Archive for the ‘Caminhada com o Mestre’ Category

Oh LORD, You formed my inward parts; you knitted me together in my mother’s womb. I praise you, for I am fearfully and wonderfully made. Wonderful are your works; my soul knows it very well. My frame was not hidden from you, when I was being made in secret, intricately woven in the depths of the earth. Your eyes saw my unformed substance; in your book were written, every one of them, the days that were formed for me, when as yet there was none of them.  Psalm 139:13-16

Oh LORD, You’re beautiful
Your face is all I seek
For when Your eyes are on this child
Your grace abounds to me, yeah
Oh Lord, You’re beautiful, yes You are, oh LORD
Oh LORD, oh LORD, You’re beautiful, yes You are,
Lord, You’re beautiful

 Keith G. Green, Michael W. Smith

Slide1

Thank you so much, LORD. It’s all your Grace.

I was lost when you found me here
You pulled me close and held me near
And I’m a fool, but still, you love
I’ll be your fool for the king of love

He gave me wings so I could fly
And gave me a song to color the sky
And all I have is all from you
And all I want is all of you

It’s grace, grace
I’m nothing without you
Grace, your grace
Shines on me

And there’ve been days when I’ve walked away
Too much to carry
Nothing left to say
Forgive me, Lord, when I’m weak and lost
You traded heaven for a wooden cross

And all these years you’ve carried me
You’ve been my eyes when I could not see
And beauty grows in the driving rain
Your oil of gladness in the times of pain

It’s grace, your grace
I’m nothing without you
Grace, your grace
Your grace, your grace
I’m nothing without you

Grace, your grace
Shines on me oh yeah
 Shines on me
I’m everything with you
Shines on me
Shines on me
It’s your grace
Shines on me
Your grace
Oh, Your grace, it shines on me
Your grace
Your grace
Shines on me
Shines on me
Your grace, it shines on me
Your grace
Michael W. Smith and Martin Smith,
Grace, from the album Stand

Mais do que um conceito, um entendimento prático bem assente num solo comum entre um daqueles abençoados que Deus me tem dado para discipular (que privilégio!) e eu, é a necessidade da morte diária de si mesmo.
O presente artigo, que não é da minha autoria, trás mais luz ao responder uma pergunta relacionada ao assunto. Fui bastante edificado e espero que assim seja para si também e que vivamos a Palavra tal como o Mestre ordena.
Ah!! O artigo pertecem ao tão bem conhecido Got Questions Ministries que através da sua página procura servir o Corpo de Cristo [mas, não apenas este] através de respostas a várias perguntas muitas delas abordando temas complexos. Para a versão em Portugues clique aqui.

Pergunta: “O que Jesus queria dizer quando disse,Pegue na sua cruz e siga-me? Mateus 16:24; Marcos 8:34; Lucas 9:23

Resposta: Comecemos com o que Jesus não quis dizer. Muitos interpretam “cruz” como algum fardo que devem carregar nas suas vidas: um relacionamento doloroso, um emprego ingrato, ou uma enfermidade, etc. Com uma autopiedade orgulhosa dizem, “Essa é a minha cruz que devo carregar.” Na verdade, tal interpretação não é o que Jesus quis dizer quando disse, “Pegue a sua cruz e siga-me.”

Na altura em que Jesus carregou a sua cruz até Gólgota para a crucificação, ninguém pensava na cruz como um símbolo de fardo que deve ser carregado. Para alguém do primeiro século, a cruz tinha apenas um único significado: morte através dos meios mais dolorosos e humilhantes que a humanidade jamais terá inventado.

Dois mil anos depois, os cristãos interpretam a cruz como um símbolo honroso para redenção, perdão, graça e amor. No entanto, nos dias de Jesus a cruz representava nada mais senão uma morte tortuosa. Tendo em conta que os Romanos [então império dominador] obrigavam criminosos sentenciados a carregar as suas cruzes até ao lugar da crucificação; levar uma cruz significava carregar o meio pelo qual a sua própria morte aconteceria enquanto enfrentava a humilhação ao longo do caminho até a morte.

Consequentemente, “Pegue a sua cruz e siga-me“significa estar disposto a morrer a fim de seguir a Jesus. A isto chama-se “morrer por si mesmo.” É um chamado para total rendição. Todas as vezes que Jesus ordenou o carregar da cruz, também disse: “Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará. Porque, que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?Lucas 9:24,25 (APF). No entanto, apesar de ser um chamado difícil, a recompensa é incomparável.

Onde quer que Jesus fosse, uma grande multidão o seguia. Apesar dela muitas vezes achar que Jesus era o Messias, a sua visão a respeito de quem realmente era o Messias – e o que o Messias faria – era distorcida. Eles pensavam que o Messias viria para restaurar o reino. Acreditavam que os libertaria da opressão imposta pelos seus colonizadores Romanos. Os discípulos de Cristo, por sua vez, achavam que o Reino chegaria em breve (Lucas 19:11). Quando Jesus começou a revelar que a sua morte seria orquestrada pelos líderes dos Judeus e autoridades gentílicas (Lucas 9:22), a Sua popularidade diminuiu. Muitos dos seus seguidores, estavam chocados com tais afirmações e por conseguinte deixaram de segui-lo. Na realidade, eles eram incapazes de renunciar os seus próprios ideais, planos ou objectivos em troca aos de Jesus.

Seguir a Jesus quando não há problemas é bastante fácil; é durante as provações que o nosso comprometimento para com Cristo é revelado. Jesus assegurou-nos que sendo seus seguidores teríamos provações (João 16:33), que ser seu discípulo exigíria de nós sacrifício, e Ele nunca escondeu tal custo.

Lucas 9:57-62 descreve três homens que parecem estar determinados a seguir a Jesus. Porém, quando Jesus os questiona profundamente, descobre-se que apesar do desejo demonstrado não havia compromentimento por parte deles. Eles não consideravam o custo em ser seguidor Jesus pois nenhum deles estava disposto a carregar a sua cruz e crucificar os seus interesses pessoais. Consequentemente, Jesus os leva a uma mudança de opinião, mostrando-lhes o que realmente está em jogo. As palavras de Jesus diferem em grande plano a apresentação comum do Evangelho. Quantos responderiam a um apelo do tipo, “Venha, siga a Jesus, poderá perder amigos, familiares, reputação, carreira, e provavelmente própria vida”? O número de falsas conversões tería decrescido tragicamente! No entanto, é exactamente deste chamado que Jesus se referia quando disse, “Tome a sua cruz e siga-Me.”

Caso queira saber se está pronto(a) para carregar a sua cruz, considere as seguintes questões:

  • Está disposto(a) a seguir a Jesus se isto implicar em perder alguns dos seus melhores amigos?
  • Está disposta(o) a seguir a Jesus mesmo que isto implique em separar-se da sua família?
  • Está disposto(a) a seguir a Jesus sabendo que tal decisão pode implicar a perca da sua reputação?
  • Está disposta(o) a seguir a Jesus se tiver que perder o seu emprego por causa desta decisão?
  • Estaria disposto(a) a seguir a Jesus se isto implicasse perder a sua vida?

Em certos paises essas implicações são realidades que os cristãos locais enfrentam. Repara porém na forma como as questões são colocadas, “Está disposto(a)?” Seguir a Jesus nao significa necessariamente que todas essas coisas hão-de acontecer na sua vida, mas está disposta(a) a carregar a sua cruz? Se chegar algum momento na sua vida em que tem de escolher entre Jesus e os confortos desta vida – o que escolheria?

Estar comprometido com Cristo significa carregar a sua cruz diariamente, abrir mão dos seus sonhos, das suas posses, até mesmo a sua própria vida caso sea necessário por causa de Cristo. Só é digno de ser chamado discípulo de Cristo aquele que voluntariamente carrega a sua cruz (Lucas 14:27). A recompensa pelo preço é bastante alta. Jesus inclui no seu chamado para a morte de si mesmo (“Pegue na sua cruz e siga-me”) o dom da vida em Cristo: “Aquele que quer salvar a sua vida, acaba por perdê-la; mas aquele que perder a vida pr minha causa, esse é que a encontra” (Mateus 16:25,26).

Em Cristo,

El Predicador

Fonte: Got Questions Ministries, What did Jesus mean when He said, “Take up your cross and follow Me”?

 

Na verdade, Natal não é apenas no dia 25 de Dezembro [até porque essa história tem lá as suas ? e …]. Natal, na verdade, começa no dia 1 de Janeiro e vai até 31 de Dezembro, para recomeçar no dia seguinte e terminar na eternidade. Portanto, o Natal chegou bem antes do tal 25/12. Sim, Natal é todos os dias.

Natal, é morte. Ele nasceu para morrer; morrer pela humanidade…nascer para morrer é uma mensagem estranha para a humanidade à quem veio dar a sua vida. Natal é eu morrer todos os dias…morrer do meu egoísmo, do meu falso amor, da minha carne [frango, galinhas e irmãos]. Natal é eu morrer todos os dias e o Emanuel nascer em mim e através de mim.

Natal é ter consciência que para muitos eu sou a única Bíblia visível que pode ser lida, mas não apenas ter essa mentalidade, porém, acima de tudo, vivê-la.

Natal é viver para Cristo e nada mais desde o primeiro dia do ano até ao último e recomeçar. Não quer dizer desistir do emprego, da família, dos estudos, etc. para passar a ir todos os dias à igreja, ou ler a Bíblia 24/7…mas, sim, usar o meu emprego para a glória de Cristo… trabalhar, estudar, casar, constituir família para a glória de Cristo.

Ele veio não para ser o primeiro na minha vida, mas sim; tudo na minha vida; Ele quer ser o centro, o trono da minha vida deve pertencer-Lhe…assim é o Natal. Quando tenho-O no centro já não preciso de uma lista do tipo: primeiro Cristo, depois família, depois… e depois…O centro atrai tudo [e “tudo” quer dizer “tudo”]; não deixo de amar a minha família, esposa(o), etc. mas, levo-os para o centro, deixo de relaxar ou murmurar pelo emprego, salário, etc levo-os todos para o centro…levo-os para Cristo. Centro não é o mesmo que primeiro lugar.

Natal é ter a vida toda consagrada para Cristo e não apenas uma parte dela pois Ele quer ser o Senhor de toda minha vida. Apenas uma condição é necessária para que eu celebre este verdadeiro Natal: morte.  Morrer, morrer, morrer… todos os dias e que Ele viva em mim e através de mim…todos os dias.

É exactamente nela [morte] que encontramos uma outra mensagem, também, estranha para a humanidade. Natal implica morte e, morte implica vida. Basta analisar as declarações do Dono da vida:
“...Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância.“-Jesus Cristo (João 10:10 – BSP)
Em outra ocasião, Ele deixou claro que:
Pois todo o que quiser salvar a sua vida perde-a, mas aquele que perder a vida, por causa de mim, salva-a. Que aproveita a alguém ganhar o mundo inteiro, se acabar por perder-se ou destruir-se?“- Jesus Cristo (Lucas 9:24,25)

Natal é morte!! Não gaste mais tempo…celebremos o Natal.

Hum!!! Quer celebrar o Natal?
Permita-me desejar-lhe…UMA BOA MORTE!

 

 

 

Se tu, SENHOR, levasses em conta os nossos pecados, quem escaparia à condenação, Senhor? Salmos 130:3 (BSP), de David

Prefiro nem imaginar!!

Obrigado pelas Suas misericórdias, SENHOR, que são a causa de não sermos consumidos.

As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.
Lamentações 3:22,23 (ARF)

A Suas misericórdias são a causa de não recebermos o que  merecemos.

Se tu, SENHOR, levasses em conta os nossos pecados, quem escaparia à condenação, Senhor? Salmos 130:3  (BSP)

Ontem (sábado 24/9), durante o discipulado virtual, porém vivo (rsrs!!) falamos um pouco sobre o estado (de tristeza, muitas vezes) em que ficamos quando pensamos no arrebatamento da Igreja. Não devíamos, nós cristãos, alegrar-nos ao pensarmos sobre o arrebatamento ou a Segunda vinda do Senhor? Por que em vez de alegres nos sentimos, algumas vezes, como que despreparados ou tristes pensando se ficaremos ou iremos? ou se por acaso a morte chegue antes de concluir a universidade, antes do casamento, ou do sonho de constituir uma família, ter casa, … pensamos no que valeu a vida se não experimentarmos tais coisas? Por outro, será que devemos nos desleixar de tais sonhos por acharmos que elas não estão ‘directamente’ ligados ao Reino dos Céus?

Quando vivemos para Deus, ou seja, viver para a glória de Deus passamos a levar cativo os nossos planos aos propósitos de Deus. Os nossos planos morrem (o que não quer dizer que seja errado ou pecado sonhar) e ressurgem dentro dos propósitos de Deus. Nem a morte nos amedronta aliás descobrimos que há algo de positivo dentro dela (leia AQUI algumas das lições que aprendi sobre a morte); procuramos conhecer e viver dentro dos propósitos de Deus, alegrando-nos ao vermos textos como Provérbios 19:21 cumprindo-se em nossa vida:

O homem elabora muitos planos, mas é a decisão do SENHOR que prevalecerá. (BSP)

Hoje (domingo 25/9), enquanto pensava nas minhas lutas académicas lembrei-me de Eclesiastes 7:8a “Vale mais concluir uma coisa do que simplesmente começá-la…” (BSP); a versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel diz: Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas e, prontos, pensando no fim das coisas encontrei este interessante artigo de Dennis Allan, do site Estudos Bíblicos. Espero que sirva de edificação e que o Eterno o(a) ajude na prática dos princípios nele expostos.

O Valor do Velório

Se tivesse a escolha entre participar de uma festa de aniversário, que comemora a vida, ou passar horas num velório lamentando a morte, qual você escolheria?

O velório e o cemitério estão entre os lugares mais tristes na experiência humana. É normal não querer nos despedir de pessoas queridas e importantes em nossas vidas. Apesar da dificuldade que enfrentamos e da tristeza que sentimos, há benefícios em estar presentes nas ocasiões em que a morte se torna o assunto principal.

O autor de Eclesiastes procurou sentido na vida, e encontrou uma das lições mais importantes na morte. Ele fez um contraste que nos chama a refletir sobre a diferença entre os locais que representam a tristeza e os que oferecem a alegria: Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração (Eclesiastes 7:2). O que aprendemos no velório?

1) Aprendemos a pensar sobre o fim desta vida. É comum fazer de tudo para adiar a morte. Procuramos conselhos médicos sobre alimentação, exercício e vitaminas. Ouvimos orientações sobre segurança no trânsito e no trabalho. Apoiamos esforços para reduzir a poluição do ar que respiramos e da água que bebemos. Não tenho nada contra tais medidas, mas não devemos nos enganar. Apesar de todos os nossos esforços para prolongar a vida, nenhuma pessoa que lê este artigo tem esperança realista de estar viva nesta terra daqui a cem anos. Muitos dos nossos corpos serão colocados em caixões bem antes de acabar este século. Seria tolice negar o inevitável, e pior ainda não se preparar para o fim que nos aguarda.

2) Crescemos em momentos de tristeza. Este autor continua: Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração(Eclesiastes 7:3). É bom se divertir com amigos, mas crescemos muito mais quando enfrentamos as dificuldades da vida. Não pensamos em lutar para vencer momentos de felicidade, mas precisamos reunir as nossas forças para superar as ocasiões tristes. Não percebemos o caráter na risada, e sim no choro.

3) Buscamos sabedoria na casa do luto. Fugir do luto ou negar sua mensagem real seria cauterizar a mente para não encarar o inevitável. Aquele que se acha invencível se engana para seu próprio dano. O coração dos sábios está na casa do luto, mas o dos insensatos, na casa da alegria (Eclesiastes 7:4). O velório não é divertido, mas pode ser bem edificante quando nos mostramos dispostos a aprender suas lições!

4) É melhor terminar do que começar. Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio; melhor é o paciente do que o arrogante (Eclesiastes 7:8). Se chegarmos ao fim da vida em comunhão com Deus e com a expectativa de repousar eternamente na sua graça, realmente será melhor do que o começo da vida. Mas há outras aplicações deste princípio. É fácil planejar e projetar, mas nenhum trabalho compensa se não chegar à execução. Prêmios são reservados para aqueles que completam as corridas, diplomas para os alunos que terminam seus cursos, e a coroa da justiça está guardada para os discípulos fieis que completam sua carreira em Cristo (2 Timóteo 4:6-8).

5) Caminhamos para um destino final após a vida aqui. A perspectiva bíblica é linear e não circular. A vida aqui não é um de muitos ciclos num processo de reencarnação, como ensinam algumas religiões. A vida nesta terra encaminha para um destino. O apóstolo Paulo escreveu: Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo (2 Coríntios 5:10). Paulo não falou de um efeito cumulativo depois de ocupar diversos corpos, mas de uma vida aqui em um só corpo antes de chegar ao julgamento final.
E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. (Hebreus 9:27,28). [Acréscimo: a última referência bíblica não consta no texto original.
]

 Seja sábio e aproveite esta vida, sua oportunidade única para se preparar para a eternidade!

– Dennis Allan

Fonte: http://www.estudosdabiblia.net/jbd074.htm

Continuação de (2)…

Em Lucas 15 Jesus dá-nos um belo exemplo sobre ser passivo vs. ser activo. O filho pródigo não ficou a espera que a sua sorte mudasse. Preparou um plano e disse para consigo mesmo:

Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei… (Lucas 15:18-ACRF).

Observe que a afirmação do filho pródigo é oposta ao, “ficarei por cá (nesse estado), e esperar pelo melhor.” Amamos filmes de acção (bem, pelo menos nós os homens), mas preferimos assistir do que vivê-la. Quantos de nós lemos autobiografias de heróis ou mártires da fé e ficamos apenas com a ideia “quem me dera que eu também vivesse isto”, ou ainda, contamos testemunhos a respeito desses irmãos do passado para motivar a nossa pregação quando, na verdade, estamos a milhares de distância no que diz respeito a torná-lo práctico em nossa própria vida? Sonhamos muito, mas não estamos dispostos a viver tais sonhos pois ficamos cegos ao nos apercebermos do preço a pagar.

Homens, quando é que largarão o remoto e controlo, escolher Deus e lutar a favor das vossas famílias? Largue o celular, segue na espada, e lute pelo seu casamento…pode ser que seja tempo de parar de ler este artigo. Talvez já leu bastante; pare de ler, assistir, falar, ver o Facebook, e/ou jogar –  é tempo para acção.

No retrato que lemos anteriormente, Eli não era o único passivo pois os seus filhos fazem parte da lista. Estes não se importavam com Deus e muito menos as coisas relacionadas a Ele.

A passividade busca por corta-matos, por vigarices, por voltas ao contrário a uma acção imediata vai directo ao destino. A passividade busca por caminhos com menos resistência – o caminho largo. Acção imediata busca pelo caminho da justiça – o caminho estreito.

A passividade opta por cabular, enganar. A acção opta por mudanças. A passividade diz, “Tudo depois vai resolver-se por si mesmo.” Enquanto a acção diz, “Será algum esforço.” A passividade diz, “Qual é o mínimo que posso retirar disto?” A acção diz, “O que necessita ser feito?”

O filho pródigo finalmente optou pelo mais difícil. Ele agiu, rejeitou a passividade, elaborou um plano e seguiu-o. A acção pode simples ou mesmo difícil.

O que fazer?!

Talvez detectou alguma passividade na sua vida e sabe que precisa mudar e, isto, nem sempre é fácil. Por mais chato ou duro que seja, a verdade é que precisamos obedecer a Deus mesmo quando nao desejamos. Quando obedecemos a Deus sem motivação para fazê-la, os nossos sentimentos eventualmente acabarão por encaixar-se com as nossas acções. As nossas atitudes e emoções acabam por encaixar-se com as nossas acções. Somo chamados a ser obedientes mesmo quando não sentimo-nos dispostos a fazê-lo.

Reveja o seu plano de jogo para mudanças. Talvez tenha feito uma lista quer seja num papel ou na sua mente, e já sabe o que deve mudar. Identifique o primeiro passo, semelhante ao que o filho pródigo fez quando declarou, “vou para casa e direi ao meu pai… ” Ele sabia o que tinha de fazer e, fê-lo. Encontre o seu primeiro passo e aja de acordo ao mesmo agora, mesmo que queira ou não fazê-lo. E poderás descobrir ao longo do caminho, com a ajuda de Deus, acções que pareciam a princípio artificiais podem tornar-se autênticas.

Continua…

Para ler a parte 1 CLIQUE AQUI. 

Para ler a parte 2 CLIQUE AQUI.

Continuação de (1)… 

Em 1 Samuel, somos apresentados a Eli que serviu ao Senhor no tabernáculo como um sacerdote e juiz sobre Israel. No capítulo 2 verso 12  lemos sobre os seus dois filhos, Hofni e Finéias:

Os filhos de Eli eram perversos e não se interessavam pelas coisas do SENHOR.(BSP)

A perversidade deles não se deve a deixar de ir à igreja na qual, por sinal, eram pastores por uma ou duas vezes mas, pelo contrário roubavam dinheiro das ofertas (roubavam de Deus); guardavam e comiam os sacrificios destinados a Deus e, como se não bastasse mentiam relações sexuais com as mulheres que serviam fora do santuário. Mas, tudo isto era do conhecimento de Eli:

Era, porém, Eli já muito velho, e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação. 1 Samuel 2:22  (ACF)

Para Eli, os relatórios que recebia sobre os filhos representavam momento de descerramento, honestamente sentiu na pele o que se dizia. Era tempo para Eli agir, tempo certo para corrigi-los, retirá-los do ministério e, impondo o temor do Senhor.

E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Pois ouço de todo este povo os vossos malefícios. Não, filhos meus, porque não é boa esta fama que ouço; fazeis transgredir o povo do Senhor. Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o Senhor, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o Senhor os queria matar. 1 Samuel 2:23-25 (ACF)

Só isto?! Sim, disse tanta coisa mas, não tomou medida alguma; acção zero! Que nem um pai que diz ao seu filho após este cometer “Bem, na próxima…” ou “Se voltares a fazer isto…”ou “Desta vez vais ver…”. Basicamente, as Escrituras deixam claro que Eli não fez nada para impedi-los mesmo sendo o juiz da nação e o sacerdote principal no templo.

Mas, por que decidiu o caminho da passividade? Que motivações estavam por trás? Vemos despertamento e honestidade em Eli mas, não há acção pois escolheu o que era fácil em vez de Deus.

Por que…honras a teus filhos mais do que a mim…? 1 Samuel 2:29  (ACF)

O meu método passivo para agir em função dos princípios de Deus mostra que dou maior honra a alguma coisa (ou pessoa) do que a Ele.

Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. 1 Coríntios 10:31

Ao me aperceber de que estava a falhar em várias áreas, foi fácil descobrir que não estava a honrar a Deus; estava a escolher alimentar a carne em vez de escolher viver para a glória de Deus. Este é o meu momento AHA ou DHA (despertamento, honestidade e acção) se preferirem.

As vezes o Senhor repreende-nos sobre um relacionamento fora dos seus princípios mas, decidimos não agir a respeito. Por que? Porque honrámos mais o(a) parceiro(a) mais do que a Deus. Ele nos convence sobre a necessidade de sermos generosos mas, ainda, não começamos a oferecer pois amamos o nosso dinheiro mais do que a Deus. Ele convence-nos a sermos lideres espirituais dos nossos lares, mas quando chegamos a casa nos pomos a ver o jogo na TV. Por que? Porque amamos mais o desporto do que a Deus.

Passividade revela que escolhemos alguma coisa ou alguém em detrimento de Deus.

Sabia que Eli teve outra chance? Confira 1 Samuel 3:11-14 e qual foi a resposta desta vez?… simplesmente não agiu:

…E disse ele: Ele é o Senhor; faça o que bem parecer aos seus olhos. 1 Samuel 3:18

Uau! Esta resposta parece ser espiritual, certo?…é passividade.

Continua…

Para ler a Parte 1 caso não o tenha feito, clique aqui por favor.

 

Kyle Idleman define AHA (do Inglês, AwakeningHonestyAction; DespertamentoHonestidadeAção, tradução livre) como um reconhecimento repentino que conduz a um momento de honestidade que produz mudança.

Passividade é um grande perigo que , geralmente, tem sido tratada levianamente. Para muitos a percepção do perigo é evidente apenas após ver as consequências da mesma sendo coroadas. Há um outro perigo (e não é o único) que caminha junto com a passividade deixei a sua descrição para o final e, se por acaso identificar-se neste artigo; não sinta vergonha ou algum receio, simplesmente admita-o, não fique apenas na reflexão mas, arrependa-se e pratique o que você sabe que deve fazer.

Este ano tem sido extremamente complicado para mim devido ao peso de trabalhos e responsabilidades, ou melhor, honestamente falando, devido ao exagerado espaço que dei à passividade pois de uma ou outra forma todos temos trabalhos e responsabilidades a desempenhar e não precisamos de acréscimos no tempo porque 24 horas para um dia já são suficientes em vez de um “quem me dera que o dia tivesse 26 ou 32 horas!”. A passividade chegou, partilhámos a mesma mesa, dei-lhe o privilegio de falar e, finalmente, acabou por convencer-me com as suas sugestões mascaradas. Só para citar algumas das várias consequências: relacionamento(s) quebrado(s); comunhão com Deus por renovar e manter fora do sistema religioso; pesquisas por escrever e publicar; dissertação por terminar; carta informativa por escrever; vários livros e artigos por ler e escrever os respectivos relatórios; pessoas por visitar; cursos por concluir; compromissos de evangelismo e discipulado por manter firmes e constantes;  feiras de emprego, testes e seminários perdidos; hábitos e costumes que parecem simples mas, dificilmente se mantêm contantes… a lista continua. Para piorar, muitos desses eventos, que ja deviam fazer parte de um estilo de vida, têm prazos. Na verdade, eu fui sendo alertado por Deus, professores, amigos, colegas, circunstâncias… a respeito deste perigo mas, lembra daquela situações em que se apercebe que procede mal e que deve tomar outro rumo porém,…simplesmente deixa p’ra lá e insiste em ouvir a consciência acusando-o; chega, inclusive, a admitir consigo mesmo “sei que estou errado” e,…não faz nada para mudar a situação? Prefere ser passivo do que ativo!

Afinal, o que é passividade?! 

Segundo o dicionário Priberam, “passividade é a qualidade do que é passivo”; e este último, dependentemente do contexto deste artigo, significa “que não actua”, isto é, “indiferente, inerte”. Quantos foram prejudicados por não acatarem conselhos valiosos, ou pior quantos já não estão entre os vivos simplesmente por ignorarem as advertências das por agentes reguladores de trânsito, bombeiros, etc? No país onde resido, ocorrem terremotos e outros fenômenos naturais todos os anos, as instruções sobre como proteger-se, onde deslocar-se, o que levar consigo…são passadas desde a tenra idade; ja imaginou se num desses eventos o individuo simplesmente ignorar os alarmes?

Na realidade, eu acho que um passivo é alguém que vive do passado, gabando-se do que já fez ou viu e, até mesmo aquele que vive num estado de autopiedade por uma acção negativa do passado perpetrado contra ou por si, um autêntico museu ou enciclopédia móvel no sentido mau (podre…prontos a palavra soltou às teclas!) e prefere não aceitar mudanças. O que é isto que nos impede de agir de agir com grande senso de urgência? Em vez de sermos activos parece-nos natural sermos em responder passivamente. Geralmente, a tendência em vez de actuar tendemos a uma atitude (podre e cega) do tipo “estou certo que tudo acabará por si mesmo em bem”.

Apesar de a Bíblia não ser tão específica quanto a isto, acho que devo concordar com Kyle Idleman quando diz que passividade pode ser cuidadosamente descrita como o primeiro pecado que herdamos de Adão, que seria justo dizer que o primeiro pecado do ser humano não foi o comer da fruta, mas sim a passividade. Lembra quando Eva tirou a fruta? O que estava Adão a fazer? ou onde estava ele? De acordo com Gênesis 3:36, Adão estava aí com ela. Ele não disse nada; não fez nada; apenas ficou parado aí.

Continua…