Ninguém pode servir a dois patrões: ou não gosta de um deles e estima o outro, ou há-de ser leal para um e desprezar o outro. Não podem servir a Deus e ao dinheiro. Mateus 6:24 BPT

Já sabia que a determinada altura chegaríamos a este assunto, certo? O deus do dinheiro já existe há muito tempo. Você o conhecia como ouro ou prata, cabeças de gado ou peles de animais, praticamente tudo poderia servir para trocas comerciais. Hoje, ele passa por dinheiro, massa, bacon, benjamins, moolah, banco, e a lista continua. Pode até assumir a forma de um cartão de plástico ou ser um ficheiro chamado “portfolio”.

O dinheiro tornou-se tão dominante na nossa cultura que é difícil nos defendermos o suficiente para termos uma perspetiva. Não importa o que possamos dizer, muitos de nós vivemos como se a busca pela riqueza fosse o verdadeiro objetivo na vida. Às vezes ouvimos pessoas ricas dizerem coisas como “O dinheiro não te faz feliz”, mas a maioria de nós pensa que provavelmente eles viajam em primeira classe para um destino exótico onde reunem-se e concordam em dizer-nos isso para que o alguns de nós se sintam confortados.

Prestamos homenagem à ideia de que o dinheiro não é muito importante, mas a forma como gastamos o nosso tempo e as coisas que buscamos [na vida] revelam as nossas verdadeiras crenças. Para muitos, o mais fantástico seria ganhar a lotaria ou herdar a fortuna de algum parente rico.

O homem mais sábio – e mais rico! – que já viveu, o Rei Salomão, reconheceu que O avarento não se farta de dinheiro e quem deseja a abundância nunca acha que a alcançou. Também isto é uma ilusão.” (Eclesiastes 5:9 BPT). O apóstolo Paulo, que sabia como era viver tanto na riqueza como na pobreza, chegou a esta conclusão: “O meu Deus há-de conceder-vos com largueza tudo aquilo de que precisarem, segundo a sua riqueza gloriosa em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:19 BPT). Poderá surpreendê-lo saber que até Jesus falou muito sobre o dinheiro. Das 38 parábolas que contou e que estão registadas nos Evangelhos, dezasseis delas tratam do tema do dinheiro. E de forma resumida, concluiu que ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo.

Negando hoje

Caíste na armadilha de servir ao deus do dinheiro? Examina-se com essas perguntas reveladoras:

Quantas vezes compara o que tem e quanto ganha com os outros? Quanta ansiedade as finanças trazem à sua vida? Até que ponto os seus sonhos e objetivos são impulsionados pelo dinheiro (ou pela falta dele)? Qual é a sua atitude em relação ao dar?

Talvez hoje considere dar algum dinheiro mesmo antes que alguém o peça.

Eu disse então para mim mesmo: «Vou mas é tentar divertir-me e gozar bem a vida.» Mas também isso é uma ilusão. Eclesiastes 2:1 (BPT)

Quando vivíamos na Califórnia, a nossa filha mais velha tinha quatro anos e queria um animal de estimação. Concordei, mas coloquei algumas condições. O animal de estimação tinha que ser algo que não ladrasse, miasse, ou fizesse qualquer tipo de barulho. Não podia ter pelos ou cabelos e, o mesmo teria de custar menos de cinco dólares. Dentro dessas limitações, finalmente nos contentamos com um peixinho dourado.

Na loja, o aquário apresentava uma placa que oferecia uma “garantia de três dias, sem perguntas”. Para mim, isto parecia uma política de segurança e até uma boa gestão, não um presságio.

Quando voltamos para casa, a minha filha deu-lhe um nome, alguém sabe? – Nemo. Ela queria brincar com o seu novo bicho de estimação, mas como brincar com um peixe? Não pode levá-lo para um passeio ou ensiná-lo a ir buscar algo. Mas pode levá-lo a nadar. Então fomos à uma piscina. Expliquei à minha filha que os produtos químicos na piscina não seriam bons para um peixe, por isso trouxemos o Nemo num copo de vidro cheio de água e pusemos o copo a beira da piscina. Enquanto a minha filha e eu nos divertiamos na água, reparei que o Nemo estava a observar-nos. Achei que ele queria sair do cálice e entrar no vasto oceano que a piscina provavelmente parecia para ele.

Depois de alguns minutos, olhei de novo para ver o Nemo, mas o copo estava vazio. Aparentemente, a atração da liberdade em alto mar era tão forte que Nemo tinha caído do copo para dentro da piscina. Tentei apanhá-lo, mas apanhar um peixe dourado numa piscina é mais difícil do que possas pensar. Eventualmente, Nemo subiu à superfície, de barriga para cima. A minha filha não ficou muito chateada quando lhe lembrei da garantia de três dias.

Nemo podia estar a divertir-se à grande, mas o que ele não sabia era que o que prometia prazer trazia veneno. Quando o prazer se torna a nossa principal perseguição, ele entrega o oposto do que promete. O prazer tem esta característica única: quanto mais intensamente o persegues, menos probabilidades tens de o apanhar. Os filósofos chamam a isto de “o paradoxo hedonista”. A ideia é que o prazer, perseguido por si próprio, evapore diante dos nossos olhos.

Jesus pintou este contraste afiado: “O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância.” (João 10:10). Eis a poderosa verdade que espero que descubram: quando veneramos a Deus negando a nós mesmos, experimentamos o que realmente queríamos todo o prazer profundo e final.

Negando hoje

Pense minuciosamente sobre a dor que o prazer lhe trouxe. Descreva um tempo (ou tempos) em que a busca pelo prazer simplesmente não cumpriu o que tinha prometido. Dizem-nos para contar o custo de seguir Jesu, mas por alguns minutos, considere o custo de perseguir o prazer.

Não imitem o que eles fazem. É que eles dizem uma coisa e fazem outra. …Tudo o que fazem é só para os outros verem. … Ai de vós, doutores da lei e fariseus fingidos! … Ai de vós, conselheiros cegos! … Serpentes! Raça de víboras! Mateus 23:3, 5, 13, 16, 33 (BPT)

Mathew 23 descreve um dos últimos sermões de Jesus na Terra. É um sermão tradicionalmente conhecido como “Os Sete Ais”, e é dirigido aos líderes de um grupo religioso da época, os Fariseus. Neste sermão em particular, Jesus não retém nada. Se cresceu a pensar em Jesus como a personagem do Sr. Rogers que está sempre a rir, a piscar o olho às pessoas, e a usar um colete, o tom que Jesus usa para com estes líderes religiosos pode surpreendê-lo. Ele não está a tentar consertar os Fariseus. Não está simplesmente a dar-lhes um aviso ou uma cautela, Jesus não está a oferecer-lhes conselhos. Ele está a opor-se fortemente a estes líderes religiosos porque não quer que as pessoas confundam seguir as regras com seguir a Ele.

A palavra ai é simultaneamente uma expressão de dor e uma maldição, e Jesus repete-a várias vezes. Ele está a dizer aos Fariseus: “vocês estão amaldiçoado. Aflitos e atormentados.” Resumindo, Ele diz “não imitem estes líderes”. Jesus não está impressionado com as suas vestes extravagantes, orações cheias de palavras vazias ou uma autoridade que justifaca-se a si mesmo. Ele foca-se no seu comportamento. E Jesus não quer que os seus seguidores os imitem ou os admirem.

Em vez disso, quer que “imitem a Deus” (Efésios 5:1). Ele chama-nos a negar-nos a nós mesmos e ter a “mesma mentalidade de Cristo Jesus” (Filipenses 2:5). Praticava o que pregava: “Até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas a servir, e a dar a sua vida como resgate para muitos” (Marcos 10:45). Ele lembra-nos que no seu reino, “quem quer ser o primeiro deve ser o último, e o servo de todos” (Marcos 9:35). E usou os Fariseus para ilustrar esta sua verdade “de cabeça para baixo”: “Para aqueles que se exaltam serão humilhados, e aqueles que se humilham serão exaltados” (Mateus 23:12).

Negando hoje

Leia os Filipenses 2:1-11, escreva várias palavras ou frases que saltam para cima de si. Faça um inventário rápido, mas completo, dos seus últimos dias. Descreva uma época em que demonstrou “ambição egoísta ou vã”. Há alguém com quem precisa fazer as pazes porque não as considera ou valoriza acima de si? Quando é que cuidou apenas dos seus próprios interesses? Humildemente confesse estas coisas ao Senhor. Então imagine o maior de todos os servos – Jesus – humildemente lavando os seus pés, perdoando o seu pecado, estendendo a sua graça.

Depois chamou a multidão, juntamente com os discípulos, e disse: «Se alguém quiser acompanhar-me, renuncie-se a si mesmo, pegue na sua cruz e siga-me. Marcos 8:34 (BPT)

Um pai cristão preparava-se para dar a sua filha cristã em casamento com um ateu, e estava muito preocupado com isso. Por isso, pediu-me, como pastor, que me encontrasse com o jovem. Um pastor a almoçar com um ateu parece o início de uma piada, mas ele e eu demos-nos bem e conversámos durante horas. Depois de me contar a sua história, apresentei-lhe o evangelho. Era a primeira vez que ouvia a maior parte do que partilhei. No final da nossa conversa, oramos juntos, e ele arrependeu-se dos seus pecados e confessou que acreditava que Jesus era o Filho de Deus. Fiquei espantado em como Deus cruzou nos nossos caminhos na altura certa.

Uma vez casados, a nova fé e compromisso do marido cresceu rapidamente. Um dia depois de cerca de um ano, ele ligou-me. Estava casado há oito meses e disse que as coisas corriam bem. Mas continuou a explicar que o sogro estava chateado com ele, e queria saber o que deveria fazer. O sogro achou que o seu genro devia “recuperar” a sua fé. Aparentemente, ele estava a levar a Palavra de Deus a sério na área do dízimo, e o sogro achou que o dinheiro seria melhor usado para poupar para uma casa. O velho também desaprovou a decisão do seu genro em não trabalhar no domingo para poder ir adorar Deus na igreja. O sogro disse-lhe: “Estou muito feliz que te tenhas tornado cristão, mas Jesus nunca quis que te tornasses um fanático”.

Por outras palavras, “Estou feliz que esteja seguindo Jesus, mas por que não pousar a cruz?”

Jesus, no entanto, deixa claro que a decisão de segui-Lo é uma decisão de morrer para si mesmo. Ele não veio à Terra para modificar o teu comportamento, para ajustar a tua personalidade, ou afinar a tua maneira ou para suavizar os teus pontos difíceis. Jesus nem sequer veio à Terra para te mudar, fazendo de ti uma nova e melhorada versão de ti mesmo. A verdade do Evangelho é que Jesus veio para que tu morresses para o teu velho modo de vida e depois vivesses uma nova vida para Ele. Ele veio para que fosses como Ele. Se quer ser Seu discípulo, tem de pegar na sua cruz diariamente e segui-Lo.

Negando hoje

De que forma é a sua história se compara com a do jovem? De que forma pode ressoar com o sogro? Como é a sua cruz? Por outras palavras, descreva áreas da sua vida que sacrificou (ou que precisa sacrificar) para seguir totalmente Jesus. Medite sobre isto por alguns minutos: se alguém que o conhecia antes de tornar-se cristão descrevesse como mudou, o que diria? O acusaria de se tornado num fanático?

Que homem infeliz eu sou! Quem me libertará deste corpo que me leva à morte? Sejam dados louvores a Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo! Pois eu estou ao serviço da lei de Deus com o meu entendimento, embora sujeito à lei do pecado, com a minha natureza humana. Romanos 7:24-25

Já alguma vez viu-se em confronto com coisas que pensava já ter deixado para trás há muito tempo?

Quando eu estava no ensino médio, me lembro de certa vez em que ia a busca de uma menina para sairmos. Como era de se esperar, tive que andar pelo jardim dela. O que não sabia é que era um campo minado com fezes de cachorrinhos. E como estava nervoso por causa do encontro, é claro, que não estava vendo onde punha os pés. A mãe dela atendeu-me com um sorriso educado, e me convidou para entrar. Enquanto estava sentado no sofá ao lado da minha pretendente, notei um certo aroma desagradável. Não fazia ideia donde vinha. Cheirei a minha pretendente, o que, pareceu não ser uma boa jogada para um novo relacionamento, e percebi que também não vinha dela e muito menos dos seus pais. A fonte do cheiro era eu. Estava no marco zero! Olhei para o meu Doctor Martens e percebi que tinha realmente pisado algo. E como se não bastasse, tinha levado o rasto através da entrada, no tapete, e para a sala da família. De repente já não respirava normalmente.

Alguns de nós acreditamos erroneamente que ao nos tornarmos cristãos, a vida ficaria livre de complicações, vela suave, uma viagem rosada sem lascas ou espinhos ao longo do caminho. Sem julgamentos ou dificuldades. Sem pecados, sem lutas. Sem cocó de cachorro. Mas o apóstolo Paulo descobriu que seguir Jesus simplesmente não funciona assim: “quando eu quero fazer o bem, faço mas é o mal.” (Rom. 7:21). Ele descreveu uma natureza do pecado que continuava travando uma guerra, até mesmo fazendo dele um prisioneiro. Paulo concluiu por meio de uma auto-avaliação: “Que homem infeliz eu sou!” (v. 24).

É difícil de entender porque mesmo sabendo que os nossos pecados já foram perdoados, ainda temos os velhos desejos, os velhos hábitos. E este é um desafio para muitos de nós. o problema é que tentamos seguir Jesus sem deixar algo para trás.

Negando hoje

Quais são os hábitos, desejos e pecados que ainda te agarram? Que coisas, na sua vida, deveriam ter sido destruídas há muito tempo, mas ainda conseguem seguir-lhe nos seus passeios? Talvez honestamente seja necessário escrevê-los, com a data de hoje, e entregá-los novamente ao Senhorio de Cristo. Memorize Romanos 7:25

Only Jesus can set us free from the fact of sin.
It’s all about Him. 1 Peter 3:15,16
It’s the Holy Spirit who does the work (1 Peter 3:15,16).
1 Peter 3:15,16
Thank you for being available, uncle Zacharias.

Image  —  Posted: May 22, 2020 in Apologetica/Apologetics
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