Archive for the ‘Serious Christianity’ Category

“O SENHOR avança como um herói.” Isaías 42:13 (BSP)

Jesus é sem sombra de dúvida um super-herói. Apesar de não usar um uniforme vistoso e justo, uma capa ou não tendo uma visão laser ou até mesmo pernas biónicas, não se deixe enganar por isto.

Os cidadãos da Palestina do primeiro século frequentemente buscavam pela ajuda de Jesus. Ele multiplicou um pequeno lanche numa quantidade suficiente para alimentar milhares de pessoas. Ao pronunciar algumas simples palavras, transformou jarras de água em vinho puro. Pelas suas mãos poderosas curou doenças que não podiam ser curadas; curou pessoas que estavam inabilitadas de forma vitalícia. Tempestades violentas foram acalmadas pelo som da sua voz. Pessoas escravizadas por demónios foram libertas pelo simples pronunciamento do seu nome. Em pelo menos uma ocasião ele passou por uma porta trancada como se esta nem aí estivesse. Durante a sua vida, não era limitado pelos meios de transporte comum e, consequentemente as suas sandálias devem ter registrado centenas de quilómetros. No final da sua vida na terra, subiu aos céus sem usar um helicóptero ou um terno foguete.

Nem mesmo a morte, o arqui-inimigo, pôde derrotá-lo. “Ó morte, onde está agora a tua vitória? Onde está o teu poder de matar? Graças a Deus que nos deu a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo!” (1 Coríntios 15:55,57 BPT). Jesus venceu essa épica batalha numa vitória decisiva ao levantar e caminhar para fora do seu próprio túmulo.

Isto sim é obra de super-herói. Mas quer ouvir algo realmente incrível? Algo tremendamente maravilhoso? Deus dá esse mesmo poder a todos que creêm nele. Sei que é difícil de acreditar, mas é verdade. Entendo que nem sempre se vê na vida prática. Quanto melhor conhecermos Jesus, mais o imitaremos, e quanto mais o conhecermos e segui-lo, mais experimentaremos a vida cheia de poder que ele nos prometeu (cf. Efésios 1:17-23). É desejo de Deus que o seu poder faça parte da estória da sua vida. Ele lhe oferece o poder para derrotar o vício, libertar-lhe da amargura, restaurar o seu relacionamento, ou o que quer que acrescente à essa lista. Nada é tão difícil para o Deus que venceu a morte.

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Está vivendo uma vida de poder, ou frequentemente sente-se derrotado? Em que áreas da sua vida sente que necessita de um poder heroico? Reconheça sua fraqueza, ore e creia na verdade de Deus para a sua vida: “Ele dá forças ao cansado e enche de vigor aquele que é fraco” (Isaías 40:29).

“Mas o Senhor respondeu: “Marta, Marta, andas preocupada e agitada com tantas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte que não sera tirade.” Lucas 10:41-41 (BSP)

Muitos de nós nos assemelhamos a Marta por sermos culturalmente distraídos. Estamos sempre em movimento, buscando sempre que algo seja realizado. Os telemóveis estão constantemente tocando para alertar que temos uma mensagem por responder ou a notificação de um compromisso que corremos o risco de não ser pontuais.

Marta teve Jesus bem ao seu pé. Tento imaginar os netos dela super entusiasmados e cheios de perguntas: “como foi? Jesus na sua casa! Deve ter sido tremendo. De que é que Jesus falou? Como foi a sensação de estar aí com ele?” E imagino o que Marta tería respondido algo como: “Bem, para ser sincera, eu estava a tentar encontar alguma louça de luxo. Na realidade, nem ouvi o que ele dizia. Senao apenas algumas partes da conversa a media que passava pela sala.  A vossa tia-avó está em melhores condições para satisfazer a vossa curiosidade.”

Quantas vezes ficamos tao distraídos que acabamos por falhar um compromisso com Deus?  Com que frequência Deus deseja falar connosco, mas a chamada vai directo para o correio de voz por que estamos muito ocupados?

O fruto da ocupação é obvio. Productividade, eficácia, realizaçao. É muito fácil igualar a ocupaçāo com virtude ou disciplina. Mas Jesus avalia-a com outras lentes, e os resultados são claros: distração, ansiedade, emoções descontroladas. Jesus elogiou a Maria por ter escolhido sentar quietamente e ouvir. Por ter parado com tudo o que tinha a fazer, para simplesmente estar com ele. Em suma, Maria escolheu a melhor parte; na verdade, aquela era a unica parte que era realmente necessário.

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Procure ler o restante desse pequeno acontecimento em Lucas 10:38-42.

Pense no que domina a sua lista de tarefas?

O que lhe causa “preocupação e incomodo?”

“Então reconhecerás que eu sou o SENHOR e que não ficarão envergonhados os que confiam em mim.” Isaías 49:23 (BPT)

Alguns anos atrás estava com a minha família numa estância de férias no Tennessee. Por generosidade, o meu pai pagou todas as despesas para que os seus três filhos adultos e respectivos(as) parceiros(as) pudessem passar a semana juntos. Portanto, os meus pais estavam connosco, bem como os esposos das minhas irmãs. Numa tarde de sol, os meus cunhados e eu decidimos alugar algumas bicicletas e sair para um passeio. Alugamos as bicicletas da sede do clube e pomo-nos à estrada.

Dois detalhes importantes: (1) Na altura, os três estávamos a volta dos vinte anos de idade logo, ainda tínhamos muita energia por usar. E (2) os três somos por natureza competitivos, então não planeávamos ter um passeio lento apenas para recreação.

Estávamos descendo a primeira colina – não que seja importante frisar, eu estava na dianteira – e preparando-me para começar uma curva estreita à esquerda. Apertei o guiador a fim de diminuir a velocidade e de repente me apercebi de algo que não tinha reparado ate aquele instante: as bicicletas não tinham travão de mão. Diante disso, tive de decidir rapidamente entre fazer alguns esforços para que a bicicleta freasse entre as árvores e não ir além, e ou desmontar-me dela o mais rápido possível. Sim, poderia usar o pedal de travão, mas no momento não pensei nisso. Decidi arriscar livrando-me da bicicleta que acabou embatendo nas árvores e eu caí no asfalto. Até hoje consigo visualizar a reação dos meus cunhados vindo por trás: limitaram-se em grandes risadas sem ao menos importar-se em saber se estava tudo bem comigo.

Certamente, também já teve quedas. Esperava ter uma navegação tranquila, mas uma tempestade acabou por estragar tudo. Treinou duramente para não embater as barricadas, mas aconteceu o contrário. Tentou pisar o travão, mas acabou acelerando, e consequentemente, resultou em desastre. Perseguia os seus sonhos, mas no fim acabou por descobrir que não passavam de ilusões. Foi despedido do emprego. Recebeu a papelada para o divórcio. Reprovou na faculdade. Está cheio de dívidas.

Quedas, falhas, decepções,…, não são apenas circunstanciais, mas também relacionais. Buscou ajuda, encontrou pessoas que apenas apontam os erros. Ao invés de empatia ou graça por parte dos que estão a sua volta, foi ridicularizado e julgado. A sua confiança foi retribuída com traição; à sua bondade devolvida em insultos.

Mas Deus pode redimir a nossa falha. Ele pode livrar-nos quando caímos. Aqueles que nele esperam jamais serão decepcionados. Aqueles que voltam-se para ele encontram graça e misericórdia quando mais necessitam (veja Hebreus 4:16). Quando estamos em baixo, ele levanta-nos com a sua mão poderosa (1 Pedro 5:6). Quando caímos, ao invés de repreender-nos ele prova o quanto é poderoso para salvar (Sofonias 3:17)

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Foi decepcionado recentemente?

Ainda há tempo para permitir que as falhas pessoais ou decepções o direccionem para Deus.

Escreva uma oração – um tipo de salmo pessoal – expressando a sua confianca nele para transformer a sua derrota em esperanca.

Tenha esperança, que ele virá socorrê-lo.

“Na verdade, considero tudo como um prejuízo, em comparação com o maravilhoso conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. … O que eu desejo e conhecer a Cristo.” Filipenses 3:8,10 (BPT)

Certa feita, há vários anos, estava a escutar um ministro amigo meu que descrevia um período na sua vida no qual começara a questionar tudo que sempre soube sobre Deus. Ele tinha passado por uma experiência perturbadora com um dos seus filhos, e o mesmo provou ser muito mais que uma simples pancada rápida na sua jornada espiritual.

A nossa conversa foi mais do tipo monólogo que diálogo. A medida que fui seguindo a progressão do seu pensamento enquanto se expressava, foi ficando cada vez mais honestamente difícil escutar o que dizia. Ele questionava vivamente se realmente tudo quanto Deus faz coopera para o bem. Lutava para crer como um Deus bom poderia permitir que algo tão terrível pudesse acontecer. Imaginava se Deus não era tão rápido para perdoar, ao invés de pensar que talvez Deus fosse um Deus vingador e cheio de ira que estava a punir o seu filho pelos pecados do pai. Pensava que talvez tenha vivido durante aqueles anos todos a base de uma mentira e começava a duvidar sobre a sua própria salvação. Finalmente, resumiu os seus pensamentos, dizendo: “escutei todos esses ensinos durante toda a minha vida; acho que cheguei ao ponto onde todas as repostas da escola bíblica dominical não sejam suficientes.”

Devo ser honesto aqui. Aquele foi um dos momentos em que não podia produzir uma resposta pastoral formidável. Afinal de contas que boa resposta poderia dar-lhe que não parecesse banal ou ensaiada? Que poderia eu dizer-lhe que não tenha já escutado – e talvez pregado – durante anos? Ele havia crescido na igreja e fazia parte da terceira geração de uma família de ministros de Deus. Até esse momento, já havia passado duas décadas ensinando a verdade bíblica a literalmente milhares de pessoas. Mas eu não poderia parar de pensar –  talvez o seu problema era o facto de ter crescido conhecendo as respostas certas, mas nunca ter realmente conhecido Jesus.

O apóstolo Paulo conhecia todas as respostas certas – ele era um Fariseu letrado e professor da Lei; fazia parte da linhagem verdadeira, pregara os melhores sermões, e vivido da maneira certa. Conhecia as pessoas certas e tinha o testemunho certo, mas também tinha a perspectiva certa: Todas aquelas respostas e ações certas provaram ser “uma completa perda, comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, o meu Senhor” (Filipenses 3:8 NTLH). E tinha o desejo certo: “Tudo o que eu quero é conhecer a Cristo” (Filipenses 3:10 NTLH).

A propósito, tenho de enfatizar isto, não é que as respostas da Escola Bíblica Dominical não sejam verdadeiras. O facto é que elas tornam-se fracas quando comparadas com o conhecimento daquele que disse, “Eu sou a verdade.”

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Você se identifica com essas dúvidas do ministro de Deus?

Pense em algum momento na sua propria vida em que questionou crenças que achava serem verdadeiras.

Nao será o caso que tenha passado mais tempo aprendendo as respostas certas que conhecer a Jesus?

Ore para que Jesus se revele a si de forma clara a medida que lê a sua palavra.

“Mais ainda, nós sentimos alegria nos nossos sofrimentos, porque o sofrimento produz a perseverance; a perseverance provoca a firmeza de character nas dificuldades e a firmeza produz a esperança.” Romanos 5:3,4 (BPT)

A maioria de nós não enxerga o sofrimento da maneira certa. Devido a falsa ideia de que tão logo alguém se torna cristão, já não haverá dificuldades, tendemos a passar rapidamente para outro assunto tão logo vemos a palavra sofrimento nas Escrituras. Preferíriamos pensar que o sofrimento é para outras pessoas e não para nós.

É um facto que vemos o sofrimento onde quer que vamos. Uma simples volta à sua vizinhança poderá revelar a presença do sofrimento: a partir de uma janela aberta poderá ouvir um casal trocando gritos. Que o vizinho do outro lado da rua acaba de ser notificado sobre uma execução hipotecária. A grande quantidade de ervas no quintal de um casal idoso na esquina revela que o marido já é falecido e que a esposa agora vive numa casa de repouso. O estudante do ensino médio que está constantemente a sua porta não deseja voltar à casa onde sofre abusos.

Mas quando é você que tem o problema conjugal, financeiro, ou de saúde, deseja rapidamente clamar, “Time out! Algo está errado. Faço parte da equipa de Deus, e é suposto que Ele faça com que tudo esteja bem.”  Você corre para um especialista de problemas conjugais, financeiro, ou de saúde mais próximo de si à busca de uma solução rápida. “Querido Deus, o sofrimento é de mais!”

Consultou a sua Bíblia ultimamente? Nela está escrita de forma clara: “No mundo vocês vão sofrer” (João 16:33; NTLH). O foco não é evitar problemas ou o sofrimento, mas crescer e aprender a partir deles. Tal como o apóstolo Paulo entendeu, nós podemos na verdade “alegrar-nos” nos nossos sofrimentos, pois produzem uma grande colheita – perseverança, carácter, e esperança.

Você pertence a equipa de Deus, e ele está agindo da maneira certa. Tenha em mente que esse vale por onde passa é apenas uma sombra, e onde há sombra, há luz. Portanto, continue caminhando. Continue seguindo. Pois Jesus, também, sabe o que significa sofrer. Ele caminha bem ao seu lado.

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Leia o tão familiar e lindo Salmo 23. Contém apenas seis versos, então leia-o tranquilamente, mais de uma vez, talves mesmo em voz alta. A medida que o faz, faça duas listas distintas: numa coluna escreva os verbos que indicam o que você faz (a palavra andar aparecerá, por exemplo). Na segunda coluna, descreva as coisas que Deus faz. Agradeça-o pela sua fidelidade, bondade, conforto e miséricordia.

Porque é pela graça que estão salvo, mediante a fé. E isto não é mérito vosso, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8,9 (BPT)

Como pastor e escritor tenho escutado estórias  sobre o que Deus tem feito na vida das pessoas. Muitas vezes, no meu escritório, tenho tido o privilégio de escutar tais experiências em primeira mão, ou num momento tão logo após um culto do final de semana na nossa igreja. Muitas dessas estórias são de cristãos, o equivalente a sair dos farrapos para riquezas: tendo sido deitado no monte de lixo a pessoa encontra Jesus (ou melhor Jesus encontra a pessoa) e tudo muda.

São estórias do género e que são recontadas inúmeras vezes. Os detalhes chamam a nossa atenção: “me lembro do dia que o meu marido deixou-me, e de repente me tornei numa mãe solteira e desempregada.” “chorei durante muitos dias depois de ouvir o diagnóstico.” “E então a bolsa de valores quebrou e eu perdi tudo.”

Deus é glorificado através das consequências: “Os meus irmãos na fé suportaram-me de uma maneira jamais vista na minha família.” “Nunca teria imaginado o quanto Deus me ensinaria durante os meses da quimioterapia e as visitas ao hospital.” “Aprendi em primeira mão que Deus suprirá todas as necessidades.”

Talvez não tenha uma estória dramática. Talvez os detalhes da mesma  pareçam completamente mundanas e banais. Talvez sejam estórias que a outros não pareçam extraordinárias como você as vê. Talvez a sua estória não seria incluído no livro de testemunhos incriveis. Mas, mesmo assim você tem uma estória digna de ser contada. Você está salva pela graça, mediante a fé.

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Pense na sua experiência pessoal com Deus. A mesma lhe parece ser uma estória revolucionária … ou aborrecida? Faça um resumo cronológico da mesma. Procure lembrar-se de um momento que sirva como ponto inicial em que colocou a estaca no solo ou voltou-se para seguir uma nova direcção. Indique aqueles momentos em que viu claramente a mão de Deus trabalhando como providência ou guia.

“[Jesus] disse a Simão: “ Leva o barco para a parte mais funda do lago, com os teus companheiros, e lança as redes.” Simão respondeu-lhe: “Mestre, andámos toda a noite à pesca e não apanhámos nada; mas já que tu o dizes, vou lançar as redes.”” Lucas 5:4,5 (BPT)

Não há razões para pensar que a resposta de Simão Pedro para Jesus era irónico. Porém, talvez ache que ele pensava em algo como, ok, tudo bem. Aquele carpinteiro-rabino pensa que pode ensinar um pescador como pescar? Mas perderia Simao alguma coisa caso tentasse o que lhe fora sugerido? Entretanto, enquanto deita um olhar a luz do sol que brilha sobre o Mar da Galileia, ele lança a rede molhada mais uma vez ao mar.

Não sei por onde haviam se escondido aqueles peixes durante toda a noite, mas desta vez precipitaram-se todos a rede tão logo que ela bateu as águas. Simão Pedro nunca tinha tido uma noite tão desperdiçada como aquela, e muito menos uma captura como aquela em plena luz do dia. A sugestão de Jesus não era difícil ou complicada; simplesmente não fazia sentido algum.

Na práctica, era como se fosse perca de tempo pois contrariava a intuição e a grande experiência de Pedro. Jesus não deu uma clara explicação e as suas instruções não eram inovadoras e muito menos criativas. No entanto, Simão Pedro simplesmente obedeceu.

Há momentos que seguir a Jesus é simples, mas isto não quer dizer que seja sempre fácil. Obedecer humildemente ao que Deus nos manda fazer, pode parecer tão fácil como ligar para alguém, oferecer um convite ou caminhar pela rua fora. Talvez carregue consigo um grande desafio como perdoar alguém que o magoou, ou uma viajem missionária para um país desconhecido, ou mesmo confiar nele através dos dízimos. Mas quando recebemos um mandamento de Deus que nos parece ser impracticável ou daqueles que nos tira da zona de conforto talvez, e especialmente quando o é, traz consigo grandes recompensas.

Observe que Deus o permitirá que expresse o seu protesto. Se isso o faz sentir bem, Deus o entende.  Simplesmente tenha em mente que o mesmo que lhe diz onde pescar, é o mesmo que criou os peixes.

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Separe alguns minutos para ler o resto da história em Lucas 5. Em oração, considere algo simples, mas não necessariamente fácil que Jesus está a orientando-o a fazer hoje a medida que o segue. Complete a seguinte frase: “Senhor, já que tu o dizes, eu…”

“Quando Jesus ia a sair dali, viu um homem sentado no posto de cobrança de impostos. O seu nome era Mateus. Jesus chamou-o: ”Segue-me.” Ele levantou-se e foi com Jesus. Mateus 9:9  (BPT)

Mateus, o cobrador de impostos, costumava ser Levi o bom menino Judeu. Provavelmente tentou ser um discípulo de um Rabino. Talvez até era esperado que se torna-se num líder espiritual em Israel. Mas com certeza alguma coisa não deu certo.  Ao invés de servir ao Senhor ele decidiu servir a si mesmo. Virou as costas para o seu próprio povo e tornou-se em um cobrador de impostos para o governo Romano que havia ocupado a sua terra. E naqueles dias, a ideia de cobrador de imposto honesto não havia. Eles enganavam o povo para encher os seus bolsos. Eram excluídos da religião e da sociedade, eram impuros e nem se quer permitidos a aceder a parte externa do pátio do templo.

Mateus jamais pensaria que Deus ainda quereria ter algo com ele. Então, um dia estava na sua barraca de cobrador de impostos, um novo rabi dirigiu-se diretamente a ele e apresentou-lhe este simples convite de mudança de vida: “Segue-me.”

Jesus pode ter parecido ser um rabi sem-abrigo e inconvencional, mas era um rabino apesar de tudo. Os rabinos eram mestres da Palavra de Deus, e todo o rabino tinha uma classe de estudantes ou discípulos. Mas este era um grupo exclusivo; não era qualquer um que podia ser um discípulo. Os discípulos tinham de conquistar a boa vontade do rabino provando que possuíam um conhecimento profundo das Escrituras, e também ser inteligente. A reputação do rabino dependia do facto de aceitar apenas os candidatos altamente qualificados.

Mas este não era o método que o rabino Jesus usou para ter seguidores. Ao invés destes candidatarem-se, Jesus convidou os seguidores. E no presente caso, ele estava a convidar o mais desprezado entre os desprezados – um cobrador de impostos. Alguém que não era apenas um pecador, mas que pecava para viver! Alguém cujos amigos eram prostitutas, bêbados, e ladrões. Sabe como sabemos disto a respeito de Mateus? Por que ele mesmo no-lo diz.

Actualmente, não conhecemos Mateus como o humilhado e fracassado que teve de vender a sua alma aos Romanos para ter um emprego lucrativo. Conhecemo-lo como um seguidor de Jesus que escreveu o primeiro livro do Novo Testamento.

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Já sentiu-se desqualificado para ser aceite por Deus? Como? Quando ouviu o convite de Jesus para segui-lo? O que teve de deixar para responder ao convite?

“Jesus afirmou: “Eu sou esse pão que dá vida. Aquele que me aceita nunca mais há-de ter fome e o que acredita em mim nunca mais há-de ter sede. ” João 6:35 (BPT)

Às vezes grandes momentos podem gerar grandes problemas.

  • O autor esquece as palavras no momento principal da cena.
  • O cantor que camufladamente usa uma outra palavra por ter esquecido a letra da sua canção.
  • O jogador da NBA que surpreendentemente falha o lançamento livre no momento decisivo do jogo.
  •  A noiva não para de dar risadas durante toda a cerimónia, ou chorar, ou simplesmente uma estranha combinação de ambos. (Felizmente, a minha esposa fez nenhum dos dois.)
  • O pregador chama o noivo pelo nome errado. (Eu já fiz ou não fiz isso…duas vezes.)

Talvez tenha testemunhado um desses cenários, ou talvez já tenha acontecido consigo.

Eu estava para ter um grande problema num grande momento há vários anos. Era uma quinta-feira a tarde, e estava indeciso sobre que  sermão deveria pregar no domingo de Páscoa. Mais de trinta mil pessoas, provavelmente, iriam atender aos cultos do final de semana, e a pressão apertava cada vez mais. Finalmente, o seguinte pensamento cruzou a minha mente: o que Jesus pregou cada vez que teve uma multidão a sua volta. Seria interessante saber como ele controlava os grandes momentos.

João 6 relata-nos sobre uma dessas ocasiões. Com o saco de lanche de um menino que continha cinco pãezinhos e dois peixinhos, Jesus alimenta uma multidão que parece estar acima de cinco mil. Ele nunca foi tão popular antes. Depois do jantar o povo decide passar a noite ao relento para que esteja perto de Jesus no dia seguinte. Mas pela manhã, a multidão faminta procura por Jesus, também conhecido como o recibo para a refeição, mas não o encontra em lugar algum. Morrendo de fome, a multidão anseia por uma performance como a do dia anterior, mas Jesus decide trancar o buffet tudo-que-você-pode-comer . Em João 6:26 Jesus respondeu-lhes: ”Em verdade vos digo que me procuram porque comeram até ficarem satisfeitos, e não por compreenderem o significado dos meus sinais.”

Então Jesus oferece-se a si mesmo para a multidão faminta. A questão é, seria aquilo suficiente?  Jesus disse, “Eu sou esse pão que dá vida.” De repente Jesus é o único item no menu. A multidão deve decidir se pode saciar ou se eles têm fome de algo mais. Eis o que lemos quase no final do capítulo: “Desde aí muitos dos seus discípulos abandonaram-no e deixaram de andar com ele.” (João 6:66).

Como pode ver, o interesse de Jesus não era o tamanho da multidão mas o seu comprometimento.

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Nas suas orações, o quê normalmente pede para Jesus? Pense num momento em que ele não o respondeu tal como esperava que fosse. Como isso afectou os seus sentimentos pela pessoa de Jesus? Leia o resto da história em João 6. Pensa em algum tempo no qual parecia que Jesus fosse tudo que você tinha. De que forma ele supriu as suas necessidades durante esse tempo?

“O que eu desejo é conhecer a Cristo…” Filipenses 3:10 (BPT)

Lemos na Bíblia sobre um grupo de líderes religiosos conhecidos como os Fariseus. Estes, tinham um extenso conhecimento acerca de Deus. Se alguém quisesse participar numa gincana Biblica, ou Baseball da Bíblia, eles seriam o grupo a abater. Conheciam sobre Deus, mas o que vemos é que não conheciam a Deus. Aí está a diferencça entre conhecimento e intimidade.

Jesus os descreve em Mateus 15:8 da seguinte forma: “Este povo honra-me com palavras, mas o seu coração está longe de mim.

Muitos fãs que conheço enquadram-se tão bem nessa descrição. As igrejas estão cheias de pessoas que vão a estudos bíblicos sobre Jesus, cheios de manuais de exercícios e tarefas. Muitos pregadores referem-se aos seus sermões como lições ou aulas, acompanhados de esboços onde os membros da igreja podem fazer anotações e preencher espaços em brancos. Durante muitos anos eu confundi o meu conhecimento sobre Jesus por intimidade com Jesus. Por exemplo, até onde me recordo eu tinha os livros da Bíblia memorizados em ordem – todos os sessenta e seis. Não apenas isso, mas posso, na verdade, recitar os livros da Bíblia num único folêgo. Nao finja que não ficou impressionado.

Ter conhecimento não é o problema. Mas quando você tem conhecimento sem intimidade, não está seguindo Jesus. A verdade é que Jesus não fica impressionado pelo nosso conhecimento ou talento. O que Ele relmente quer é o nosso coração.

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Fale para Jesus que quer conhecê-lo e, não apenas saber sobre Ele. Faça um auto-exame honesto: passou mais tempo aprendendo sobre Deus do que amá-Lo profundamente? Planeie em ler o Evangelho de João nos próximos vinte e um dias (um capítulo por dia), e tenha como foco simplesmente conhecer Jesus.