Posts Tagged ‘Colossenses 3:3’

14 De Junho
Permanecei em mim“, João 15.4

Na Questão da Determinação. O Espírito de Jesus me é dado através da expiação que existe n’Ele – depois disso tenho que desenvolver com paciência uma forma de pensar, que esteja perfeitamente de acordo com a do meu Senhor. Deus não vai fazer-me pensar como Jesus; eu tenho que fazê-lo por mim mesmo como Ele, ainda; tenho que levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo. “Permanecei em mim” – em questões intelectuais, em questões de dinheiro, em todas as questões que fazem da vida humana o que ela pode ser para todos nós.

Estarei eu ainda impedindo que Deus participe em minhas circunstâncias porque acho que isso impedirá minha comunhão com ele? Que impertinência! Não importa quais sejam as circunstâncias de minha vida; posso estar tão certo de que permaneço em Jesus ao vivê-las com Ele, como estaria se participasse numa reunião de oração. Não preciso alterar nem ser eu a dar um jeito em minha situação. No caso do Senhor, a permanência no Pai era perfeita; onde quer que seu corpo estivesse, ele estava em comunhão com Deus. Ele nunca escolhia sua própria situação, mas, submetia-se às determinações do próprio Pai. Pense na maravilhosa calma da vida do Senhor! Nossa vida com Deus tem sido uma constante agitação; não há em nós nada da serenidade da “vida oculta com Cristo em Deus”, Colossenses 3:3.

Pense naquilo que atrapalha sua permanência em Cristo: “Sim, Senhor, mas, espere só um minuto; eu tenho que fazer isto: permanecerei contigo depois que isso acabar; no fim desta semana tudo estará certo e então ficarei contigo”. Tome uma atitude; comece a permanecer em Cristo agora, já. Na fase inicial, será preciso um esforço contínuo até que isso se torne de tal forma uma prática de vida, que você acabe permanecendo nele inconscientemente. Resolva permanecer em Jesus onde quer que se ache.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

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24 De Abril
Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem...” Luc.10.20

Como obreiros cristãos, o que nos pode vir a atraiçoar não é o mundanismo, não é o pecado, mas a auto-promoção espiritual – seguir os padrões e aqueles moldes da era religiosa na qual nos encontramos, com os olhos voltados para o sucesso espiritual. Não busque nada que não seja a aprovação de Deus. “Saiamos… a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério”, Heb.13:13. Em Luc.10:20 Jesus disse aos discípulos que não se rejubilassem com o sucesso no serviço; todavia, parece ser esse o principal motivo com que a maioria de nós se rejubila. Nossa perspectiva é um tanto quanto comercial por tantas almas salvas e santificadas e por isso damos graças a Deus dizendo que assim é que está tudo bem. Nosso trabalho só começa depois que a graça de Deus possa estabelecer seus alicerces firmemente; não temos que salvar almas, temos que discipulá-las. Salvação e santificação são obras da graça soberana de Deus; nosso trabalho como discípulos de Cristo é fazer discípulos até que essas pessoas estejam totalmente rendidas a Deus. Uma vida totalmente consagrada a Deus é de mais valia para ele do que cem vidas apenas despertadas pelo Espírito. Como obreiros de Deus, devemos reproduzir espiritualmente a nossa própria espécie; será esse o testemunho de Deus de que somos realmente feitos obreiros. Deus, pela sua graça, eleva-nos a um determinado padrão de vida e será ali que nos tornamos equivalentes a responsáveis pela reprodução desse padrão em todos os demais.

A não ser que o obreiro viva uma “vida oculta de Cristo em Deus”, Col.3:3, correrá o risco de tornar-se num ditador irritante e não num discípulo que pode ainda vir a permanecer em Deus. Muitos de nós somos ditadores; impomo-nos a pessoas e em reuniões. Jesus nunca se impõe dessa forma. Sempre que o Senhor falava de discípulado, iniciava com um “SE”, nunca com uma afirmação enfática: “Você tem que…” O discipulado deixa clara uma opção a tomar. 

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

23 De Janeiro

E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados… na sua própria imagem“, 2 Cor.3.18.

A principal característica do cristão é a sua total abertura diante de Deus, a fim de que sua vida se torne um espelho para todos os outros. Quando estamos cheios do Espírito, somos transformados; e, através da contemplação, tornamo-nos espelhos fidedignos daquela imagem real d’Ele. Sempre nos é possível saber quanto alguém se manteve contemplando a glória do Senhor; sabemos no íntimo de nosso espírito que tal pessoa reflecte o próprio carácter do Senhor. Cuidado com tudo aquilo que possa embaçar esse espelho em si; quase sempre é algo de bom, aquele bom que não é o melhor.

A regra principal para a sua e a minha vida é, com um esforço consciente, mantermos a nossa vida sempre em abertura total para com Deus. Abandone tudo o mais – trabalho, roupas, alimento, tudo que é terreno – tudo com excepção dessa regra em forma de atitude firme. A corrida atrás de outras coisas tem como consequência a quebra da nossa focalização somente em Deus. Temos de nos conseguir manter só em contemplação; temos que manter a vida toda inteiramente espiritual. Deixe que as outras coisas venham e saiam, como sempre acabará acontecendo em todo caso; deixe as outras pessoas fazerem as críticas que quiserem; só nunca permita que nada obscureça a vida que está oculta em Cristo (ver Colossenses 3:3), que é Deus. Nunca permita que a pressa o faça desviar nem um pouquinho daquela posição de permanência firmada, que, embora não o devesse ser, é a coisa mais propensa a oscilar. A mais severa disciplina da vida cristã consiste em aprendermos a nos mantermos “contemplando, como por espelho, a glória do Senhor”.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

16 De Novembro
Fazei tudo para a glória de Deus“, 1 Cor.10.31

A grande maravilha da encarnação de Cristo em todos nós desvanece diante na rotina da vida de um infante; a maravilha experimentada na transfiguração desaparece chegando ao vale perante alguém possuído de demónio; a glória da ressurreição desce para o nível de uma refeição matutina à beira-mar. Não se trata de um anti-clímax, mas, de uma grande revelação de Deus para todos nós.

A nossa tendência é procurar em nossa experiência só o que é extraordinário; confundimos o sentido do que é heróico com o de sermos nós os heróis. Uma coisa é passarmos por uma crise em grande estilo, outra é viver cada dia glorificando a Deus quando não há testemunhas, nem reflectores ou retransmissores, nem ninguém prestando a mínima atenção ao que fazemos. Se não buscamos auréolas para as nossas cabeças, queremos pelo menos que algo em nós leve as pessoas a dizer: “Que maravilhoso homem de oração é ele! Que mulher dedicada e devota é esta!” Se a sua dedicação ao Senhor Jesus for íntegra, você já alcançou a sublime posição onde ninguém pensará sequer poder notar que você existe; a única coisa que se nota é o poder de Deus fluindo através de si como templo, sem cessar.

“Oh Deus chamou-me para algo maravilhoso e glorioso!” Para que possamos fazer a tarefa mais corriqueira para a glória de Deus será necessário que o todo-poderoso Deus esteja encarnado e vivente em nós. É preciso que o Espírito de Deus esteja em nós para nos tornar profundamente seus, mantendo-nos ainda humanos e passando totalmente despercebidos nisso. Somos aprovados como servos de Deus, não por causa do sucesso, mas, antes pela nossa fidelidade em todos aqueles pormenores da nossa vida quotidiana. Estabelecemos como alvo ter sucesso na obra evangélica; mas o alvo a tomar é, exclusivamente, manifestar a glória de Deus na vida rasteira e humana cá na terra; é viver, sob as limitações humanas que temos, a vida que está “oculta juntamente com Cristo em Deus”, Col.3:3, mas, em nós como somos. Será naquele cenário das relações humanas que a vida real e ideal, a de Deus, deve ser vivida e preenchida por inteiro.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16