Archive for the ‘Devocional – Não Sou Um Fã’ Category

“Oiça bem o que eu vos digo: ao que tem, ser-lhe-á dadp. E a quem não tem, até o que julga ter lhe será tirade.” Lucas 18:8 (BSP)

Um amigo meu me contou sobre uma mulher na nossa igreja que recentemente começou a seguir Jesus. Esta mulher viveu a maior parte da sua vida fora da igreja e, francamente, simplesmente não tinha muito interesse em coisas espirituais. Mas foi então que conheceu o meu amigo, um autêntico seguidor de Cristo, no seu ginásio local e foi atraída para o que viu. Ela começou a frequentar a igreja regularmente, absorvendo tudo o que estava aprendendo. O seu crescimento espiritual foi dramático e rápido. Na verdade, parecia tão rápido que alarmou o meu amigo ao ponto de confidenciar comigo, “Eu só estou com medo de que a semente não está crescendo com raízes profundas o suficiente.”

O meu amigo estava se referindo, é claro, a uma parábola familiar que Jesus contou sobre o bom e o mau solo e como ambos recebem a semente da Palavra de Deus. E o próprio Jesus lança o desafio: “Portanto, considerem atentamente como vocês estão ouvindoLucas 8:18 (NIV). Ele sabia que era verdade: alguns ouvem a Palavra, mas antes que façam qualquer coisa a respeito, o diabo, como um corvo de estrada oportunista, vem e arrebata-a.

Outros recebem a Palavra, mas não a deixam enraizar-se por causa da dureza dos seus corações. Outros (e esta era a preocupação do meu amigo), ouvem e recebem a Palavra, mas antes que chegue à maturidade nos seus corações, os cuidados espinhosos da vida sufocam-na até a morte. Mas alguns ouvem a Palavra e guardam-na nos seus corações mostrando que estão prontos, como o bom solo com boas condições de crescimento. Eles não só ouvem e recebem a Palavra de Deus, mas produzem frutos nas suas vidas. Estes são os que têm e lhes será dada mais, enquanto os outros ouvintes perderão a fazenda. A maneira como ouve é extremamente crucial.

A propósito, quando a semente caiu sobre o “bom solo” na história de Jesus, “desenvolveu-se e produziu fruto à razão de cem grãos por sementeLucas 8:8 (BSP). Ao que parece, a amiga do meu amigo era “bom solo”. Então, tal como se esperaria, as suas raízes já estão crescendo profundamente. E não o surpreenderia saber que a semente está produzindo uma safra ainda maior. O filho dela foi batizado apenas cinco meses depois e, o marido decidiu seguir Jesus no mesmo ano.

A medida que for seguindo Jesus, “considere cuidadosamente como escuta” a sua Palavra. Aproveite-a; mantenha-na. Persevere nela, e prepare-se para uma colheita abundante.

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Leia a parábola toda (Lucas 8:1-15).

Descreva o tipo de solo do seu coração. Estará o mesmo pronto para receber – e suportar o desenvolvimento da mesma até à maturidade – a Palavra do Deus vivo?

Estará abrigando alguma preocupação que possa “sufocar” a Palavra de Deus na sua vida?

 

“Mais tarde, chegaram também as outras e gritaram: “Senhor! Abre-nos a porta!” Mas o noivo respondeu-lhes lá de dentro: “Garanto-vos que não vos conheço!””Mateus 25:11,12 (BSP)

Quando levo a minha esposa a um respaurante, ela nao me deixa ocupar algum lugar que permite ver a Tv do restaurante pois sabe que me distraio assistindo. Tanto faz se é desporto ou um programa especial sobre tricotagem, ainda assim a minha atenção é sugada. Pessoalmente, não vejo problema algum nisso. Se há um silêncio durante a conversa e nada para falar, que mal há em ver de Tv?

Nunca havia entendido o problema até que uma noite quando saímos para comer e me distraí observando dosi casais em mesas diferentes. Numa mesa estava um casal jovem claramente apaixonado. Pareciam ser recém-casados, mas o meu palpite é que ainda estavam namorando; estavam sentados no mesmo lado com a cabine, falavam sem parar, rindo piadas um do outro. Eles nem se importavam com a comida que esfriava. Na mesa ao lado, e suponho eu que estavam casados há décadas. Ele não diziam sequer uma palavra, nada! E eu os observava como estavam sentados aí em silêncio. Finalmente disse à minha esposa: “Olhe para isto. Não é isso triste? Começa-se de uma maneira como este jovem casal, apenas conversando, conversando, conversando, e décadas depois você tem esse casal de idosos apenas sentado aí em silêncio. É triste.” E a minha esposa disse: “Eu acho isso doce.” Incialmente, eu estava confuso com a resposta dela até ao momento que percebi: era doce porque eles não tinham que dizer algo sequer. Estando juntos, focados no tipo de relacionamento que a minha esposa quer. Ela não se importa com o grande jantar. Não está impressionada com os meus presentes caros, actos ou palavras românticas. Ela quer o meu coração; ela quer conhecer-me.

Veja que é assim que a nossa relação com Jesus é definida. Os nossos atos de piedade, a adesão à religião, a nossa observância de regras e rituais; nada disto vai impressioná-lo. Mais do que as nossas palavras, os nossos dolares, ou os nossos actos de serviços, ele quer simplesmente conhecer-nos e que nós o conheçamos.

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Até que ponto conhece Jesus?

Faça uma lista de coisas que você sabe sobre ele.

Pense nas declarações de Jesus com o “Eu sou” (o bom pastor, gentil e humilde no coração, o caminho, a verdade, a vida, etc.) nos Evangelhos. Use um programa de busca na Internet.

 

 

“Ó SENHOR, Deus de Israel, não há outro Deus como tu, nem no mais alto dos céus nem cá em baixo na terra! Tu mantes a tua aliança e atua bondade para com aqueles que te servem e se comportam com toda a fidelidade para contigo.” 1 Reis 8:23 (BPT)

Vi uma reportagem da MSNBC sobre um grupo de novos vegetraianos. Na mesma, fora entrevistada uma mulher de vinte e oito anos e dela se pode perceber o pesnamento chave do grupo: “geralmente como vegetais, mas gosto de salsicha.” Essa jovem representa um numero crescente de pessoas que comem vegetais, mas que permitem algumas exceções. Eles não comem carne a menos que realmente gostem.

Como pode imaginar, os verdadeiros vegetarianos não terão gostado dos princípios do novo grupo e, consequentemente, pressionam-nos para que alterem o nome do grupo. Finalmente, eis aqui a nova designação que o grupo escolheu para si mesmo: flexitarianos.

A medida que assistia a reportagem concluí que também era um flexitariano. Eu recuso resolutamente a comer carne a menos que tenha sido servido.

A jovem da entrevista da MSNBC explicou dessa forma o seu princípio pessoal: “eu realmente gosto de comida vegetariana, mas simplesmente não sou 100% comprometida.”

Muitos, seguem Jesus dessa maneira. Compartimentam as áreas das suas vidas entre aquelas nas quais permitem que Jesus tenha acesso e aquelas para as quais apenas eles têm acesso. Eles tentam negociar termos para acordos: “seguirei a Jesus, mas não vendo as minhas posses. Não me peça que perdoe aqueles que me me magoaram; eles não o merecem. Não me peça que reserve o sexo para depois do casamento; eu simplesmente não consigo controlar os meus desejos. Não me peça que dê uma percentagem do meu dinheiro; trabalhei arduamente por esse dinheiro. Eu realmente gosto de Jesus, mas não sou 100% comprometido a ele.”

Essas pessoas consideram-se a si mesmas cristãs. Seguem a Jesus, porém com algumas exceções. Mas seguir a Jesus requer um compromisso completo e total. Ele não permite clásulas de exceção. Simplesmente não tem como dizer “seguirei Jesus excepto nessa area da minha vida, onde farei as coisas do meu jeito.”  Não pode tartar o chamado de Cristo como um buffet espiritual do tipo tudo-o-que-você-pode-comer pois não existe tal coisa quando se trata da fé em Jesus.

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Avalie honestamente o seu compromisso com Cristo. Existe alguma área da sua vida na qual retém um compromisso total?

Inseriu alguma cláusula de exceção que não deveria constar na lista?

O que fará a respeito disto? 

Em amor [Deus] destinou-nos para sermos seus filhos por meio de cristo, conforme era seu desejo e vontade, para louvor da sua graça gloriosa que ele gratuitamente nos concedeu no seu amado Filho. Pelo sacrifício da sua morte fomos libertados e recebemos o perdão dos pecados, em virtude das riquezas da sua graça, que ele derramou abundantemente sobre nós.Efésios 1:4-8 (BPT)

A visão mais alta, no meu pensamento, da soberania de Deus não é a que Deus cause tudo mas, sim; que ele faz com que tudo funcione em função dos  seus propósitos (ver Romanos 8:28). Isso é um nível totalmente diferente de soberania e poderes – ele considera o que acontece e, na sua sabedoria e no seu poder, usa-o para realizar o seu trabalho de acordo ao seu propósito.

Deixe-me tentar ilustrar isto. Suponha que eu, como um pai sábio e amoroso, soubesse que o meu filho seria uma estrela do futebol Americano quando crescesse. (A propósito, quando ele tinha três anos de idade, minha esposa perguntou-lhe, “Então o que quer ser quando crescer?” Ele, na verdade, respondeu, “um jogador de futebol!” Mas então acrescentou algo que nunca havia mencionado antes. Ele disse, “quando eu crescer, quero ser uma sereia.” Que?! Eu finalmente disse, “isso é Tritão*, amigo, Tritão.”) Se eu tivesse esse conhecimento certo, não mudaria significativamente a maioria de tudo sobre a forma como eu o criei? Eu não me incomodaria em gastar tanto dinheiro nas aulas de piano ou aula de arte. Aquelas rosquinhas de vidro? Não na minha casa. Os jogos de vídeo seriam substituídos por regimes de exercício. O horário das noites de futebol as segundas levaria precedentes sobre os clips de vídeos da America’s Funniest Home Videos**. Usaria o meu novo conhecimento para guiar o meu filho para o seu destino certo.

Da mesma forma, Deus conhece o nosso destino final. Ele vê a nossa identidade verdadeira. E assim o seu propósito é aproximar-nos de Jesus. Ele usa tudo o que acontece – até mesmo as coisas ruins – para aproximar-nos a ele. Quer se trate da nossa própria culpa ou da de outra pessoa, Deus predestinou tudo para atrair-nos a ele, moldando-nos durante o processo. Ele não desperdiça alguma coisa.

Podemos segui-lo com fé, confiando que ele está trabalhando para o nosso bem e para sua glória.

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Pense sobre eventos significativos da sua vida. Poderia rastrear a mão de Deus trazendo-o para onde está hoje?

Que circunstância(s) na sua vida atualmente vai além da sua capacidade de entendimento?

Anote e professe a sua confiança no nosso bom e soberano Deus.

O que mudaria hoje se conhecesse o seu destino final? (Aqui fica um pequeno segredo: você sabe qual o seu destino final.)

*MITOLOGIA semideus marinho, filho de Posídon e de Anfitrite, que era metade homem e metade peixe e se representava frequentemente a soprar um búzio marinho. (tritão in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-07-08 14:08:02]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/tritão).

** Videos caseiros mais engraçados da America (tradução livre)

O sumo sacerdote tornou a perguntar-lhe: “És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito?” E Jesus disse: “Sim, sou eu. Hão-de ver o Filho do Homem à direita de Deus todo-poderoso e chegar sobre as nuvens do céu.” Marcos 14:61,62 (BPT)

Jesus não fundou organização religiosa alguma. Nunca identificou-se como um capitalista, um socialista, um mornarca, um colonialista, ou qualquer outro tipo de -ista. Ele não se define nesses termos; não é um Republicano, um Democrata, ou um membro do Partido Verde; ele não subscreve o liberalismo e muito menos prefere o conservadorismo. Ninguém pode reivindicar-lhe membresia – Católicos, Protestantes, Evangélicos, Carismáticos, ou Fundamentalistas. 

Jesus não incitou a Inquisição, não endossa a Reforma, ou sanciona a contra-Reforma;  validar ou invalidar os Puritanos, e muito menos dividir a Irlanda. Não fez parte da Guerra Cívil e também não escreveu a Constituição dos Estados Unidos.

Ele não conta connosco para ser famoso; não precisa de nós para ajudá-lo a ser criativo, atraente, ou muito bom. Não é campeão dos hippies por causa da sua barba épica; não usava terno e gravata quando fosse a igreja e, provavelmente nem sequer a frequentava nas manhãs de domingo; não se limita aos hinos da igreja e muito menos é liberto pela espontaneidade na adoração.

Como pode ver, ninguém pode rotulá-lo; é Senhor acima de todos. Nada pode confiná-lo; Ele usa a terra como um banquinho. Ninguém pode manipulá-lo ou controlá-lo; foi ele que declarou a existência do mundo por meio da sua voz. Nada o surpreende ou o pega desprevenido. Ele nunca pronunciou as palavras, “Hmm, eu nunca pensei nisso.

Ele está acima de tudo, através de todos e em tudo; ele é omnipresente, omnisciente e omnipotente; ele dá a vida porque ele é a vida. Ele ama perfeitamente porque ele é o amor perfeito. Só ele é Deus e nós o contemplamos em reverência.

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Separe alguns minutos hoje para contemplar o Senhor. Escolha uma ou duas canções de adoração para ouvir (permita-me sugerir “Clear Stage” de Jimmy Needham, e “Name above all names” do Awaken Worship, ambos disponíveis para download no iTunes).

Preste atenção ao conselho do Salmista: “Louvar-te-emos, ó Deus, a toda a hora, e te daremos graças para sempre.” Salmo 44:10 (BPT).

Ore a oração de Habacuc: “Ó SENHOR, ouvi falar daquilo que tens feito e isso encheu-me de respeito para contigo. No correr dos anos restaura a tua obra; No correr dos anos torna-a conhecida. Na tua ira lembra-te da misericórdia!” Habacuc 3:2 (BPT)

O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Colossenses 1:15 (ACF)

Sendo pastor numa igreja local, tenho conversado com muita gente que acha difícil em seguir a Jesus. Eles se veem várias vezes amarrados ao mesmo pecado. Lutam para manter até mesmo princípios básicos de discíplina espiritual. Às vezes querem viver para ele, e outras vezes isso não passa de um simples desejo. Estão cansados, desencorajados e derrotados; decepcionados consigo mesmo e até creem que Jesus também está decepcionado com eles.

Nas ocasiões em que pergunto: como é o seu Jesus? Se tivesse que fazer um desenho sobre ele, o quê retrataria?  Alguns dão respostas rápidas, nao obstante a maioria nunca ter pensado bastante a respeito. Quando respondem , as imagens sao variadas e únicas. Para alguns, Jesus parece géntil e respeitoso, talvez até um pouco passivo ou idiota. (Talvez já tenha visto o retrato de Jesus adulto –  lembra, aquele famoso quadro onde ele está olhando pacificamente para o horizonte?) Para outros, ele é um guerreiro irritado e assustador, segurando uma espada flamejante numa mão e um raio noutro. Às vezes, ele está sorrindo, rodeado por crianças; ou uma imagem encorajadora – a do Bom Pastor cuidando das suas ovelhas.  Mas certo homem descreveu a sua imagem desta forma: “ele está em pé com as costas voltadas um pouco distante de mim. Os braços estão dobrados, e a sua cabeça ligeiramente voltada para cima como se dissesse, ‘Sério? Vá lá!’ Eu não posso ver o seu rosto, mas não acho que esteja necessariamente mal-humorado ou irritado, apenas acho que está decepcionado e perguntando por que não me comporto da forma certa.

Enquanto escuto, me pergunto: quem seguiria um Jesus assim? Se a sua imagem sobre Jesus foi manchada pelas circunstancias da sua vida, pela sua igreja local, ou pelos seus amigos cínicos, então poderá não estar a seguir o verdadeiro Jesus. Se a imagem que tem de Jesus se parece mais com o seu pai que discorda de quase tudo ou com o de um pastor legalista, ou ainda como um cristão hipócrita, poderá achar que seguir a Jesus não seja atraente. E você está certo.

A boa notícia é que essa não é a imagem de Jesus que o Novo Testamento pinta. Ele é completamente cheio de verdade, mas ao mesmo tempo cheio de graça (João 1:14). Ele não o condena (Romanos 8:1), mas pelo contrário ele o defende (1 João 2:1). Ele é um guia em quem se pode confiar (Lucas 1:79), um amigo dos pecadores (Mateus 11:19), e um pastor vigilante (João 10:11).

A boa notícia é que essa não é a imagem de Jesus que o Novo Testamento pinta. Permita-me garantir-lhe um facto: a medida que conhecer como Jesus é realmente, mais será atraído a segui-lo de perto.

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A que seria parecido a sua imagem sobre Jesus? Considere desenhá-lo abaixo, ou simplesmente uma descrição a respeito.

A imagem que tem sobre Jesus coincide com aquela que a Bíblia ensina?

Em oração, comece a redesenhar a imagem de Jesus na sua mente hoje.

“O SENHOR avança como um herói.” Isaías 42:13 (BSP)

Jesus é sem sombra de dúvida um super-herói. Apesar de não usar um uniforme vistoso e justo, uma capa ou não tendo uma visão laser ou até mesmo pernas biónicas, não se deixe enganar por isto.

Os cidadãos da Palestina do primeiro século frequentemente buscavam pela ajuda de Jesus. Ele multiplicou um pequeno lanche numa quantidade suficiente para alimentar milhares de pessoas. Ao pronunciar algumas simples palavras, transformou jarras de água em vinho puro. Pelas suas mãos poderosas curou doenças que não podiam ser curadas; curou pessoas que estavam inabilitadas de forma vitalícia. Tempestades violentas foram acalmadas pelo som da sua voz. Pessoas escravizadas por demónios foram libertas pelo simples pronunciamento do seu nome. Em pelo menos uma ocasião ele passou por uma porta trancada como se esta nem aí estivesse. Durante a sua vida, não era limitado pelos meios de transporte comum e, consequentemente as suas sandálias devem ter registrado centenas de quilómetros. No final da sua vida na terra, subiu aos céus sem usar um helicóptero ou um terno foguete.

Nem mesmo a morte, o arqui-inimigo, pôde derrotá-lo. “Ó morte, onde está agora a tua vitória? Onde está o teu poder de matar? Graças a Deus que nos deu a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo!” (1 Coríntios 15:55,57 BPT). Jesus venceu essa épica batalha numa vitória decisiva ao levantar e caminhar para fora do seu próprio túmulo.

Isto sim é obra de super-herói. Mas quer ouvir algo realmente incrível? Algo tremendamente maravilhoso? Deus dá esse mesmo poder a todos que creêm nele. Sei que é difícil de acreditar, mas é verdade. Entendo que nem sempre se vê na vida prática. Quanto melhor conhecermos Jesus, mais o imitaremos, e quanto mais o conhecermos e segui-lo, mais experimentaremos a vida cheia de poder que ele nos prometeu (cf. Efésios 1:17-23). É desejo de Deus que o seu poder faça parte da estória da sua vida. Ele lhe oferece o poder para derrotar o vício, libertar-lhe da amargura, restaurar o seu relacionamento, ou o que quer que acrescente à essa lista. Nada é tão difícil para o Deus que venceu a morte.

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Está vivendo uma vida de poder, ou frequentemente sente-se derrotado? Em que áreas da sua vida sente que necessita de um poder heroico? Reconheça sua fraqueza, ore e creia na verdade de Deus para a sua vida: “Ele dá forças ao cansado e enche de vigor aquele que é fraco” (Isaías 40:29).

“Mas o Senhor respondeu: “Marta, Marta, andas preocupada e agitada com tantas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte que não sera tirade.” Lucas 10:41-41 (BSP)

Muitos de nós nos assemelhamos a Marta por sermos culturalmente distraídos. Estamos sempre em movimento, buscando sempre que algo seja realizado. Os telemóveis estão constantemente tocando para alertar que temos uma mensagem por responder ou a notificação de um compromisso que corremos o risco de não ser pontuais.

Marta teve Jesus bem ao seu pé. Tento imaginar os netos dela super entusiasmados e cheios de perguntas: “como foi? Jesus na sua casa! Deve ter sido tremendo. De que é que Jesus falou? Como foi a sensação de estar aí com ele?” E imagino o que Marta tería respondido algo como: “Bem, para ser sincera, eu estava a tentar encontar alguma louça de luxo. Na realidade, nem ouvi o que ele dizia. Senao apenas algumas partes da conversa a media que passava pela sala.  A vossa tia-avó está em melhores condições para satisfazer a vossa curiosidade.”

Quantas vezes ficamos tao distraídos que acabamos por falhar um compromisso com Deus?  Com que frequência Deus deseja falar connosco, mas a chamada vai directo para o correio de voz por que estamos muito ocupados?

O fruto da ocupação é obvio. Productividade, eficácia, realizaçao. É muito fácil igualar a ocupaçāo com virtude ou disciplina. Mas Jesus avalia-a com outras lentes, e os resultados são claros: distração, ansiedade, emoções descontroladas. Jesus elogiou a Maria por ter escolhido sentar quietamente e ouvir. Por ter parado com tudo o que tinha a fazer, para simplesmente estar com ele. Em suma, Maria escolheu a melhor parte; na verdade, aquela era a unica parte que era realmente necessário.

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Procure ler o restante desse pequeno acontecimento em Lucas 10:38-42.

Pense no que domina a sua lista de tarefas?

O que lhe causa “preocupação e incomodo?”

“Então reconhecerás que eu sou o SENHOR e que não ficarão envergonhados os que confiam em mim.” Isaías 49:23 (BPT)

Alguns anos atrás estava com a minha família numa estância de férias no Tennessee. Por generosidade, o meu pai pagou todas as despesas para que os seus três filhos adultos e respectivos(as) parceiros(as) pudessem passar a semana juntos. Portanto, os meus pais estavam connosco, bem como os esposos das minhas irmãs. Numa tarde de sol, os meus cunhados e eu decidimos alugar algumas bicicletas e sair para um passeio. Alugamos as bicicletas da sede do clube e pomo-nos à estrada.

Dois detalhes importantes: (1) Na altura, os três estávamos a volta dos vinte anos de idade logo, ainda tínhamos muita energia por usar. E (2) os três somos por natureza competitivos, então não planeávamos ter um passeio lento apenas para recreação.

Estávamos descendo a primeira colina – não que seja importante frisar, eu estava na dianteira – e preparando-me para começar uma curva estreita à esquerda. Apertei o guiador a fim de diminuir a velocidade e de repente me apercebi de algo que não tinha reparado ate aquele instante: as bicicletas não tinham travão de mão. Diante disso, tive de decidir rapidamente entre fazer alguns esforços para que a bicicleta freasse entre as árvores e não ir além, e ou desmontar-me dela o mais rápido possível. Sim, poderia usar o pedal de travão, mas no momento não pensei nisso. Decidi arriscar livrando-me da bicicleta que acabou embatendo nas árvores e eu caí no asfalto. Até hoje consigo visualizar a reação dos meus cunhados vindo por trás: limitaram-se em grandes risadas sem ao menos importar-se em saber se estava tudo bem comigo.

Certamente, também já teve quedas. Esperava ter uma navegação tranquila, mas uma tempestade acabou por estragar tudo. Treinou duramente para não embater as barricadas, mas aconteceu o contrário. Tentou pisar o travão, mas acabou acelerando, e consequentemente, resultou em desastre. Perseguia os seus sonhos, mas no fim acabou por descobrir que não passavam de ilusões. Foi despedido do emprego. Recebeu a papelada para o divórcio. Reprovou na faculdade. Está cheio de dívidas.

Quedas, falhas, decepções,…, não são apenas circunstanciais, mas também relacionais. Buscou ajuda, encontrou pessoas que apenas apontam os erros. Ao invés de empatia ou graça por parte dos que estão a sua volta, foi ridicularizado e julgado. A sua confiança foi retribuída com traição; à sua bondade devolvida em insultos.

Mas Deus pode redimir a nossa falha. Ele pode livrar-nos quando caímos. Aqueles que nele esperam jamais serão decepcionados. Aqueles que voltam-se para ele encontram graça e misericórdia quando mais necessitam (veja Hebreus 4:16). Quando estamos em baixo, ele levanta-nos com a sua mão poderosa (1 Pedro 5:6). Quando caímos, ao invés de repreender-nos ele prova o quanto é poderoso para salvar (Sofonias 3:17)

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Foi decepcionado recentemente?

Ainda há tempo para permitir que as falhas pessoais ou decepções o direccionem para Deus.

Escreva uma oração – um tipo de salmo pessoal – expressando a sua confianca nele para transformer a sua derrota em esperanca.

Tenha esperança, que ele virá socorrê-lo.

“Na verdade, considero tudo como um prejuízo, em comparação com o maravilhoso conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. … O que eu desejo e conhecer a Cristo.” Filipenses 3:8,10 (BPT)

Certa feita, há vários anos, estava a escutar um ministro amigo meu que descrevia um período na sua vida no qual começara a questionar tudo que sempre soube sobre Deus. Ele tinha passado por uma experiência perturbadora com um dos seus filhos, e o mesmo provou ser muito mais que uma simples pancada rápida na sua jornada espiritual.

A nossa conversa foi mais do tipo monólogo que diálogo. A medida que fui seguindo a progressão do seu pensamento enquanto se expressava, foi ficando cada vez mais honestamente difícil escutar o que dizia. Ele questionava vivamente se realmente tudo quanto Deus faz coopera para o bem. Lutava para crer como um Deus bom poderia permitir que algo tão terrível pudesse acontecer. Imaginava se Deus não era tão rápido para perdoar, ao invés de pensar que talvez Deus fosse um Deus vingador e cheio de ira que estava a punir o seu filho pelos pecados do pai. Pensava que talvez tenha vivido durante aqueles anos todos a base de uma mentira e começava a duvidar sobre a sua própria salvação. Finalmente, resumiu os seus pensamentos, dizendo: “escutei todos esses ensinos durante toda a minha vida; acho que cheguei ao ponto onde todas as repostas da escola bíblica dominical não sejam suficientes.”

Devo ser honesto aqui. Aquele foi um dos momentos em que não podia produzir uma resposta pastoral formidável. Afinal de contas que boa resposta poderia dar-lhe que não parecesse banal ou ensaiada? Que poderia eu dizer-lhe que não tenha já escutado – e talvez pregado – durante anos? Ele havia crescido na igreja e fazia parte da terceira geração de uma família de ministros de Deus. Até esse momento, já havia passado duas décadas ensinando a verdade bíblica a literalmente milhares de pessoas. Mas eu não poderia parar de pensar –  talvez o seu problema era o facto de ter crescido conhecendo as respostas certas, mas nunca ter realmente conhecido Jesus.

O apóstolo Paulo conhecia todas as respostas certas – ele era um Fariseu letrado e professor da Lei; fazia parte da linhagem verdadeira, pregara os melhores sermões, e vivido da maneira certa. Conhecia as pessoas certas e tinha o testemunho certo, mas também tinha a perspectiva certa: Todas aquelas respostas e ações certas provaram ser “uma completa perda, comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, o meu Senhor” (Filipenses 3:8 NTLH). E tinha o desejo certo: “Tudo o que eu quero é conhecer a Cristo” (Filipenses 3:10 NTLH).

A propósito, tenho de enfatizar isto, não é que as respostas da Escola Bíblica Dominical não sejam verdadeiras. O facto é que elas tornam-se fracas quando comparadas com o conhecimento daquele que disse, “Eu sou a verdade.”

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Você se identifica com essas dúvidas do ministro de Deus?

Pense em algum momento na sua propria vida em que questionou crenças que achava serem verdadeiras.

Nao será o caso que tenha passado mais tempo aprendendo as respostas certas que conhecer a Jesus?

Ore para que Jesus se revele a si de forma clara a medida que lê a sua palavra.