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As vezes ganhámos, as vezes aprendemos.“- John C. Maxwell

Seria a minha primeira entrada para o Continente Velho. Bem, entrada referindo-me a sentar, dormir, sair do aeroporto, expiar, comer (uhm! espera aí, lembro-me que há seis anos + onze meses + uma semana +… “acho” que comi algo, mas estou certo que bebi água em Frankfurt, ou seja, no famoso aeroporto Rhein-Main-Flughafen). Desta vez, seria diferente ou especial, pelo menos assim o pensava, tendo em conta as várias linhas na  minha agenda e sobretudo uma que foi escrita há + de dez anos (quem sabe um dia desses descrevo-o cá!).

Pela primeira vez me foi rejeitado um pedido de visto. Uau! Há sempre uma primeira vez, né?! Se é que isto é um argumento verdadeiro. Depois de explorar alguns poucos lugares no meu segundo continente, quis acrescentar à lista o Continente Velho…e não é que “bati na rocha”!
Que razões estiveram na base? Bem, para poupar a vossa consciência a projectar pensamentos extremistas sobre alguém que não tem a oportunidade de apresentar e defender a sua versão dos factos; farei os possíveis de não enumerá-las cá mas, posso apenas adiantar que foram razões… “estranhas”.

Na verdade, sabia que queria viajar mas, não me preparei convenientemente tal como das outras vezes. Não, não me refiro a falta de documentos pois estes os tinha até ao excesso, mas fiquemos com o “razões estranhas”. Não me recordo de ter sentado e conversado por longo tempo com o Pai a respeito desse “contrabando” tal como das outras vezes; foram apenas do estilo frases ou gritos que direcionamos para alguém quando estamos apressados, isto é, algo semelhante ao que fazemos num daqueles momentos ou porque o carro não pode parar ou porque faltam poucos minutos para o comboio partir e temos de correr… uma conversa de despachar.  Situações como estas,  muitas as vezes, indicam que quem está apressado está na verdade atrasado.

Há tempo para ganhar e há tempo para perder, disse-o e muito bem Salomão (cf. Eclesiastes 3:1-8 BPT). No entanto, só perdemos se realmente não soubermos aproveitar o momento da “perda” pois é precisamente nesse momento que John Maxwell  defende  como sendo o período do aprendizado [1]– que temos a oportunidade de transformar o sentido dos acontecimentos. Só perdemos se estivermos distraídos na lamentação enquanto engrandecemos o SE, “se soubesse…”, “se tivesse feito…”; enquanto o “se” estiver em cena nunca descobriremos as oportunidades que temos para aprender com as experiências que a vida nos oferece. É exactamente naquele momento que devemos parar com as lamentações e, inclusive, as murmurações em achar que é tudo injustiça baseando-se em acusações enquanto ignorantemente analisamos as causas ao invez dos sintomas; é hora de analisar o que esteve na base do resultado obtido; como superá-la na próxima, buscar estrategias, etc. É exactamente naquele momento que devemos aproveitar para desfrutar da experiência invertendo-a a 360°.

Para o meu caso, aqui fica o resumo: passei a noite no autocarro e enquanto viajava pensava nas estrategias; usei três línguas para comunicar-me (que bela oportunidade para praticar); conheci novos lugares; aprendi que basta “fazer um google” terei descoberto como proceder em casos futuros, descobri uma série de low cost companies para e dentro do Velho continente; + uma vez aprendi como evitar perdas de valores monetários relacionados a reserva do bilhete de voo e hoteis e seguros de viagens;  aprendi a escrever cartas formais nas quais descrevo objectivos, planos, actividades e/ou apelo contra a rejeição ao meu pedido, e como se não bastasse tudo isso feito numa língua na qual não sou nativo; finalmente, aumentou o desejo de continuar com as aventuras e explorar mais terras.

Aprenda com as suas perdas.

Já esteve matriculado na escola da perda? Ajude-nos a crescer partilhando nos comentários o que aprendeu.

El Predicador

[1] Maxwell, John C, Às Vezes Você Ganha às Vezes Você Aprende, CPAD, 2015.