Ajudem-se uns aos outros, e se alguém tiver alguma razão de queixa contra outro, deve perdoar-lhe. Assim como o Senhor vos perdoou, também se devem perdoar uns aos outros. Colossenses 3:13 (BPT)

É bem provável que tenha ouvido falar do nome ten Boom. Quando adolescente, li a famosa biografia de Corrie ten Boom, O Lugar Secreto. a família de Corrie jogou um papel fundamental escondendo muitos judeus durante a invasão Nazi da Holanda. No entanto, eventualmente, ela acabou sendo capturada e presa no campo de concentração de Ravensbrück, onde foi submetida a um trabalho forcado. Alguns anos depois, após o final da guerra e sendo já liberta, num evento público, ela foi encontrou-se com um dos guardas do campo de concentração que a cumprimentou. Com o amor de Cristo profundamente enraizado nela, ela decidiu perdoá-lo. Entretanto, percebeu que o pecado apesar de apagado pelo perdão, ainda tem repercussões. Ela comparou-o ao acto de puxar o cabo do sino de uma torre. Ao parar de puxar, o sino continua soando por alguns instantes. Isso é semelhante àquele momento das suas emoções quando você é magoado. Ao longo do tempo, Deus pode curar a ferida, mas durante um período você ainda se recorda da mesma.

Provavelmente tenha ouvido bastante sobre o perdão de Deus – como Ele enviou o seu Filho para morrer na cruz de maneiras que sejamos perdoamos dos nossos pecados. Cremos profundamente que tenhamos sido perdoamos e somos gratos por tal acto.

No entanto, muitas vezes, tem sido difícil perdoar os outros. Um condutor bêbado atravessa a mediana, batendo no autocarro que transportava o seu filho. Perdoá-lo?

O seu cônjuge o(a) trai e abandona-o(a). Perdoá-la(o)? O seu filho adolescente escapa-se com o seu carro e destrói-o. O seu vizinho o leva a tribunal por causa de uma disputa de propriedade. Perdoá-los? O que fizeram parece imperdoável. O mal que sofreu é demasiado grande para suportar.

Mas é exatamente esse o objetivo do perdão. Não fomos feitos para carregar esse fardo. Não estamos destinados a viver aprisionados pelo nosso próprio desejo de corrigir o mal. A falta de perdão é aquela “raiz venenosa de amargura que cause perturbação, contaminando muitos” (Heb. 12:15 NVT). Já a presenciei, e não é bom. Décadas de dor e separação por causa da teimosia em perdoar. Famílias despedaçadas. Crianças adultas que não falam com os pais há anos.

Mas também já presenciei a beleza e a liberdade que vêm quando perdoamos. Casamentos restaurados e até reforçados. Famílias reunidas. Adolescentes destroçados, dominados pelo perdão dos seus pais amorosos. Ah poderá ainda sentir os efeitos do erro. Poderá ainda ouvir o sino tocar por algum tempo. Mas a liberdade ganha pelo perdão vale a pena. Então vá em frente: Puxe esse cabo.

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Tal como leu hoje, o que veio à mente que foi (ou é) difícil para si perdoar? Ainda está a nutrir o rancor? Leia a parábola de Jesus sobre um servo implacável em Mateus 18:21-35. Ore pelo próximo passo que precisa dar para iniciar o processo de cura. Escreva um bilhete, faça uma ligação, ande pela rua ou vá a sala ao lado. E simplesmente perdoe tal como foi perdoado.

Por isso, animem-se e ajudem-se uns aos outros como têm feito até aqui. 1 Tessalonicenses 5:11(BPT)

Recentemente, um amigo meu participou numa corrida de 5 milhas na lama. Perceba que está não é daqueles histórias do tipo “tenho um amigo …” que oculta o facto de estar a referir-se secretamente ao próprio autor. Honestamente, só essa primeira frase já diz praticamente tudo o que precisa saber sobre a razão pela qual eventos do género não me atraem. Quatro palavras: cinco milhas; lama; correr.

Ouvi-o enquanto descrevia os obstáculos durante o percurso: quilómetros de corrida sobre um terreno lamacento (essa é a parte óbvia), escalar muros, saltar cordas, arrastar pedregulhos, levantar sacos de areia, rastejar debaixo de vedações de arame farpado, e saltar sobre um poço ardente na linha de chegada. Tudo isso por uma medalha muito fixe e uma banana grátis.

Não foi necessariamente um esticão para mim imaginar o meu amigo a correr. Conheço-o bem: é um tipo bastante activo e em uma forma razoavelmente boa. É bastante atlético, e é muito competitivo. A minha surpresa só se registou quando disse que tinha completado a corrida ao lado da sua mulher. Também a conheço bem: enquanto ele mantém-se competitivo, ela está contente. Se ele escolhesse correr algum risco, ela preferiria ir para um retiro. Ele passava quatro a cinco dias por semana a treinar no ginásio; enquanto ela gastava 45 dólares na sua roupa de corrida. Ela nem sequer teria feito a sua inscrição sem a gentil insistência do meu amigo que chegou de admitir que não poderia ter terminado a corrida sem a sua forte assistência. Juntamente com dois outros casais, tinham corrido acidentados e atravessado juntos a linha de chegada.

Daí ter imaginado que talvez fosse esse o objectivo da corrida. Para competirem juntos. Para lutar juntos. Para celebrarem juntos. E talvez seja também esse o objectivo da nossa viagem. O escritor de Eclesiastes reconhece sabiamente que “valem mais dois juntos do que um sozinho, pois o esforço de dois consegue melhores resultados. Se caírem, um ajuda a levantar o outro, ao passo que, se cai o que está só, não tem ninguém para o levantar.” (Eclesiastes 4:9-10 BPT). Fomos destinados a correr a corrida da vida juntos.

– Para animar e edificar-se uns aos outros (1 Ts. 5:11).

– Confessar os pecados uns aos outros e orar uns pelos outros(Tg 5:16).

– Para se afiarem uns aos outros (Pv. 27:17)

– Partilhar os fardos e satisfazer as necessidades um dos outros(Gl. 6:2).

– Sofrer e rejubilar juntos (1 Co. 12:26).

A corrida pode tornar-se longa; os obstáculos certamente virão. Portanto “corramos com perseverança a corrida que foi posta diante de nós. Mantenhamos o olhar firme em Jesus” (Hb. 12:1-2). Buscar a Jesus é sempre melhor juntos.

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Quem são as pessoas na sua vida que correm ao seu lado? De que maneira elas o encorajam ou edificam? Escreva alguns nomes daqueles que lhe tem servido de suporte e agradeça a Deus pela sua comunidade de fé. Considere escrever uma nota de agradecimento ou encorajamento a alguém da sua lista. Se achar difícil pensar em nomes, ore para que Deus o conduza a alguns relacionamentos que lhe edificaram na vida.

Digo-vos pois: vivam segundo o Espírito de Deus. – Gálatas 5:16 (BPT)

Quando deu os seus primeiros passos como bebé, todos o elogiaram. Mas isso não foi o seu feito de coroação como bípede, porque continuaste a correr, saltar, saltar, e dançar. Ninguém elogia um rapaz de nove anos de idade por ter atravessado a sala de estar para os braços abertos da sua mãe. Ninguém aplaude enquanto uma mulher de 42 anos navega pela sala de jantar agarrando-se à borda da mesa. Aprender a andar era apenas uma parte normal do crescimento.

Ao longo dos anos, algumas vezes, os seus pés levaram-no a lugares onde não era suposto ir. Dirigiu os seus próprios passos de acordo com os seus objectivos, muitas vezes influenciados pelas pessoas com quem caminhava. Algumas vezes caminhou no escuro e fora difícil ver para onde ia. Por vezes, deparou-se com problemas e, outras vezes, passeou debaixo da luz reluzente do sol e tudo era bom.

Tem estado numa jornada paralela na sua caminhada espiritual. Deu os seus primeiros passos quando foi salvo, mas isso foi apenas o início da sua viagem. Por vezes tropeçou no escuro, perdendo o seu caminho. Outras vezes fez um desvio deliberado e acabou descobrindo que estava sozinho. Mas muitas vezes seguiu de perto as pegadas de Jesus. “Desviou-se de todo o mau caminho” (Sl 119:101); escolheu “apressar-se a cumprir os [Seus] mandamentos” (Sl 119:32). E acabou por descobrir a belíssima verdade que diz “Felizes os que andam no caminho da retidão, que vivem segundo a lei do Senhor” (Sl 119:1).

É isso que significa ser um discípulo. Seguir Jesus resolutamente. E quanto mais os dois andam juntos, cada vez mais agirá como Ele age.

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Consegue ver frutos de maturidade na sua vida? Essa é a melhor maneira de saber se passou dos passos de bebé para os passos de maturidade. Se ainda não o fez, memorize esta escritura: “O Espírito, pelo contrário, produz amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, modéstia, autodomínio. … Ora se vivemos por meio do Espírito, devemos deixar-nos guiar por ele.” (Gl. 5:22-23, 25). Escreva esse “fruto” num cartão e coloque-o num local óbvio onde o verá todos os dias.

Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai cheio de compaixão e Deus sempre pronto a confortar-nos. Ele nos conforta em todas as nossas aflições. E assim, com o mesmo conforto que dele temos recebido, podemos confortar também aqueles que estiverem a passar por qualquer espécie de aflição. Pois o conforto que de Cristo recebemos é tão grande, como grandes foram os sofrimentos que Cristo passou por nós. 2 Coríntios 1:3-5 (BPT)

Num museu no norte da França, pode ver-se a Tapeçaria de Bayeaux. Ela é tão longa que envolve as paredes de uma grande sala, como a mais longa banda desenhada de sempre, com centenas de cenas e legendas. Ela é uma obra do final do século XI e conta a história da Conquista Normanda. As legendas em Latim foram traduzidas pela primeira vez para o inglês no século XVII.

Uma cena retrata Guilherme, o Conquistador, com a ponta da sua lança incitando as suas tropas a avançar para uma batalha sangrenta. A legenda no painel diz, “Guilherme conforta os seus soldados”. Empurrando-os para a batalha. Exortando-os a prosseguir com a ponta da sua lança. Algo deve ter-se perdido na tradução, certo? Mas isto não é um erro. A tradução fora feita num período em que as Bíblias em inglês começaram a ser publicadas, empregando o termo Confortador para o Espírito Santo, e o termo conforto tinha um significado diferente do que tem agora.

Então, porque é que vos estou a dizer isto? Porque hoje em dia, quando pensamos num confortador, pensamos num belo cobertor suave. Queremos permanecer na nossa zona de conforto, tomar medidas de conforto, e comer algo confortável. Gostamos do conforto das criaturas, como casas confortáveis e roupas confortáveis. Mas na realidade, a palavra significa “com grande força”. Ela transmite a ideia de encorajamento no sentido mais forte da palavra, porque inclui a ideia de pressionar alguém a tomar uma acção que pode significar desconforto. Quando se pensa no Espírito Santo, ponha à parte o entretimento.

Sim, Ele virá para confortá-lo na sua dor. Ele é mais do que capaz de dar-lhe a paz que não depende das suas circunstâncias. Mas o Confortador pode também abalá-lo e desalojá-lo da sua rotina segura e confortável, especialmente diante duma batalha que se desenrola.

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Como tem experimentado o Espírito Santo? Pense nos momentos em que o estimulou e fortaleceu para enfrentar desafios. Como é que o seu conforto o acalmou e lhe fortaleceu? Por suas próprias palavras, descreva a diferença entre a busca pelo conforto e a busca do Confortador.

Uma vez que vivemos pelo Espírito, sigamos a direção do Espírito em todas as áreas de nossa vida. Gálatas 5:25 (NVT)

Os ensinamentos de Bill Bright, co-fundador da Cruzada para Cristo (atualmente conhecido como Cru), ajudou-me a tornar-me num seguidor de Cristo cheio do Espírito Santo. Ele ensinou um exercício espiritual denominado “respiração espiritual.”

A idéia básica do mesmo, consiste em manter constantemente uma consciência ciente da presença do Espírito Santo até que o viver pelo Espírito se torne tão natural tal quanto é a respiração. É simplesmente uma parte da sua identidade. Funciona assim: ao aperceber-se de certo pecado em alguma área da sua vida, exale, ou seja, lance para fora (confessar) e se arrependa do mesmo. O arrependimento se torna numa resposta natural, dando espaço ao seu coração para que seja cheio do Espírito. Quando se torna orgulhoso, invejoso, sensual, irritante, egoísta, desonesto, impaciente, etc. – você exala e se arrepende no mesmo instante.

A seguir, inale. Inspirar, ou seja, ore para que seja cheio do Espírito rendendo-se ao seu controle. Agradeça-O por perdoá-lo, a medida que é purificado dos seus pecados e é cheio dele. Permita que Ele o capacite e dirija a sua vida.

A medida que pratica essa respiração espiritual, ela o ensinará a andar de acordo com o Espírito Santo e passará a depender dele. No início será será auto-consciente e se sentirá como se fosse uma criança que está aprendendo a andar. Tirará a sua concentração total. Mas dentro de pouco tempo, estará a colocar um pé à frente do outro e o caminhar se tornará completamente natural.

A respiração espiritual é um exercício da sua fé que lhe permite experimentar o amor e o perdão de Deus de forma contínua.

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Comece agora mesmo, experimente este pequeno exercício. Exale. (O que precisa confessar? De que forma ainda se esforça por viver segundo o seu próprio poder?) Inale. (Submeta-se novamente a obra e ao poder do Espírito Santo dentro de si). Repita. Dê-Lhe espaço. Permita que o Espírito Santo respire através de si.


Só o Espírito é que dá vida; sem ele, o homem nada consegue. As palavras que eu vos disse são espírito e vida. João 6:63, BPT

A minha família e eu voámos para o aeroporto de Atlanta vindos de uma viagem missionária de um mês à ilha de Hispaniola. Após a aterragem, pegámos nas nossas malas e começámos a longa caminhada até à nossa porta de ligação. Quando viajamos, a minha esposa e eu dividimos as responsabilidades para com as bagagens: um iria preparar todas as coisas, e o outro carregá-las por todo o lado. Foi assim que o resolvemos. Por isso, carreguei cerca de meia dúzia de malas pelo aeroporto.

Estavam penduradas por cima de mim. É apenas uma pilha de sacos em movimento com a minha cabeça. Viramos para descer um corredor que tem cerca de cem metros de comprimento. A minha mulher e os meus filhos foram todos para uma calçada em movimento. Mas carregando a minha carga larga, não seria capaz de andar pela curva e sinto falta da rampa de acesso. Quem dera que pudessem ter visto sob o meu ponto de vista. Colocaram os poucos sacos que tinham na calçada em movimento e ficaram ali a observar-me. Estou a suar como, bem, como um homem que transporta meia dúzia de malas por um aeroporto. Tento acompanhar o ritmo. Acabamos por chegar ao fim da calçada mais ou menos ao mesmo tempo, mas há uma diferença. Estou frustrado, exausto e aborrecido, e eles estão prontos para continuar a andar.

É assim que as nossas vidas são quando tentamos a caminhada auto-capacitados em vez da passadeira cheia do Espírito. Podemos tentar desempenhar o papel do Espírito Santo, mas tentar ser Deus tenderá a nos desgastar.
Jesus sabia que isso iria acontecer. Por isso prometeu dar-nos um defensor para nos ajudar e estar connosco (ver João 14:15-17). O seu Espírito ensina-nos, dá-nos vida, guia-nos pela verdade, convence-nos do pecado, e lembra-nos o que Jesus disse. Ele dá-nos dons poderosos que nunca poderíamos fabricar por nós mesmos. E Ele dirige-nos sempre, sempre, para Jesus.


Buscando Hoje

Faça uma pesquisa rápida com a sua aplicação bíblica ou uma versão da Bíblia online (ou uma boa concordância à moda antiga) para a palavra Espírito. Procure vários dos primeiros versículos que surgirem. Usando frases curtas – duas ou três palavras – escreva várias observações sobre a actividade do Espírito de Deus. Quais são algumas das formas pelas quais experimentou essa presença activa na sua própria vida à medida que O busca?

E eu pedirei ao Pai para vos enviar um outro Defensor que esteja sempre convosco. João 14:16 (BPT)

A minha esposa é de uma pequena cidade do Kansas. Quão pequena? Bem, as instruções para a casa dela incluem o seguinte: “Vire à direita na roda da carroça ao lado da estrada de terra batida”. Ela cresceu numa fazenda a vários quilômetros por essa mesma estrada. Sempre que aparecemos para uma visita, a sua família tenta fazer-me sentir bem-vindo, mas quase que consigo ouvir ao fundo aquela velha canção da Rua Sésamo: “Uma dessas coisas não é como a outra. Uma dessas coisas simplesmente não pertence”.

Num dia de Ação de Graças, os homens da família, vestidos para matar (literalmente) em camuflagem militar, puseram-se a caminho, prontos para ir caçar o que seria a grande refeição. Cerca de meia hora depois, percebi que eu era o único homem adulto na casa. Entrei na cozinha, onde as senhoras estavam fazendo tortas, e perguntei: “sabem para onde os homens foram?” A minha sogra disse, e eu cito: “Todos os homens estão fora”. Uhm … olá? Claramente não estavam todos lá fora. Aparentemente, tinham saído com os seus veículos de quatro rodas para construirem um posto para veados, mas ninguém pensou em me convidar. Agora, eu sei que eles acreditam na minha existência. Eu diria que a maioria deles gosta de mim e talvez até me respeite. Mas eles não sabem ao certo o que fazer comigo.

É assim que muitos cristãos encaram o Espírito Santo. Para eles, Ele é como o primo Eddie da Trindade – aquele com o qual não se tem a certeza em como relacionar-se. Nunca ocorre a alguns de nós que Ele (não “objecto”, a propósito) possa ser o nosso elo vital com o Pai e Jesus. Prometemos a nós mesmos e aos outros que realmente vamos mudar desta vez. Mas a mudança dura apenas alguns dias. Continuamos a nos esforçar para obedecer às ordens de Jesus segundo os nossos próprios esforços, como se de alguma forma fosse possível amar de fato os nossos inimigos, perdoar aqueles que nos magoaram, ou considerar os outros melhores que nós. Por nós mesmos, isso simplesmente não funciona. Quando tentamos seguir Jesus sem estar diariamente cheios do Espírito, nos vemos frustrados pelos fracassos e exaustos pelos nossos esforços.

Eis a má notícia: você não poderá viver a vida para a qual Jesus o chama segundo as suas próprias forças. Mas aqui está a boa notícia: você nunca foi destinado a isso. E aqui está uma notícia ainda melhor: para o cristão, o poder do Espírito Santo de Deus já está disponível dentro de si. Comece a descobrir o poder do Espírito pedindo a Deus que o dê hoje e depois preste atenção às formas como Ele se manifesta na sua vida. Poderá manifestar-se como uma paciência extra com um membro da família, ou uma quantidade incomum de domínio próprio diante de uma tentação, ou talvez experimentará um senso sobrenatural de paz no meio de uma dificuldade esmagadora. Deus lhe deu este dom; certifique-se de abri-lo.

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Que circunstâncias da vida estão atualmente lhe sobrecarregando? Que áreas da sua vida você está tentando administrar por conta própria? Que promessas fez novamente e que voltou a não cumprir? (Seja honesto aqui; ponha palavras nas suas fraquezas e escreve-las.) Agora compare a sua lista com o fruto do Espírito descrito em Gálatas 5:22, 23. Identifique onde o poder do Espírito Santo pode lhe dar a vitória, e comece a render-se a Ele diariamente.


O povo respondeu: “Longe de nós abandonar o Senhor, para servir a outros deuses. … O povo respondeu: “Longe de nós abandonarmos o Senhor para servirmos outros deuses! . . . também nós serviremos ao SENHOR que é o nosso Deus.Josué 24:16, 18 BPT

De acordo com o filósofo cristão Peter Kreeft, “O oposto do teísmo não é o ateísmo. É a idolatria”. Todos adoram um deus de alguma espécie (sim, mesmo os ateus), porque fomos criados para sermos adoradores. Está escrito no nosso código genético. É uma parte inescapável da nossa descrição de funções como seres humanos. A adoração vem como equipamento padrão instalado de fábrica em qualquer membro da raça humana que tenha um corpo, uma mente, e emoções.

A questão, é claro, é quem ou o que escolherá para adorar pessoalmente. Há muitas opções, e a maioria delas não são “religiosas”. Em quem ou o que é que deposita a sua esperança? O que é que procura? Em suma, a que é que dedica a maior parte da atenção da sua vida?

Aqui estão algumas escolhas que revelam o deus ou deuses que poderá estar a adorar:

  • Como passa o seu dia de folga ou o seu tempo livre
  • A quem escolhe como amigos e a quem chama numa crise
  • O que faz na vida
  • Como gere o seu dinheiro
  • O que vê na Tv ou que websites visita
  • Que roupa veste (ou gostaria de poder usar)
  • Que comida come
  • De que coisa pensa
  • Como passa os seus domingos
  • Que tipo e nível de educação está a receber ou já recebeu
  • Quer tenha ou não um tempo separado com Deus – todos os dias da semana

Em vez de se preocupar com a pergunta: “Que deus estou eu a servir?”, olhe para as suas escolhas. É realmente livre de escolher. Mas escolher bem pode ser difícil.

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Pergunte-se a si mesmo: Que escolhas estou a fazer? Terei sido influenciado pelas escolhas dos meus amigos e família? A cultura a minha volta? Considere as suas respostas à essas escolhas. Pare por um momento e pondere as suas opções. Depois complete estas frases, usando a mesma linguagem que o povo de Israel usou. “Longe de nós abandonarmos o Senhor para servir [ ]. Também nós serviremos o Senhor porque [ ]”.

E o Rei dirá: ‘Eu lhes digo a verdade: quando fizeram isso ao menor destes meus irmãos, foi a mim que o fizeram’. Mateus 25:40 (NVT)

Jesus conta uma história em Mateus 25 que me assombra de tempo a tempo. Embora inserida numa série de parábolas, esta não é uma parábola isolada. É uma representação directa do que acontecerá quando Jesus vier novamente a esta terra.

Nesse dia, Jesus irá separar toda a gente em dois grupos – as “ovelhas” à sua direita e os “bodes” à sua esquerda. Ele irá contar-lhes duas versões ligeiramente diferentes da mesma história. Às “ovelhas”: Quando eu tinha fome e sede, alimentaram-me. Quando eu era um estranho, foram hospitaleiros e convidaram-me a entrar na vossa casa. Quando precisei de algumas roupas, deram-me algumas camisas e um belo par de calças. Na altura em que estava doente? Cuidaram-me até à saúde melhorar. Daquela vez em que fui colocado na prisão? O senhor apareceu durante as horas de visita.

Aqueles que me escutam vão ficar mais do que um pouco confusos. “Quando é que o vimos assim?”, perguntarão eles. “Nunca soubemos que estava com fome ou com sede. Quando é que te vimos um estranho ou sem roupa? Não nos lembramos de estares doente ou na prisão e o visitarmos. Quando é que satisfizemos estas necessidades?” As ovelhas esperam por uma resposta, coçando as suas cabeças e trocando olhares confusos.

Finalmente, Jesus quebra o silêncio e responde: “Eu lhes digo a verdade: quando fizeram isso ao menor destes meus irmãos, foi a mim que o fizeram” (Mt 25:40 NVT). Esta multidão sorri e exala em uníssono. Então Jesus recompensa-os com uma bênção – uma herança no seu reino.

Mas aos que se encontram à sua esquerda, Ele dá uma repreensão mordaz: Tinha fome e sede, e nem sequer restos consegui achar. Eu era um estranho, e você olhou logo para além de mim. Eu não tinha roupa, e não conseguias encontrar nada de sobra nos teus guarda-roupas transbordantes. Eu estava doente, e tu fizeste vista grossa. Eu estava na prisão, e tu apenas me escreveste como se tratasse dum problema de outra pessoa.

Os bodes contorcem-se nervosamente. Também elas respondem, num tom quase defensivo e desesperado: “Nunca te vimos assim… pois não? Quando é que isso aconteceu? Quando é que não fomos ao encontro das suas necessidades? Se ao menos tivéssemos sabido que era o Senhor!”

E Jesus responde: “Eu lhes digo a verdade: quando se recusaram a ajudar o menor destes meus irmãos e irmãs, foi a mim que se recusaram a ajudar” (Mt 25:45 NVT). Então os bodes serão mandadas para o castigo eterno.

É uma história simples que descreve um ponto óbvio. Todos teremos oportunidades de ver Jesus; provavelmente está a aperceber-se agora que já O tenha visto. Talvez O tenha visto hoje enquanto conduzia para o trabalho. Talvez Ele esteja sozinho no cubículo mesmo ao fundo da vossa fila. Talvez Ele vive ao lado da sua casa. Talvez tenha lido sobre a sua prisão no jornal.

Então, quando O vir, vai reconhecê-Lo? E talvez mais importante, irá responder servindo-O?

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O pedido é claro. Mantenha os olhos abertos para as oportunidades de servir “o menor destes”. Ignore as desculpas que o atraem (“Ele provavelmente vai gastar o meu dinheiro em álcool”, “Ela meteu-se nesta confusão”, “Ele é realmente difícil de amar”). Serve. Dá. Ama. Por amor de Deus, não perca a sua oportunidade.

Por isso, Deus elevou Jesus acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobrem todos os joelhos: no Céu, na Terra e debaixo da terra; e para que todos proclamem, para glória de Deus Pai: Jesus Cristo é o Senhor! Filipenses 2:9-11 (BPT)

Quanto mais velho fico, mais atenção presto aos meus joelhos. Costumava não pensar neles, excepto talvez quando esfolava enquanto criança ou quando me magoava ao jogar basquetebol. Mas agora estou ciente do desgaste implacável que sofrem, e não os tomo como garantidos. Sendo as maiores articulações do corpo humano, elas são suficientemente robustas para me apoiarem quando me levanto, e também flexíveis o suficiente para se dobrarem com cada passo que dou. Ordeno ao meu joelho que se mova com força suficiente para chutar uma bola, mas não consigo controlar um reflexo involuntário ao toque leve de um martelo bem colocado.

Os meus joelhos também me permitem ajoelhar-me para orar no chão ao lado da minha cama todas as noites ou no meu armário à medida que começo cada manhã. E esta postura física exterior é um reflexo de uma postura espiritual interior: um joelho curvado demonstra um coração humilde.

Carl Jung, o famoso psicoterapeuta, costumava contar uma história sobre um rabino. Alguém perguntou ao rabino: “Porque é que Deus se revelava frequentemente às pessoas nos tempos antigos, mas hoje em dia, ninguém o vê”? O sábio rabino respondeu: “Porque agora ninguém se dobra suficientemente baixo para ver Deus”.

Jesus ensina-nos um modelo perfeito desta postura. O apóstolo Paulo escreve que embora Jesus pudesse usar a sua natureza de Deus em proveito próprio, “privou-se do que era seu” e humilhou-se até à morte numa cruz (ver Fil. 2:6-8). Ele não jogou a sua “carta de Deus”. Desceu para assumir a forma humana, e depois ajoelhou-se ainda mais na postura de um servo. E quando o fez, Deus O exaltou.

Também somos chamados a esta mentalidade. Como filhos e filhas de Deus nesta era auto-suficiente, sejamos contra-culturais. Valorizemos os outros acima de nós mesmos, pois valorizamos a Cristo acima de tudo.

Juntos e individualmente, rebaixemo-nos cada vez mais de modos que também nós possamos ter um vislumbre de Deus. Assumir uma postura orgulhosa diante de alguém que é maior nunca nos levará muito longe. De facto, “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” (1 Pedro 5:5, NVT). A nossa busca por Deus deve começar sempre de joelhos.

Buscando Hoje

Leia Filipenses 2:1-4, destacando ou sublinhando frases que descrevem uma postura humilde para com os outros. Ore por algumas formas práticas de “olhar para os interesses dos outros” hoje em dia. Escreva-as, e comprometa-se a praticá-las.

Um pensamento adicional: Para alguns, pôr-se de joelhos para orar é um desafio não apenas desconfortável fisicamente. Mas há algo de humilde nisso, e essa é a questão. Encontre um lugar calmo, ponha-se de joelhos, e peça ajuda a Deus. Comece a sua oração com estas três simples palavras: “Eu preciso de ti . . .”

Kyle Idleman