para encorajar as pessoas a seguir Jesus diariamente, ao invés de esperarem por alguém, até mesmo um pastor como eu, para dar-lhes de comer. Uma boa parte das nossas orações deveria envolver o sentar aos pés de Cristo ouvindo as suas duras palavras com um coração humilde e com olhos abertos.

Espero que quando escolheu este livro [devocional], não tenha pensado num livro [devocional] sobre Jesus o treinador de T-bola que lhe dará uma palmadinha na cabeça no final de cada jogo, recordando-lhe que não esqueça o seu cone de neve grátis antes de voltar a casa. Ao descrever a vida de um seguidor, Jesus descreveu uma aventura de risco que acontece num caminho árduo e estreito que apenas um número ínfimo de pessoas se atreverá enfrentar. O Jesus que eu conheço e prego é inquietante. Ele é contracultural atrevidamente. E o ama profundamente que se atreve a dizer-lhe a verdade mesmo quando é difícil de escutar. É por que o ama que fala-lhe mais sobre arrependimento que perdão, mais sobre renúncia que salvação, mais sobre sacrifício que felicidade, e mais sobre morte que vida. Seguir Jesus não é algo fácil. Quando lemos nos Evangelhos sobre Jesus convidando pessoas para O seguirem, vemos que algumas pessoas decidiram atender a chamada, mas muitos preferiram o caminho fácil e retiraram-se.

Então, e você: está pronto para seguir este Jesus? É o caminho menos frequentado, mas não é um caminho no qual viajamos a sós. Ele está connosco em cada passo durante a caminhada, dando-nos exactamente a graça e a força que necessitamos a medida que arduamente O seguimos.

Seguindo hoje

Descreva algumas formas nas quais é difícil, para si, seguir a Jesus actualmente. Escreva uma verdade, lição, ou ensino de Jesus que é particularmente difícil para si para pôr em prática. Que desafio particular Jesus lhe propõe e que representa um desconforto para si.

Que tal partilhar o seu “Seguindo hoje” nos comentários?

[1]T-bola: uma modalidade desportiva modificada e simplificada de baseball ou softball para crianças dos 4 aos 6 anos, na qual bate-se a bola a partir de uma estaca ou suporte.

Em seguida disse aos discipulos: “Se alguém quiser acompanhar-me, esqueça-se de si próprio, carregue a sua cruz e venha comigo. Aquele que quer salvar a sua vida, acaba por perdê-la; mas aquele que perder a vida por minha causa, esse é que a encontra.” Mateus 16:24-25 (BSP)

Você é um seguidor de Jesus?

Esta é a pergunta mais importante que jamais poderá responder, e parece ser  este o momento certo para começar esta jornada: você é um seguidor de Jesus? Sim, eu sei que é a segunda vez que lhe faço a mesma pergunta. Uma vez que ela não é tão familiar temos a tendência de ignorar a pergunta. Não por que provoca uma situação desconfortável e, muito menos por que é tão convicente. Essa questão é ignorada muitas vezes pois parece ser redundante e ao mesmo tempo desnecessária. Reconhece-a como uma questão importante que outros devem considerar, e não para o seu caso? Bem, talvez seja como ir a um bar em Boston e perguntar “quem torce para os Red Sox[i]?” É uma pergunta importante, mas como está tão seguro com a sua resposta, a sua mente rapidamente a ignora. Porém, antes que a ignore tão rapidamente, permita-me esclarecer o que não estou lhe perguntando. Não pergunto se vai a igreja ou se os seus pais e avôs são cristãos. Não estou perguntando se levantou a mão no final de um sermão e repetiu uma oração após um certo pregador. Não lhe estou a perguntar se passou o verão numa EBF[ii] e/ou acampamento da igreja;muito menos se alguma vez usou uma t-shirt evangélica[iii], ou entende frases como “protecção para a viagem[iv]e “espada do espírito[v].”

Muitos de nós somos tão rapidos em declarar, “Sim, eu sou um seguidor de Jesus”, mas na verdade, não estamos tão certos se realmente entendemos tal declaração. Uma das passagens da Bíblia que muito dá que pensar fala a respeito do dia no qual muitos que a si mesmo acham ser seguidores de Jesus serão surpreendidos ao descobrir que Ele não os conhece. Jesus descreve um dia no qual todos estarão diante de Deus. Naquele dia, muitos que consideram-se cristãos e se identificam a si mesmo como seguidores estarão confiantemente diante de Jesus e, para sua surpresa acabarão por ouvi-LO dizer, “Eu nunca os conheci. Apartai-vos de mim.” Para ser mais claro, devo alertá-lo que esta não é minha opinião ou interpretação pessoal; é exactamente o que Jesus disse que irá acontecer. Pode ler sobre isto em Mateus 7:21-23.

Quer tenha assumido ser um seguidor de Jesus ou caminha fielmente com Ele, oro para que esta jornada devocional o encorage durante a sua caminhada a medida que reafirma o seu compromisso em segui-LO mesmo não sendo perfeito, mas de todo o seu coração.

Seguindo hoje

Pense no momento em que decidiu seguir a Jesus. Onde estava? O que o impulsionou a obedecer? O que mudou sobre si naqueles primeiros dias e semanas? Escreva as suas respostas a respeito das seguintes perguntas: é um seguidor de Jesus? Está actualmente a viver esta decisão? 


[i] Equipa de baseball professional Americano sedeado em Boston, Massachusetts 
[ii] Escola Bíblica de Férias
[iii] Tradução livre de “witness wear”; desconheço o equivalente em Português.
[iv] Tradução livre de “traveling mercies”.
[v] Tradução livre de “sword drills”.

Por Oswald Chambers

E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?
Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?
Pois se vós sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?
 Lucas 11:11-13

Jesus diz que haverá momentos em que o nosso Pai celestial há de aparecer como se fosse um pai duro, perverso e indiferente. Porém lembre-se, diz Jesus, vos tenho dito – ” todo o que pede recebe.” Geralmente, quando estamos confusos espiritualmente a saída que encontramos é pensar que cometemos algum erro, e consequentemente acabamos retrocedendo ao invêz de avançarmos. “Não sei o que fazer; estou diante de uma parede.

Te apoiarás no que Jesus disse? Se há um silêncio por parte de Deus Pai, mantém a confiança que no momento idela Ele há de aclarar as coisastal como Jesus dise. Não se trata de uma questão sobre sim ou não ou certo e errado, ou sobre estar ou não em comunhão com Deus ; mas uma questão sobre Deus a guiar-nos por um caminho cujo propósito não percebemos naquele momento.

Perguntas para reflexão:

  • Em que questão Deus parece estar indiferente para comigo?
  • A situação que vivo, respondo-a com fé ou dúvidas?

 

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