Posts Tagged ‘Meditações de Oswald Chambers’

16 De Outubro
Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara“, Mat.9.38

O segredo da questão missionária está nas mãos de Deus – é a oração e não apenas o trabalho; não o trabalho, no sentido real da palavra, tal como é popularmente tido hoje, porque nos pode induzir a deixarmos de nos focalizar em Deus. O segredo da obra missionária não está em sabermos usar bom-senso, nem os melhores recursos médicos, não está em implantarmos a civilização, nem a educação, nem mesmo a evangelização global. O segredo dessa obra é a oração. “Rogai, pois, ao Senhor da seara”. Temos que nos capacitar de que, do ponto de vista do bom-senso, do natural, orar não é algo prático; pelo contrário, é ridículo, absurdo quando o mundo perece a olhos vistos.

Vendo através da perspectiva de Cristo não existem várias nações, mas, um único mundo. Quantos de nós oramos sem fazer acepção de pessoas, considerando apenas uma Pessoa, Jesus Cristo? Ele é o dono da seara – aquele produto de angústia e convicção de pecado – e temos de orar para que Deus envie ceifeiros para essa seara. Deixamo-nos envolver pelo activismo, enquanto há pessoas à nossa volta que estão maduras, prontas para uma colheita real; e não colhemos nenhuma delas; antes pelo contrário, desperdiçamos o tempo do Senhor em actividades super-organizadas. Suponhamos que surge uma crise na vida de seu pai ou na de seu irmão; você estará lá como um trabalhador pronto para fazer a colheita para Jesus Cristo ainda? “Oh, mas, eu tenho um trabalho especial para fazer com meu pai!” Nenhum cristão tem um trabalho especial a fazer. O cristão é chamado para pertencer a Jesus Cristo, não a seu pai; não para estar acima de seu Mestre, nem para decidir por si mesmo o que quer fazer para de seguida impor a Jesus Cristo. O Senhor não nos chama para nenhum trabalho especial; ele chama-nos para si. “Rogai, pois, ao Senhor da seara” e ele preparará as circunstâncias para o poder enviar de seguida.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

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14 De Outubro
Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações“, Mat.28.18-20

A base dos apelos para missões está na autoridade que Jesus Cristo tem e nunca na necessidade que os pagãos têm pelo evangelho de Cristo. Temos a tendência de olhar para o Senhor como alguém que nos assiste em nossos empreendimentos para Deus. Mas, o Senhor transpõe essa barreira colocando-se como Senhor soberano e absoluto entre os seus discípulos reais. Ele não diz que os pagãos se perderão se não formos a eles; ele simplesmente diz: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações”. “Ide, firmados na manifestação da minha soberania; ensinai e fazei discípulos com base na experiência viva que têm comigo”.

“Seguiram os onze discípulos para a Galileia, para o monte que Jesus lhes designara”, Mat.28:16. Se desejo conhecer a soberania universal de Cristo, tenho que conhecer o Senhor por mim mesmo, aprendendo a ficar a sós com ele a tempo inteiro; tenho que destinar tempo para adorar este Ser cujo nome levo em mim mesmo e sobre mim. “Vinde a mim” – esse é o ponto onde nos encontramos com Jesus. Você está cansado e sobrecarregado? Quantos missionários não estarão? Limitamo-nos a utilizar essas maravilhosas palavras do Soberano universal na hora que apelamos aos não convertidos; no entanto, elas são dirigidas a seus próprios discípulos também.

“Ide, portanto…” Ir significa apenas viver experimentando de forma real. E Actos 1.8 contém a descrição do modo como se vai. Jesus não disse: “Ide a Jerusalém e à Judeia e à Samaria”, mas, sim, “Sereis minhas testemunhas” em todos esses lugares. Ele leva sobre si aquela incumbência de determinar todas as nossa saídas.

“Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós…” João 15:7 – é assim que nos mantemos sempre “indo”. É indiferente o lugar para onde seremos mandatados. É Deus quem detém os planos arquitectados em suas próprias mãos.

“Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contando que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus”, Act.20:24. É assim que temos de continuar indo até completarmos toda a carreira que nos foi incumbida por Deus.

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13 De Outubro
Naqueles dias, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos e viu os seus labores penosos“, Ex.2.11

Moisés viu a opressão sobre seu próprio povo e teve certeza de que seria ele quem teria de providenciar libertá-lo; e, sob a justa indignação de seu próprio espírito, começou a corrigir as injustiças praticadas por eles e contra eles. Mas, logo depois que ele deu o primeiro golpe em favor de Deus e da justiça, o Senhor permitiu que fosse levado para o desânimo total e enviou-o para o deserto onde ficaria a apascentar ovelhas durante quarenta anos. No fim desse tempo, Deus apareceu a Moisés e disse-lhe que voltasse e libertasse o seu povo por ele, ao que ele replicou: “Quem sou eu para ir?” Já no começo, Moisés compreendera que era ele o homem destinado a libertar aquele povo, mas, primeiro teria que ser treinado e disciplinado por Deus. Era a pessoa certa, sob o aspecto individual, mas, não seria o homem certo para a tarefa enquanto não aprendesse a ter um certo tipo de comunhão com Deus.

É possível que tenhamos uma visão de Deus e uma compreensão clara da vontade dele para nós mesmos e comecemos logo a querer realizá-la; mas, logo surge algo equivalente aos quarenta anos de deserto em nossas vidas, como se Deus não estivesse mais a fim de tudo quanto nos parecia estar. E quando nos sentimos profundamente desanimados e por vezes revoltados, Deus volta e renova o seu chamado e propósito connosco; então, estremecemos e começamos por dizer: “Oh, quem sou eu?” Será logo ali que temos necessariamente de aprender a primeira grande lição sobre Deus: “EU SOU O QUE SOU te enviou”. Temos que aprender que nosso esforço pessoal por Deus será tido como uma mera impertinência; nossa individualidade tem que se tornar incandescente e brilhante na glória de Deus através de um relacionamento pessoal com Ele primeiro, Mat.3.11. No entanto, sabemos que temos a visão certa: “É isso que Deus quer que eu faça”; porém, subjugamo-nos ao aspecto individual da situação e não acertamos o passo com Deus. Caso esteja passando por um período de desânimo, saiba que um grande crescimento pessoal se reflectirá em si lá pela frente.

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12 De Outubro
Andou Enoque com Deus“, Gen.5.24

O único teste da vida espiritual e do carácter de cada homem de Deus, não é o que faz naqueles momentos excepcionais da sua vida, mas, o que faz nos baixios comuns, quando não há nada de extraordinário ou de emocionante para fazer. O valor duma pessoa manifesta-se pela sua atitude face às coisas consideradas vulgares e desagradavelmente comuns, sempre que não se torna o foco de muitas atenções, João 1:35-37;3:30. É trabalho árduo acertar o nosso passo com Deus para nos mantermos com ele dentro dos passos dele; espiritualmente, isso significaria encontrar um novo fôlego para nós. Para aprender a caminhar com Deus, esbarramos sempre na dificuldade de acertar os nossos passos e temporização com ele através dele; mas, quando o conseguimos, a única característica que se manifesta por nós, é a vida de Deus que está em nós. Em sua união com Deus, a pessoa não é mais vista por sua individualidade; só se percebem os passos e o poder de Deus a partir de então.

É difícil acertar o nosso passo com Deus, porque quando começamos a caminhar com ele verificamos que, antes de havermos dado três passos, ele já nos ultrapassou em muitos. Deus faz as coisas de modo muito distinto e temos que aprender a conhecer os métodos que ele mais usa. O profeta diz o seguinte a respeito de Jesus: “Não desanimará nem se quebrará”, Is.42:4; e isso aconteceu porque ele nunca agiu segundo o seu próprio conselho, mas antes e sempre segundo o do Pai. Temos que aprender a fazer o mesmo com Ele. Não será através do nosso raciocínio intelectual que aprenderemos as verdades espirituais todas, mas, pelo contacto espiritual que obtivemos com ele. O Espírito de Deus modifica nossa maneira de encarar todas as nossas coisas; e o que antes se nos tornara impossível de conseguir, começa a tornar-se possível e normal agora. Acertar os nossos passos com Deus significa nada mais e nada menos do que entrar em uníssono e em comunhão unificadora com ele. Leva-se muito tempo para chegarmos lá, mas, não desista como ele não desistiu. E se a dor agora for muito forte para si, não desista logo – prossiga e em breve verá que tem uma nova visão pela frente e um novo objectivo.

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11 De Outubro
Quando, pois, soube que Lázaro estava morto, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava“, João 11.6

Terá Deus confiado tanto em si que lhe deu por resposta um silêncio específico – um silêncio o qual tem grande significado? Os silêncios de Deus são as respostas. Pense nos dias de absoluto silêncio naquele lar em Betânia! Você já experimentou algo semelhante àqueles dias em sua própria vida? Será que Deus pode confiar em si dessa maneira, ou ainda insiste numa resposta visível da parte dele? Deus lhe dará as bênçãos que você pede, caso se recuse a dar mais um passo sem elas; mas, o silêncio dele é sinal de que ele lhe está a dar uma maravilhosa compreensão dele próprio, entretanto. Você está-se lamuriando diante de Deus porque ainda não recebeu uma resposta verbal da parte dele? Verá que Deus confiou em si de tal forma profunda que mais não será possível, respondendo-lhe com um silêncio absoluto – não de desespero, mas, de prazer – porque viu que você seria capaz de suportar dele, uma revelação maior ainda. Se Deus lhe respondeu com Seu silêncio, louve-o por isso; ele está a colocá-lo na grande corrente de seus próprios propósitos. A manifestação da resposta no tempo será uma questão que tem a ver com a total soberania de Deus. O tempo nada significa para Deus. Durante algum tempo, talvez tenha dito também: “Pedi a Deus pão e ele me deu uma pedra”, Mat.7:9. Não é verdade; hoje você reconhece que ele, na verdade, lhe deu “o pão da vida”, João 6:35.

O que há de maravilhoso no silêncio de Deus é que ficamos contagiados pela quietude dele para nos podermos tornar ainda mais confiantes: “Sei que Deus me ouviu”. Seu silêncio será a única prova disso. Enquanto você insistir na ideia de que Deus responda suas petições dando-lhe a bênção desejada, ele assim o fará; contudo, nunca lhe dará a graça do silêncio. Se Jesus Cristo lhe estiver ensinando que a oração se destina a glorificar o Pai, o primeiro sinal de sua intimidade será o Seu silêncio.

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10 De Outubro
Graças te dou, ó Pai… porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos“, Mat.11.25

Nunca crescemos no plano espiritual passo a passo; ou temos esse relacionamento, ou não temos. Deus nos não vai purificando gradualmente “de todo o pecado”; quando estamos na luz, caminhando na luz, somos purificados “de todo pecado”, 1João1:7. Será sempre uma questão simples de plena e incondicional obediência e, imediatamente após isso, o relacionamento torna-se sempre incontestável, harmonioso e perfeito. Se nos desviarmos um segundo apenas daquela obediência plena, nesse mesmo instante a escuridão e a morte nos cercarão.

Todas as revelações e manifestações de Deus permanecem lacradas até que possamos obedecer e obedeçamos; logo ali se abrem para qualquer um de nós. Pela filosofia ou pelo raciocínio nunca conseguiremos abri-las e nem contorná-las. Mas, assim que obedecemos, surgirá um facho de luz sobre nós. Deixe a verdade de Deus operar em si através da absorção em seu próprio coração, em vez de tentar penetrar nela por vias da preocupação e ocupação desmesurada. O único meio de que dispomos para conhecer essa revelação será parar de tentar descobri-la e desvendá-la para se nascer de novo. Obedeça a Deus em relação à verdade que ele pessoalmente lhe manifestou e verificará que, logo ali, a verdade seguinte lhe será revelada também. A gente lê volumes e volumes sobre a obra do Espírito Santo e, no entanto, cinco minutos de obediência absoluta tornariam tudo claro como um raio de sol. “Suponho que um dia compreenderei estas coisas!” diremos muitas vezes. Você poderá compreendê-las agora obedecendo. Não é o estudo que nos proporcionará tal compreensão, mas, a obediência pura. O menor gesto de obediência fará os céus abrirem-se e as verdades mais profundas de Deus logo se tornam nossas também. Deus nunca revelará outras verdades sobre si mesmo enquanto não tivermos obedecido às que já conhecemos anteriormente. Acautele-se para não se tornar “sábio e entendido” em si mesmo: “Aquele que quiser fazer a Sua vontade, saberá…” João 7:17.

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9 De Outubro
Oferecei… os vossos membros como instrumentos de justiça“, Rom.6:13

Não me posso salvar nem me santificar a mim mesmo; não terei como ou porque expiar o meu pecado; não tenho porque me redimir do mundo; não posso corrigir o que está errado em mim, nem purificar o que é impuro, nem santificar o que se profanou. Tudo isso é obra para o poder soberano de Deus. Tenho fé no que Jesus Cristo fez por mim e em mim? Ele fez uma expiação perfeita; será que tenho o hábito de reconhecer isso de forma constante? Nossa grande necessidade não é fazer e sim crer em Deus que ainda o faz. A redenção de Cristo não é uma experiência, é a grande obra de Deus realizada por intermédio de Cristo dentro de mim mesmo e eu tenho que edificar minha fé sobre essa mesma obra ainda. Se eu edificar a fé sobre minha experiência pessoal, o resultado é o tipo de vida mais anti-bíblico que poderemos achar – uma vida isolada de Deus com forma divina e os olhos fixos na minha própria pureza que não é devidamente pura ainda. Cuidado com uma espiritualidade que não tenha porque se basear na expiação do Senhor em nós – ela não serve para nada mais, a não ser para uma vida enclausurada e para ser pisada pelos homens; será sempre uma vida inútil para Deus e um estorvo para os outros que ainda se querem salvar da maneira certa. Todas as nossas experiências devem ser avaliadas pela vivência do Senhor Jesus em cada um de nós. Não podemos fazer nada que agrade a Deus, a menos que edifiquemos conscientemente sobre o facto assumido daquela expiação que Ele fez.

A expiação que Jesus faz, tem que ser desenvolvida em minha própria vida de forma prática e discreta. Sempre que obedeço, todo o poder de Deus estará do meu lado e, assim, a graça de Deus e a minha obediência acham-se em perfeita harmonia. Obedecendo, manifesto como confio na expiação; e, logo ali, a alegria daquele deleite de toda aquela graça sobrenatural de Deus vem ao encontro da minha própria obediência.

No entanto, tenhamos incondicional cuidado com a espiritualidade que nega a vida natural de cada homem – ela é fraudulenta. Coloque-se continuamente ante o tribunal da expiação que Deus fez e pergunte-se a si mesmo: “O que é que diz Seu discernimento sobre a expiação nisto e naquilo?”

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8 De Outubro
Vinde a mim“, Mat.1.28

Não será humilhante irmos a Jesus? Pense nas situações sobre as quais, por norma, não queremos ir ter com Jesus. Se você quer saber até que ponto é autêntico em si mesmo, teste-se a si mesmo com essas palavras: “Vinde a mim”. Em todos os aspectos sobre os quais ainda não se acha honesto e sincero, você preferencialmente contestará e, acima de decidir-se ir ter com ele, preferirá evitar o assunto de ir, entristecer-se-á em vez de ir, fará qualquer coisa para se esquivar, menos dar os últimos passos que lhe parecem a tal loucura total: “Tal qual estou, conforme sou”. A prova de que ainda há em si algum vestígio de impertinência espiritual, é aquela atitude de ficar esperando que Deus lhe mande fazer algo grandioso e expressivo a seus olhos, quando tudo o que ele lhe diz é apenas: “Vinde a Mim”.

“Vinde a mim”. Quando você ouvir essas palavras, compreenderá que alguma coisa terá que lhe acontecer primeiro, para que possa ir. O Espírito Santo lhe mostrará o que tem a fazer ainda – será algo que ponha o machado na própria raiz daquilo que o estiver impedindo de chegar lá onde deveria e pode estar. E, enquanto você não se dispuser a cortar essa raiz, nunca se irá dispor para ir ter com ele. O Espírito Santo apontará esse único ponto inexpugnável que existe ainda em sua vida, mas, ele não poderá removê-lo, a não ser que você lho permita encetá-lo como ele sabe.

Quantas vezes você tem apresentado seus pedidos a Deus e ficado com a sensação de que: “Ah, desta vez tenho certeza que consegui!” No entanto, saiu dali sem nada, enquanto Deus esteve de mãos estendidas o tempo todo, não só para recebê-lo, mas, para que você o recebesse a Ele, acima de tudo. Pense na firme, incansável e inesgotável paciência que Jesus tem ainda: “Vinde a mim”.

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7 De Outubro
Àquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus“, 2 Cor.5.21

O pecado é basicamente uma forma de relacionamento com fundamento; não é praticar o mal, é ser-se mau; é manter uma independência de Deus deliberada e activa. O evangelho explica tudo com base na natureza activa e radical do pecado contra Deus. As outras religiões falam de pecados; só a Bíblia fala do pecado. A primeira coisa que Jesus Cristo enfrentou nos homens foi a herança responsável pela transgressão; e, como temos ignorado redondamente esse facto na apresentação e na própria exposição do evangelho, a mensagem perdeu o seu aguilhão e o seu poder explosivo de regeneração total de cada homem.

O que a Bíblia nos pode revelar ainda, não será que Jesus Cristo tomou sobre si nossos pecados, mas, que ele tomou sobre si a herança de todos os nossos pecados, algo que o homem é. Deus fez seu próprio Filho pecado para que pudesse fazer do pecador um ser santo, um filho como Cristo. A Bíblia toda ensina que o Senhor carregou o pecado do mundo por identificação pessoal e não por compaixão. Ele colocou toda a carga de pecado da raça humana deliberadamente sobre si e sobre seus próprios ombros e a carregou em sua própria pessoa divina: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós”; e, foi assim que colocou a redenção ao alcance de toda a raça humana. Jesus Cristo reabilitou toda a raça humana – ele a recolocou onde Deus determinara que ela estivesse – e qualquer um pode ter união com Deus agora, com base no que o Senhor fez na cruz e em nós.

Não podemos redimir-nos a nós mesmos – só com intervenção do próprio Deus; a redenção é obra de Deus, absolutamente consumada e completa; a sua relação com cada indivíduo será uma questão de decisão pessoal, também. Será absolutamente necessário que se faça sempre essa distinção entre a revelação da redenção e a experiência consciente de salvação na vida de uma pessoa e em seu interior.

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6 De Outubro
“Quando… aprouve revelar seu Filho em mim”, Gal.1.15,16

Caso Jesus Cristo me vá regenerar qual será o obstáculo principal com que se irá defrontar? Resume-se a isto: eu carrego dentro de mim uma carga hereditária pela qual não sou responsável; não sou santo e é pouco provável que venha a sê-lo sem Cristo; e, se tudo o que Jesus Cristo tem para me dizer ainda é que tenho de ser santo, sua palavra gera em mim o desespero. Mas, se sei que Jesus Cristo é o regenerador de facto, aquele que pode colocar dentro de mim a sua própria herança e disposição de santidade, então, quando ele diz que tenho de ser santo, começo a entender o que ele quer dizer com isso. A redenção significa que Jesus Cristo pode colocar dentro de qualquer pessoa a mesma disposição hereditária que havia nele e ainda está nele e que todos os padrões de conduta que ele estabelece se basearão de futuro nessa mesma disposição: seu ensinamento é dirigido à vida dele que já deve estar em todos nós. A minha parte nessa transacção e transferência moral consistirá, apenas, em concordar em pleno com o veredicto de Deus sobre o pecado, expiando-o através da cruz de Jesus Cristo.

Tudo aquilo que o Novo Testamento ensina sobre regeneração é que, quando alguém sente profundamente a sua necessidade espiritual diante de Deus, Deus infunde o seu próprio Espírito Santo no espírito dela, que passa a ser vitalizado pelo Espírito do Filho de Deus até ao fim, “até Cristo ser formado em vós”, Gal.4:19. O milagre moral da redenção é que Deus pode introduzir em mim uma nova disposição pela qual posso viver numa e através duma vida totalmente nova para mim. Quando descubro o quanto sou necessitado e reconheço as minhas próprias limitações insondáveis, Jesus diz: “Bem-aventurado és tu”. Mas, tenho que chegar lá. Deus não pode colocar em mim, um ser moral responsável, a disposição que estava em Jesus Cristo, a não ser que eu esteja consciente de que preciso mesmo dela.

Tal como a disposição para o pecado entrou na raça humana por causa dum só homem, também o Espírito Santo entrou na raça humana por um outro homem em tudo santo. Redenção significa que posso ser liberto da carga hereditária do pecado e, por causa de Jesus Cristo, poderei vir a receber uma herança imaculada, ou seja, o Espírito Santo de Deus em mim mesmo.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16