Archive for the ‘Cristianismo na 1a Pessoa-Protestantismo’ Category

Ontem (sábado 24/9), durante o discipulado virtual, porém vivo (rsrs!!) falamos um pouco sobre o estado (de tristeza, muitas vezes) em que ficamos quando pensamos no arrebatamento da Igreja. Não devíamos, nós cristãos, alegrar-nos ao pensarmos sobre o arrebatamento ou a Segunda vinda do Senhor? Por que em vez de alegres nos sentimos, algumas vezes, como que despreparados ou tristes pensando se ficaremos ou iremos? ou se por acaso a morte chegue antes de concluir a universidade, antes do casamento, ou do sonho de constituir uma família, ter casa, … pensamos no que valeu a vida se não experimentarmos tais coisas? Por outro, será que devemos nos desleixar de tais sonhos por acharmos que elas não estão ‘directamente’ ligados ao Reino dos Céus?

Quando vivemos para Deus, ou seja, viver para a glória de Deus passamos a levar cativo os nossos planos aos propósitos de Deus. Os nossos planos morrem (o que não quer dizer que seja errado ou pecado sonhar) e ressurgem dentro dos propósitos de Deus. Nem a morte nos amedronta aliás descobrimos que há algo de positivo dentro dela (leia AQUI algumas das lições que aprendi sobre a morte); procuramos conhecer e viver dentro dos propósitos de Deus, alegrando-nos ao vermos textos como Provérbios 19:21 cumprindo-se em nossa vida:

O homem elabora muitos planos, mas é a decisão do SENHOR que prevalecerá. (BSP)

Hoje (domingo 25/9), enquanto pensava nas minhas lutas académicas lembrei-me de Eclesiastes 7:8a “Vale mais concluir uma coisa do que simplesmente começá-la…” (BSP); a versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel diz: Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas e, prontos, pensando no fim das coisas encontrei este interessante artigo de Dennis Allan, do site Estudos Bíblicos. Espero que sirva de edificação e que o Eterno o(a) ajude na prática dos princípios nele expostos.

O Valor do Velório

Se tivesse a escolha entre participar de uma festa de aniversário, que comemora a vida, ou passar horas num velório lamentando a morte, qual você escolheria?

O velório e o cemitério estão entre os lugares mais tristes na experiência humana. É normal não querer nos despedir de pessoas queridas e importantes em nossas vidas. Apesar da dificuldade que enfrentamos e da tristeza que sentimos, há benefícios em estar presentes nas ocasiões em que a morte se torna o assunto principal.

O autor de Eclesiastes procurou sentido na vida, e encontrou uma das lições mais importantes na morte. Ele fez um contraste que nos chama a refletir sobre a diferença entre os locais que representam a tristeza e os que oferecem a alegria: Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração (Eclesiastes 7:2). O que aprendemos no velório?

1) Aprendemos a pensar sobre o fim desta vida. É comum fazer de tudo para adiar a morte. Procuramos conselhos médicos sobre alimentação, exercício e vitaminas. Ouvimos orientações sobre segurança no trânsito e no trabalho. Apoiamos esforços para reduzir a poluição do ar que respiramos e da água que bebemos. Não tenho nada contra tais medidas, mas não devemos nos enganar. Apesar de todos os nossos esforços para prolongar a vida, nenhuma pessoa que lê este artigo tem esperança realista de estar viva nesta terra daqui a cem anos. Muitos dos nossos corpos serão colocados em caixões bem antes de acabar este século. Seria tolice negar o inevitável, e pior ainda não se preparar para o fim que nos aguarda.

2) Crescemos em momentos de tristeza. Este autor continua: Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração(Eclesiastes 7:3). É bom se divertir com amigos, mas crescemos muito mais quando enfrentamos as dificuldades da vida. Não pensamos em lutar para vencer momentos de felicidade, mas precisamos reunir as nossas forças para superar as ocasiões tristes. Não percebemos o caráter na risada, e sim no choro.

3) Buscamos sabedoria na casa do luto. Fugir do luto ou negar sua mensagem real seria cauterizar a mente para não encarar o inevitável. Aquele que se acha invencível se engana para seu próprio dano. O coração dos sábios está na casa do luto, mas o dos insensatos, na casa da alegria (Eclesiastes 7:4). O velório não é divertido, mas pode ser bem edificante quando nos mostramos dispostos a aprender suas lições!

4) É melhor terminar do que começar. Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio; melhor é o paciente do que o arrogante (Eclesiastes 7:8). Se chegarmos ao fim da vida em comunhão com Deus e com a expectativa de repousar eternamente na sua graça, realmente será melhor do que o começo da vida. Mas há outras aplicações deste princípio. É fácil planejar e projetar, mas nenhum trabalho compensa se não chegar à execução. Prêmios são reservados para aqueles que completam as corridas, diplomas para os alunos que terminam seus cursos, e a coroa da justiça está guardada para os discípulos fieis que completam sua carreira em Cristo (2 Timóteo 4:6-8).

5) Caminhamos para um destino final após a vida aqui. A perspectiva bíblica é linear e não circular. A vida aqui não é um de muitos ciclos num processo de reencarnação, como ensinam algumas religiões. A vida nesta terra encaminha para um destino. O apóstolo Paulo escreveu: Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo (2 Coríntios 5:10). Paulo não falou de um efeito cumulativo depois de ocupar diversos corpos, mas de uma vida aqui em um só corpo antes de chegar ao julgamento final.
E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. (Hebreus 9:27,28). [Acréscimo: a última referência bíblica não consta no texto original.
]

 Seja sábio e aproveite esta vida, sua oportunidade única para se preparar para a eternidade!

– Dennis Allan

Fonte: http://www.estudosdabiblia.net/jbd074.htm

Não tente ajudar Deus por causa da demora, tal como Sarai fez ao propor Agar no processo (Gn 16:1,2).
O El Shadai vem exactamente neste contexto. Ele é fiel; Ele tem o poder de trabalhar no invisível e projectar o resultado no visível. Ele trabalha no contexto do impossível; Ele move-se no contexto onde as coisas não fazem sentido.
Faz a sua parte e deixe a parte de Deus com Deus; siga o modelo proposto por Azarias, Misael e Ananias: “…ainda que não nos livre, não nos prostraremos…”(Dn 3:18). Provavelmente esteja cansado(a) e preocupado(a) por causa do longo tempo de espera; não aceite o síndrome de Ismael ao tentar ajudar Deus. Ele é o El Shadai, o Todo Poderoso; mantenha-se firme nos seus caminhos e siga-O.
Dios te bendiga!
El Predicador

 Lava-te, pois, unge-te, e veste as tuas vestes. Rute 3:3a

 O nosso Deus é um Deus de princípios. Ele age de acordo a estes princípios e espera que o seu povo faça o mesmo.

Lava-te, pois, unge-te, e veste as tuas vestes…

 A Bíblia está cheia de simbologias que ensinam como o Cristão deve andar neste mundo perverso. Neste artigo, desejo considerar três dos vários elementos importantes que ajudam o Cristão a viver na terra e posteriormente  ao vencer, receber a coroa prometida pelo Mestre:

  •  Lava-te (Água): na Biblia, água também simboliza a Palavra de Deus;

 Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás. Josué 1:8

 – Como é a minha conexão com a Palavra de Deus? Tenho prazer na Palavra do Eterno? ou amo-a tanto que até guardo-a para apenas folheá-la quando estou na igreja? Tenho tirado alguns minutos ou horas diariamente para meditar na Palavra de Deus? – É extremamente importante dedicar um tempo para a leitura, estudo, meditação e memorização da Palavra de Deus. Não nos esqueçamos que tudo passará mas, a Palavra de Deus permanece para sempre.

  •  Unge-te (óleo, perfume) óleo ou “ungir-se”, na Biblia, refere-se ao Espírito Santo.

Não há como vencer o pecado ou quebrar a carne sem depender do Espírito Santo. Deus merece adoração em espírito e em verdade. Para estar acima do pecado e vencer o maligno preciso viver diariamente acima da concupiscência da carne e isso é estar cheio do Espírito Santo todos os dias.

Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Gálatas 5:16 (RC)

E não vos embriagueis com vinho,

em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito. Efésios 5:18 (RC)

 Como partilhar a Boa Nova para os desviados se não sou cheio do Espírito Santo? Sem amor pelo Dono da obra e pelos que estão desviados? O Espírito Santo é a fonte deste amor fantástico. Ele brota em mim o amor a Deus e consequentemente impulsiona-me obedece-Lo.

 Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciarJoão 16:14 (RC)

  •  Vestes: são as vestes que cobrem a minha nudez e, neste sentido, referem-se ao estilo de vida que Deus deseja que eu leve enquanto peregrino na terra; Deus requer a minha santificação, uma vida baseada no temor do Senhor.

O temor do SENHOR é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio. Provérbios 8:13

 Santidade significa estar ou viver separado do pecado e separado para Deus, ou seja, a santidade possui dois sentidos ‘do’ e ‘para’. Especial atenção deve ser prestada para as expressões “do pecado” e “para Deus“; santidade exige passar de um nível para outro.

Não hei-de vencer o pecado se somente decidir parar de pecar; o compromisso de viver para Deus é extremamente importante e isto significa separação, mudar de atitude ou odiar o pecado e passar a viver segundo os princípios de Deus.

 Santificação é uma ordem de Deus:

 Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. 1 Pedro 1:15

Sem santificação é impossível ver o SENHOR:

Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. Hebreus 12:14

Deus não me chamou para viver uma vida fracassada no pecado. Fui chamado para ser santo todos os dias da minha vida. Preciso renovar a minha vida com Deus.

 

Que Deus te abençoe.
Velela Megumi

Nota: O presente artigo é um ensinamento dado por Derek Prince e publicado na página Arauto da Sua vinda. Achei por bem publicá-lo cá e, espero que seja um canal de Deus para a nossa edificação.

Você quer o melhor de Deus?

Se sua resposta for positiva, a primeira coisa que terá de fazer é decidir totalmente no seu interior que é isto de fato que deseja: o melhor de Deus. Esta é a decisão básica e fundamental. Você precisa querer o melhor de Deus, e terá de decidir que não aceitará nada menos que o melhor de Deus na sua vida. Deus não nos obriga a tomar esta decisão. Depende de nós fazer a escolha…

A coisa mais importante que você pode fazer se quiser o melhor de Deus é meditar na Palavra de Deus. Encha a sua mente com a Palavra de Deus. Dê uma olhada no exemplo de Josué, e nas instruções que o Senhor lhe deu quando estava para levar Israel para sua herança:

Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” (Js 1.8).

Esta última parte: “farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido“, é o mesmo que dizer “acharás o melhor de Deus”.

Quais são as condições? Há três, e todas se relacionam à Palavra de Deus:

  • A Palavra não deve “se apartar da tua boca” (Edição Revista e Corrigida).
  • Você deve meditar nela de “dia e noite” – o que significa continuamente.
  • Você deve observar “tudo quanto nele está escrito“.

Eu costumo resumir isto em três frases simples. Se você quer o melhor de Deus, se quer fazer prosperar seu caminho, e ser bem-sucedido, estas são as três coisas que deve fazer: pensar a Palavra de Deus, falar a Palavra de Deus, e fazer a Palavra de Deus. Coloquei pensar primeiro, porque se não pensar, nunca poderá realmente falar. Se não pensar e falar, nunca conseguirá fazer. O resultado de fazer os três é sucesso, o melhor de Deus.

Você pode dizer: “Ah, mas isto foi para Josué. Como posso saber que funcionará para mim?” O primeiro Salmo tem uma promessa semelhante, e é para todo aquele que preencher as condições. Inclui a todos. Não importa quem você é; tudo que importa é que você cumpra as condições.

Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

“Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.

“Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido” (Sl 1.1-3).

Observe a última frase: “Tudo quanto ele faz será bem-sucedido“. Isto é achar o melhor de Deus; esta é a verdadeira prosperidade. Isto pode aplicar-se a qualquer pessoa que preencher as condições. Há cinco condições: as três primeiras são negativas, ou seja, são coisas que você não deve fazer:

  • Você não deve andar no conselho dos ímpios.
  • Você não deve se deter no caminho dos pecadores.
  • Você não deve se assentar na roda dos escarnecedores.

A questão chave aqui é onde você recebe conselho. Se você recebe o conselho da fonte errada, então toda sua vida dará errado.

Depois das três condições negativas, temos duas positivas:

  • Seu prazer deve estar na lei do Senhor.
  • Você deve meditar na sua lei de dia e de noite.

Observe que as duas condições positivas falam da lei do Senhor, ou seja, da Palavra de Deus. Primeiro, você deve ter prazer na sua lei. Segundo, deve meditar nela de dia e de noite. Observe que outra vez a meditação certa é a chave para o sucesso – meditando na Palavra de Deus de dia e de noite.

Isto não significa apenas dez minutos por dia, lendo a Bíblia; é encher sua mente de tal forma com a Bíblia que ocupe seus pensamentos durante o dia inteiro. Assim estará sempre se alimentando daquilo que é positivo, que inspira sua fé, que edifica. Pensar certo é importante, pois o que você pensa determinará a maneira como vive.

Às vezes falo que a personalidade humana é como um iceberg: sete oitavos estão debaixo da superfície. Muito pouco do iceberg aparece acima da superfície em comparação com o que está debaixo dela. Isto também ocorre com a personalidade humana.

Aquilo que uma pessoa pensa determinará o curso da sua vida. Se você medita nas coisas certas, e vive uma vida certa, então colherá os resultados que Deus prometeu: sucesso e prosperidade – ou seja, o melhor de Deus.

Dê uma olhada a uma passagem do profeta Isaías que confirma que a maneira como pensamos afeta nossa experiência. Deus está falando nesta passagem:

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor,

“Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.

“Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come,

“Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei” (Is 55.8-11).

Observe como Deus começa com os pensamentos, e como diz que nossos pensamentos, por natureza, não são os seus pensamentos. Como, então, podemos começar a pensar os pensamentos de Deus? Deus dá a resposta nas palavras seguintes. Os caminhos e pensamentos de Deus estão num plano celestial, e nossos caminhos e pensamentos estão num plano terreno, bem abaixo de Deus. Mas a Palavra de Deus traz seus caminhos e pensamentos lá do céu para dentro das nossas vidas e coração, produzindo os resultados que precisamos.

Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei.

“Saireis com alegria e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas.

“Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça crescerá a murta; e será isto glória para o Senhor e memorial eterno, que jamais será extinto.” (Is 55.11-13).

Este é o resultado da Palavra de Deus descer do céu, entrar no nosso coração, ocupar nossa mente, e substituir nossos caminhos e pensamentos com os caminhos e pensamentos de Deus. A Palavra de Deus traz seus caminhos e pensamentos para dentro do nosso coração e vida. À medida que nossas mentes se encherem com a Palavra de Deus, começamos a pensar os pensamentos de Deus. Nossa vida mental é transformada completamente.

Os resultados estão descritos aqui de forma muito bela:

  • Paz (em paz sereis guiados)
  • Alegria (saireis com alegria)
  • Louvor (até a natureza participará – “as árvores do campo baterão palmas”), e
  • Fecundidade (em lugar do espinheiro e da sarça crescerão o cipreste e a murta).

Isto é o que acontece na nossa vida quando a Palavra de Deus entra e a recebemos e começamos a meditar nela. Nossos próprios caminhos e pensamentos são como o espinheiro e como a sarça; são improdutivos e inúteis. Mas quando são substituídos pela Palavra de Deus, no lugar do espinheiro e da sarça, produzimos o cipreste e a murta.

Quero sugerir-lhe que considere a substituição dos caminhos e dos pensamentos de Deus no lugar dos seus caminhos e pensamentos, como sendo a chave para o sucesso. Você deve cultivar a prática de meditar na Palavra de Deus de dia e de noite. Meditar na Palavra de Deus é aprender a pensar os pensamentos de Deus através de receber sua Palavra no nosso coração e mente.

Não se aparte da tua boca o livro desta lei” (Js 1.8)

 

Fonte: Arauto da Sua vinda, ano 20, número 2

Nesta última semana de 2015, siga o desafio proposto mas, não fique por aqui, pratique-o sempre.

Texto Bíblico:

Irmãos, queremos pedir-vos que respeitem aqueles que, em nome do Senhor, trabalham no vosso meio e são vossos responsáveis e orientadores. 1 Tessalonicenses 5:12 (BSP)

Desafio:

Envie um postal aos seu pastor, líder de estudo bíblico (ou qualquer um que se encaixe no contexto do verso proposto) esta semana, agradecendo-lhes pelo que têm feito.

Fonte: God’s Word in action

Permita que Aquele que é a fonte da felicidade seja Senhor da sua vida e sê feliz em 2016.

 

El Predicador

Então, que tal uma dica para a prática da Bíblia?

Dou graças ao meu Deus, sempre que me lembro de vós, 

Eu faço sempre com alegria menção de vós em todas as minhas orações“- Filipenses 1:3,4 (BSP)

Desafio:

Expresse a sua apreciação esta semana por alguém a quem você tem grande estima ou é grato pela sua vida.

Fonte: God’s Word in Action

Eu sou muito grato por todos que têm passado por cá. Obrigado àqueles que conheço pessoalmente, àqueles que não conheço mas, têm orado, criticado, sugerido, marcado a minha vida… e demonstrado grande consideração por mim. Ndapandula tchalwa! (Muito obrigado!)

Hoje celebra-se o Dia da Reforma. Que tal uma leitura das 95 Teses do Rev. Frei Martinho Lutero? A primeira evidência pública para o nascimento da Reforma Protestante. Desejo-lhe uma boa leitura.    El Predicador

Com um desejo ardente de trazer a verdade à luz, as seguintes teses serão defendidas em Wittenberg sob a presidência do Rev. Frei Martinho Lutero, Mestre de Artes, Mestre de Sagrada Teologia e Professor oficial da mesma. Ele, portanto, pede que todos os que não puderem estar presentes e disputar com ele verbalmente, façam-no por escrito.

Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Amém.

  1. Ao dizer: “Fazei penitência”, etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
  2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
  3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
  4. Por consequência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
  5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
  6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.
  7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
  8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
  9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
  10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
  11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
  12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
  13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
  14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.
  15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
  16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semi-desespero e a segurança.
  17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.
  18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
  19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.
  20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
  21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
  22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
  23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
  24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
  25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
  26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
  27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
  28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
  29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?
  30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
  31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
  32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
  33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.
  34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
  35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.
  36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.
  37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
  38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina.
  39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.
  40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.
  41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
  42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
  43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.[6]
  44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
  45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
  46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
  47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
  48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.
  49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
  50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
  51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
  52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
  53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
  54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
  55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
  56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
  57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
  58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
  59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
  60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.
  61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.
  62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
  63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.
  64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.
  65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
  66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
  67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.
  68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.
  69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
  70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.
  71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
  72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
  73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
  74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.
  75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
  76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.
  77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.
  78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios XII.
  79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, equivale à cruz de Cristo.
  80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.
  81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.
  82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?
  83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
  84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?
  85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
  86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma Basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos próprios fiéis?
  87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?
  88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
  89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
  90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.
  91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
  92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo “Paz, paz!” sem que haja paz!
  93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo “Cruz! Cruz!” sem que haja cruz!
  94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, sua cabeça, através das penas, da morte e do inferno.
  95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.

1517 D.C.

 Fonte:

[1] Wikipedia

[2] Antonio Gasparetto Junior

[3] History

[4] Christianity.com

Deus quer que todo o crente seja um ganhador de almas.

Ide e pregai o evangelho a toda criatura – foi uma das últimas palavras de Cristo. Apesar deste desejo de Deus, muitos crentes dão desculpas para não evangelizar.

Evangelizar é mais que um dever: é um gigantesco privilégio. Privilégio que não foi dado aos anjos. Privilégio que Cristo enfatizou em cinco comissões: Mt 28.19- 20; Mc 16.15; Lc 24.47-49; Jo 20.21 e At 1.8. Privilégio de responder afirmativamente à grande pergunta de Deus: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Is 6.8). Desfrutar deste privilégio é uma atitude sábia: “O que ganha almas é sábio” (Pv 11.30). Apesar disso, muitos têm dado desculpas. São desculpas que não desculpam. Citarei algumas.

  1. Não tenho dom. Essa é uma das desculpas mais usadas. Não se pode confundir o dom ministerial do evangelista (Ef 4.11) que é só para alguns, com a responsabilidade que cada crente tem de falar de Cristo. Para falar de Cristo é necessário ser nascido de novo. Um exemplo clássico é o da mulher samaritana que ao conhecer a Cristo correu para falar aos seus sobre Jesus. Quem teve uma experiência pessoal com Cristo já tem algo para transmitir.
  1. Sou tímido. Paulo escreveu: Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação (2Tm 1.7).
  1. Já tenho cargo na Igreja. Nenhum cargo na Igreja tira a sua responsabilidade de resgatar uma vida do inferno. O que você vai dizer quando chegar diante do tribunal de Cristo? Deixei de falar de Cristo por causa do meu cargo?…“ Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei” (Ez 3.18).
  1. Não tenho tempo. Quem dá essa desculpa provavelmente pensa que a única maneira de evangelizar é participando da evangelização organizada pela Igreja local. Estando ocupada, pensa estar eximida da responsabilidade de evangelizar. E os seus parentes, vizinhos, amigos, colegas de trabalho…? Quem quer realmente evangelizar não fica somente esperando as oportunidades aparecerem, mas cria as oportunidades de evangelização. “Pregue a palavra, instes a tempo e fora de tempo” (2 Tm 4.2).
  1. Sou dizimista. São aqueles que dizem: meu dízimo evangeliza por mim. Sem dúvida alguma, as contribuições ajudam a expandir o Reino de Deus na terra. Apesar disto, aquele que contribui continua com a responsabilidade e privilégio de falar de Cristo. Quem dá esta desculpa está como que dizendo – eu pago para outro fazer por mim. Observe o grito de Pv 24.11: “Livra os que estão destinados à morte, e os que são levados para a matança, se os puderes retirar”. Não dê desculpas, evangelize!
  1. Não sei falar. Esta foi a mesma desculpa que Moisés deu (Ex 4.10). Existe uma linda promessa bíblica que destrói essa desculpa: “Mas quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer. Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós” (Mt 10.19 e 20).

O que fazer? Continuar dando desculpas? Ou realizar a maior de todas as tarefas: Evangelizar.

Lembre-se que quando Jesus deu o Seu Ide também disse que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Portanto temos o conforto, habilidade, poder do Espírito para juntos com Ele realizar esta magna tarefa. Vamos lá! “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9. 4).

Pescado no aquário do Pr. Eber Jamil; visite o seu blog clicando aqui.

Provavelmente, nos nossos dias, a toxicodependência poderá não estar (tão) acima da virtualdependência (aka!!que palavra é esta?! existe?!). Tornámo-nos tão virtuais que a industria do tabaco deve ter retorcido em lucros comparando com a procura de smartphones e respectivos aplicativos. As redes sociais (RS) têm exercido tanta influência ao ser humano que aos poucos se tem tornado mais virtual do que social.

Na verdade, as RSs trazem consigo um paradoxo relativamente a definição do seu conceito. Quer o Infopédia ou o Priberam, alguns dos dicionários virtuais que uso quando o meu Português entra em estado crítico, oferecem definições semelhantes quando se referem a redes sociais, isto é, conjunto de relações e intercâmbios entre indivíduos, grupos ou organizações que partilham interesses, que funcionam na sua maioria através de plataformas da internet [1]; conjunto de relações entre pessoas ou organizações que partilham interesses, conhecimentos e valores comuns, por meio da internet [2]; ou ainda, site ou página da internet onde se estabelece esse tipo de relações, através de publicação de comentários, fotos, links, etc [3].

A realidade tem apresentado resultados contrários. A mim me parece que tem havido mais afastamentos do que aproximações. Mas, não devo fugir do extremismo pois também há bons exemplos (meu caso pessoal) de relacionamentos significativos construídos a partir das RSs e que, na sua maioria, posteriormente tiveram de deslocar-se para a plataforma real em vez do uso exclusivo da plataforma virtual. Casos há (e acho que são muitos…mas, não tenho resultados de estudos feitos) em as redes quebraram a sociabilidade. Tal é o “facto real”que soube há tempos, a respeito de um casal que mesmo vivendo na mesma casa usavam os aplicativos para acertarem sobre o que comer no jantar, almoço, etc. Digamos que seja por timidez excessiva, falta de coragem para conversar, etc ou sei lá o que. O que se assiste actualmente é a rapidez para os aplicativos, pouca conversa real, palavras lindas a serem pronunciadas por e para pessoas estranhas quando há dificuldades em expressar um simples “bom dia!”, “olá”, ou “como vai?” para quem vive ou está próximo. As nossas emoções se tornam cada vez mais virtuais do que reais.

Mas, poderíamos aprender tanto com esses aplicativos. Que tal se invertêssemos a ordem dos acontecimentos? Aplicativos como Facebook, WhatsApp & Irmãos, são tão eficientes para nos comunicarmos. Que tal prestarmos atenção ao tempo que têm retirado de nós e fôssemos nós os mais eficientes? Que fôssemos nós a comandá-los (pois me parece que tem sido o contrário…uhm! exagero meu?!); ficamos tão colados aos dispositivos que acabamos por esquecer tarefas prioritárias. Quer exemplos? alimentos mal preparados, relacionamentos quebrados…devido a má gestão das prioridades.

Se fôssemos tão eficientes como o FB, WhatsApp & Cia… não permitiríamos que estes ocupassem o nosso tempo de oração e da meditação na Palavra de Deus;

Se fôssemos tão eficientes ficaríamos atentos para evitar que o telemóvel substituísse os nossos familiares, amigos, colegas…as pessoas. Ah! sim; há dias a bateria do meu iPhone não quis carregar e quando faltavam 12% me recordei que tinha a oportunidade de realizar algo que sempre quis fazer, um “boicote electrónico”; e como tenho o aparelho fora do prazo de garantia, levá-lo para reparação seriam mais uns tantos Ienes… nem queiram imaginar quão alegre estava pois finalmente realizaria o meu “plano”. Feliz, ou infelizmente, não posso ficar sem o fone… por enquanto. Tive de achar uma solução rápida  antes que a carga acabasse…e para minha surpresa, uns truquezinhos lá estava o fone na via. Mas, fiquei um pouco triste…já sabem porque!

Fomos feitos para Deus, fomos criados para a glória de Deus; tudo quanto fazemos deve resultar em glórias para Deus; a nossa vida, diariamente, deve ser um sacrifício de adoração a Deus e, tudo começa quando morremos por nós mesmos fazendo de Jesus Cristo  nosso Salvador e Salvador. Se já é cristão, provavelmente, esteja familiarizado com as Escrituras:

Portanto, quer comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, devem fazer tudo para a glória de Deus. 1 Coríntios 10:31 (BSP)

O que fizerem, façam-no de todo o coração como se estivessem a servir o Senhor e não os homens. Colossenses 3:23 (BSP)

Se tudo deve ser feito para a glória de Deus e para Cristo, isto não implicaria o uso das RSs?

Se fôssemos tã0 eficientes usaríamos as RSs segundo o temor do Senhor. Tem sido assim consigo? Pessoalmente, nem sempre …! Mas, podemos reverter a situação, certo? Voltemos ao propósito original e usemos as RSs para a gloria do Pai.

Que tal, pode compartilhar connosco outros “e se fôssemos tão eficientes como o FB, WhatsApp e  Ir. Lda? Que tal umas teclas nos comentários?!