Não Sou um Fã: Desesperado (Dia 10)

Posted: June 11, 2019 in Caminhada com o Mestre, Devocional - Não Sou Um Fã
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Atende os meus lamentos, porque estou sem forças; livra-me dos que me perseguem, que são mais fortes do que eu.Salmo 142:6 (BPT)

Vários anos atrás, quando a minha segunda filha, Morgan, estava a volta dos dois anos, cheguei a casa cedo numa tarde vindo do escritório da igreja. Desejava bastante passar um tempo com a minha filha mais nova. A minha esposa informou-me que ela estava a descansar há algum tempo, mas deu-me luz verde para acordá-la. Ao abrir a porta do quarto dela, rapidamente notei duas coisas: primeira, a cómoda dela havia caído e feito uma bagunça no chão, mas não necessariamente algo alarmante. Segunda, descobri que ela não estava na sua cama. Outra vez, algo aparente, mas não tão preocupante. Até que conectei este segundo facto com o primeiro. Em apenas poucos segundos, percebi o que havia se passado. Numa tentativa de querer alcançar algo que estava por cima da cómoda que tinha uma certa altura, a Morgan tinha puxado as gavetas debaixo para escalar por meio delas, mas a cómoda acabou por cair por cima do seu pequeno corpo.

Lutei para levantar a mobília pesada o mais rápido possível. Por baixo estava a minha filha deitada e com o corpo ferido e já inflamado. Gritei para a minha esposa que ligasse o carro rapidamente. Carreguei a minha menina cujo o corpo não reagia e saímos as pressas em direção ao hospital. A minha esposa estava com a nossa filha no banco de trás e imediatamente começou a orar.

Enquanto ela orava, eu ligava para o 911 mas ninguém atendia. Até esse dia, é a única vez que necessitei discar para aquele número, e o telefone simplesmente chamava e chamava. Desliguei e voltei a ligar. Mais uma vez ninguém atendia. Então atirei o celular para o banco do passageiro e juntei-me a minha esposa nas suas orações em voz alta. Não eram orações quaisquer, mas orações cheias de paixão, ansiedade e emoção.  Orações de desepero. Orações em volta as lágrimas.

A boa nova é que depois de alguns meses a Morgan recuperou completamente, mas nunca esquecerei o sentimento de desespero quando clamava a Deus. Já alguma vez passou por um desses momentos? O momento em que não fazia ideia como pagaria as facturas do hospital. O dia que voltou para casa e encontrou o bilhete do seu filho que foi-se embora de casa. A noite naqual o seu marido saíu irritado. A consulta médica naqual ficou a saber que se tratava de cancro. O momento em que encarou um oficial ao pé da porta com a cabeça inclinada e com uma trágica notícia. O silêncio da ecografia. O casamento infeliz. O seu primeiro natal sem ela.

Deixa-me dizer-lhe algo que espero que perceba: no seu momento de grande desespero, verá que pode deleitar-se em Jesus. O desepero cria dependência, então corra para ele. Clame por ele. Acabará por descobrir um amigo mais próximo que um irmão. Experimentará uma paz que ultrapassa todo o entendimento. Terá acesso a um lugar de refúgio e esconderijo seguro. Acabará por conhece-lo como o Emanuel, “Deus consigo.” E aprenderá que pode depender dele quando mais o necessita.

Seguindo Hoje

Leia o Salmo 88. A que palavras do Salmista se identifica? Pense em um momento ou period de desespero na sua vida. Para onde foi a busca de socorro? Escreva várias linhas de uma oração que começa com a seguinte frase: “Eu preciso de ti para ajudar-me com…”

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