Archive for the ‘Meditações de Oswald Chambers…’ Category

14 De Dezembro
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou… Não se turbe o vosso coração“, João 14.27.

Sempre que nos deparamos com uma encruzilhada difícil em nossa experiência evangélica, corremos aquele risco de culpar Deus por isso; mas, somos nós que estamos errados, não pode ser ele; é que há em nós alguma forma de mal a que não queremos renunciar. Assim sendo, logo que abrimos mão disso, tudo se torna claro como a luz do dia. Enquanto tentarmos servir a nós mesmos e a Deus ao mesmo tempo, permaneceremos confusos e baralhados. Nossa atitude deve ser de completa confiança em Deus apenas. Quando agirmos assim, nada nos será mais fácil do que uma vida santa; a dificuldade surge quando queremos usurpar a autoridade do Espírito Santo em nós para a realização dos nossos próprios fins.

Sempre que possamos obedecer a Deus, esse acto será prontamente selado com aquele testemunho da nossa paz, não natural, mas, especial e incompreensível para todos nós, isto é, a paz de Jesus. Caso não sintamos essa paz dentro de nós, devemos esperar até que ela chegue ou, então, procurar descobrir por que razão ela não chega. E se estivermos agindo através de impulsividade e mesquinhez, ou em busca dum sentimento de heroísmo para impressionar os demais, não sentiremos essa paz dentro de nós, já que esse nosso gesto não demonstra em nada, nem a simplicidade nem confiança em Deus. A simplicidade nasce do Espírito Santo, não de nossas decisões, pois, elas opõem-se claramente a essa simplicidade, a esse tipo de simplicidade específica.

As dúvidas surgirão apenas sempre que deixamos de obedecer-lhe especificamente. Quando obedecemos a Deus, os problemas nunca se interpõem entre nós e ele, mesmo que os haja; servem, isso sim, de ferrão para fazer com que a mente fique ainda mais maravilhada ante a revelação que nos chega de Deus. Todos os problemas que possam surgir quando estamos em disposição de obediência para com Deus – e surgem muitos – aumentará o nosso gozo espiritual, porque sabemos que o nosso Pai tem conhecimento desses mesmos problemas; então, ficamos a observar e, em antecipação, a ver como ele os solucionará por nós.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

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13 De Dezembro
Orar sempre e nunca esmorecer“, Luc.18.1

Não pode interceder de forma real e eficaz caso não tenha como crer na realidade da redenção; apenas fará da intercessão uma fútil compaixão por humanos como você, o que apenas aumentará o contentamento deles longe de Deus devido à sua simpatia por estarem separados de Deus, em vez de descontentes com isso. Na intercessão, colocamos diante de Deus uma pessoa ou uma das circunstâncias específicas nas quais ela esteja envolvida, até nos sentirmos motivados pela atitude de Deus para com aquela pessoa ou circunstância peculiar e pontual. Interceder significará, apenas, preencher “o que resta das aflições de Cristo”, Col.1:24; será por isso que existem tão poucos intercessores de verdade. A intercessão é apresentada, por vezes, da seguinte maneira: “Coloque-se no lugar de fulano”. Nunca! Interceder é colocar-se no lugar de Deus.

Uma vez envolvido nesse ministério, tenha o cuidado de estar sempre ouvindo o que Deus lhe quer comunicar sobre a realidade das situações perante as quais se depara, senão será esmagado sob o peso das mesmas. Se chegar a saber algo a respeito de certa pessoa, por quem ora, mais do que Deus quer que você saiba, não conseguirá orar continuamente, pois as terríveis condições nas quais se acha impedi-lo-ão de enxergar realidades.

Nossa responsabilidade será sempre consultar Deus a respeito de tudo que pretendemos; mas, entretanto, esquivamo-nos e tornamo-nos servos activistas em vez de leais para com Deus. Estamos prontos a fazer tudo aquilo que pode ser relatado, mas, interceder não. A intercessão é a única actividade nobre que não oferece armadilhas, porque mantém o nosso relacionamento com Deus estreitamente aberto e ligado.

Nesse tipo de intercessão, precisamos ter aquele cuidado específico de nunca virmos a colocar “remendos” e compromissos desleais na alma das pessoas; elas têm que entrar em contacto directo com aquela vida de Deus. Pense em quantas pessoas Deus colocou em seu caminho e você as abandonou ou empurrou para fora dessa vida. Quando oramos com base na redenção, por meio desse tipo de intercessão, Deus realiza coisas que, de outra forma, estaria impossibilitado de as realizar.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

12 De Dezembro
“Para que sejam um, como nós o somos”, João 17.22

A personalidade é aquela coisa única, peculiar e profunda que nos faz distintos de todas as demais pessoas. A nossa personalidade é complexa demais para a compreendermos bem. Uma ilha no mar pode ser apenas o cume de uma grande montanha abaixo de água. A personalidade é como uma ilha; não sabemos nada sobre as profundezas que existem abaixo dela e, por consequência, não somos capazes de nos poder avaliar a nós mesmos mediante o que sabemos de nós mesmos. Inicialmente, achamos que podemos, mas, acabamos por entender que só existe um Ser capaz de nos entender muito bem e é quem nos criou.

A personalidade é uma característica do interior de todo o homem espiritual, como a individualidade é uma característica do homem exterior. Torna-se impossível para nós podermos definir o Senhor Jesus em termos de individualidade e de forma independente, mas, apenas em termos de personalidade diremos que, “Eu e o Pai somos um”, João 10:30. A personalidade tem a propriedade de se poder vir a unir a outra; assim, cada pessoa só alcança a sua verdadeira identidade quando se une a outra. Quando o amor, ou o Espírito de Deus toca em alguém, essa pessoa transforma-se e não mais insiste em sua individualidade como sendo distinta. O Senhor nunca defendeu a individualidade ou um posicionamento isolado de cada indivíduo; as suas palavras eram em defesa da personalidade: “Que sejam um, como nós somos um”. Se você entregar a Deus os direitos que tem sobre si mesmo, logo ali a verdadeira natureza da sua personalidade corresponder-se-á com a dele intimamente. Quando é Jesus Cristo quem emancipa a personalidade, toda aquela individualidade que temos logo se transfigura; o elemento de transfiguração é o amor, a nossa devoção pessoal a Jesus Cristo em pessoa dentro de nós. O amor é o transbordar dessa personalidade em plena comunhão com a dele.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

11 De Dezembro
Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue“, Mat.16.24

A individualidade é a casca dura à volta da vida interior. A individualidade empurra os outros para o lado, separa e isola e não permite que seja tocada. Nós vemos isso como a primeira reacção duma criança e com razão; mas, se confundirmos individualidade com vida pessoal, ficaremos isolados de tudo que tem valor também. Essa casca de individualidade é um invólucro natural criado por Deus para a protecção da nossa vida individual, espiritual e caracteristicamente pessoal; contudo, a individualidade tem que se romper para que a vida pessoal possa desabrochar e entrar dentro duma comunhão individual e pessoal com Deus. Confundimos individualidade com espiritualidade, assim como confundimos lascívia com amor. Deus criou a natureza humana para ele mesmo; a individualidade degrada a natureza humana fazendo-a subsistir e existir só para si mesma.

As características da individualidade são independência e auto-afirmação. O que mais atrapalha a nossa vida espiritual é a constante auto-afirmação de nossa individualidade pessoal e individual. Quando teima em dizer: “Não consigo crer”, é a individualidade que está por ali entrelaçada com alguma coisa; a individualidade nunca consegue crer. Mas, o nosso espírito não pode deixar de crer. Cuide-se quando o Espírito de Deus estiver em acção dentro de si. Ele o empurrará para as margens da sua individualidade; e você terá duas opções: dizer “não!” ou render-se e quebrar a casca da sua individualidade protectora para permitir que a vida pessoal surja e irrompa de dentro de si. O Espírito Santo sempre nos apontará essa como única questão, Mat.5.23,24. O que me impede de reconciliar-me com o meu irmão é a minha individualidade pessoal. Deus quer levá-lo a uma união de facto só com ele, mas, a menos que você se disponha a renunciar a todos os seus direitos sobre si, ele não poderá fazê-lo. “Negue-se a si mesmo ” – negue o seu direito independentista para que toda a sua vida verdadeira tenha aquela oportunidade de vir a crescer.

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9 De Dezembro
E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências“, Gal.5.24

A nossa vida natural não é pecaminosa; devemos separá-la de todo pecado e não ter nada a ver com ele sob qualquer forma ou pretexto. O pecado nasceu do inferno e do diabo; então, eu, como filho de Deus, pertenço ao céu e a Deus. A renúncia aqui não é ao pecado, mas, aos meus direitos sobre mim mesmo que é o que faz o pecado em sua essência, sobre minha independência e auto-confirmação; e é aí que a batalha se trava, nessa esfera. São coisas justas, nobres e boas do ponto de vista natural que nos mantêm afastados do melhor que há em Deus. Quando entendemos que as virtudes naturais se opõem naturalmente à nossa rendição total a Deus, estamos em vias de colocar toda a nossa alma bem no centro do seu maior campo de batalha. A maioria dos cristãos não questiona sequer nada mais sobre a malignidade do pecado, do mal e do erro, mas, no entanto, nos embaraçamos no que é bom na aparência. É o bom que é inimigo do melhor; e quanto mais alto subimos na escala das nossas virtudes naturais, tanto mais intensa será a oposição a Jesus Cristo. “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne” – os custos reais são sacrificar em nós tudo que há de natural e não apenas algumas coisas que há de mal. Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo”, Mat.16:24, ou seja, renuncie a todos os seus direitos sobre si mesmo; e ninguém o fará enquanto não compreender quem é Jesus Cristo de forma real e evidente. Cuidado para não se recusar a assistir ao velório e funeral da sua própria independência.

A vida natural não é pecaminosa, mas, também não é espiritual e só pode tornar-se espiritual através do sacrifício dela. Se não sacrificarmos resolutamente tudo aquilo que é natural, o sobrenatural nunca poderá tornar-se natural dentro de nenhum de nós. Não há um caminho fácil para se poder chegar lá; a responsabilidade é sempre de cada qual. E não é uma questão de oração, mas, de prática, de acção voluntária e activa contra si próprio.

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8 De Dezembro
Porque com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados“, Heb.10.14

Se pensarmos que somos perdoados por estarmos arrependidos de nossos pecados, estamos afrontando o sangue do Filho de Deus. A única explicação para o perdão de Deus e para a insondável profundidade da sua capacidade de esquecer tudo que fizemos, é a morte de Jesus Cristo. Nosso arrependimento é simplesmente o resultado desse nosso reconhecimento pessoal da expiação que ele realizou por nós em nós. “Cristo Jesus… se nos tornou… sabedoria e justiça e santificação e redenção”, 1Cor.1:30. Logo que compreendemos que Cristo se tornou tudo isso por nós, começamos a sentir o sublime gozo de Deus dentro; e onde não houver este gozo, a sentença de morte contra todo pecado entrará em acção irreversível a partir de então.

Não importa quem somos ou o que somos, temos reconciliação completa com Deus através da morte de Jesus Cristo e por nenhum outro meio alternativo o teremos e não porque ele a suplique, mas, porque ele morreu na cruz de vez. Não a obtemos por méritos pessoais, mas, pela sua aceitação. Toda súplica que deliberadamente se recusa a reconhecer a cruz, para nada serve; é o mesmo que bater numa outra porta sem ser na que Jesus abriu por nós. “Não quero passar por esse caminho; é humilhante demais ser recebido como pecador”. “Não existe nenhum outro nome… pelo qual possamos ser salvos”, Act.4:12. Essa aparente insensibilidade de Deus, na verdade, é a expressão do seu coração, pois pelo caminho que ele propõe, as possibilidades de entrada no reino serão, a partir de então, ilimitadas. “Nele temos a redenção, pelo seu sangue”, Ef.1:7. Identificarmo-nos com a morte de Jesus Cristo significa identificarmo-nos com ele para morrermos para tudo que não se relaciona com Jesus.

Deus só é justo em salvar homens maus se os tornar justos e bons também. O Senhor não faz de conta que estamos bem quando, na verdade, não estamos e nos achamos em erro. A expiação é uma propiciação através da qual Deus, com a morte de Jesus, torna santo um homem que sempre foi ímpio.

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7 De Dezembro
Arrependimento
“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação”, 2 Cor.7.10

A melhor descrição de convicção de pecado que existe é a seguinte: “Meus pecados, meus pecados, Salvador meu, Com tristeza recaem sobre Ti!”

A convicção do pecado é uma das experiências mais raras que os homens obtêm. É o limiar de uma compreensão e compensação entre eles e Deus. Jesus Cristo disse que, quando o Espírito Santo viesse, ele teria como missão convencer-me do pecado (ver João 16:8). Quando o Espírito Santo desperta a consciência de uma pessoa e a conduz até à presença de Deus, o único relacionamento com que ela se preocupa naquele exacto momento será o seu relacionamento com Deus: “Pequei contra ti, contra ti somente pequei e fiz o que é mal perante os teus olhos”, Sal.51:4. A maravilha da convicção de pecado, do perdão e da santidade entrelaçam-se de tal forma que só a pessoa perdoada se torna santa; ela prova que está perdoada quando, pela graça de Deus, se torna o oposto do que foi até ali. O arrependimento leva sempre qualquer pessoa a esse ponto de partida: “Pequei”. O sinal mais certo de que Deus está operante em alguém, é quando ele faz essa declaração e o faz com sinceridade verídica. Tudo aquilo que ficar aquém disso é remorso por ter cometido um engano, um reflexo daquele facto de estar irritado consigo mesmo por não haver feito melhor. A pessoa entra no reino quando as dores atrozes do arrependimento colidem com a sua dignidade em competição assumida; então, o Espírito Santo, que gerou essa agonia em nós, começa a formação do Filho de Deus dentro daquela vida (Gálatas 4:19). A nova vida se manifestará através dum arrependimento consciente e duma santidade inconsciente – nunca o contrário disso. A pedra fundamental e basilar do cristianismo é o arrependimento. Para ser exacto, ninguém pode arrepender-se na hora que quer, pois o arrependimento é uma dádiva de Deus sobre a coisa certa. Os Puritanos costumavam orar pedindo o “dom das lágrimas”. No dia em que você deixar de conhecer a virtude do arrependimento em si por si, achar-se-á em trevas. Examine-se e verifique se já se esqueceu do que é arrepender-se.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

6 De Dezembro
Porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra“, Gen.9.13

A vontade de Deus é que os seus seres humanos entrem numa aliança e num relacionamento moral com ele e todas as alianças que faz connosco têm somente essa finalidade. Por que Deus não me salva? Ele me salvou, mas, não entrei em relacionamento com ele. Por que Deus não faz isso ou aquilo? Ele já fez; mas, a questão é – estou relacionado com a aliança e com ele nela? Todas as bênçãos de Deus são consumadas e completas, mas, não se tornarão minhas enquanto eu não entrar em relacionamento exclusivo com ele, com a sua aliança como base fixa.

Esperar que Deus vá agir havendo agido já, é demonstrar incredulidade, pois, significa que não tenho fé nele e, por isso, ainda espero que vá agir; espero que ele faça alguma coisa em mim para que, depois, possa confiar naquilo que fez e não nele. Deus não o fará, porque não é essa a base fixada do relacionamento dele com o homem. O homem tem que tomar a iniciativa em sua aliança com Deus, a que já se acha feita e integrada, como Deus tomou a sua iniciativa quando fez a sua aliança com o homem. É uma questão de ter fé em Deus – a coisa mais rara na terra; temos fé apenas em nossos sentimentos e no que sentimos ser verdade. Eu não crerei em Deus enquanto ele não puser em minha mão alguma coisa para que eu possa saber que a tenho; aí então direi: “Agora sim, agora creio”. Isso não é fé. “Olhai para mim e sede salvos”, Is.45:22.

Quando entro de facto no acordo de Deus em uníssono com ele sobre a sua aliança e me posso entregar inteiramente só a ele, não há nisso nenhum sentimentalismo de mérito, nenhum esforço humano, mas, um singular sentido de estar em uníssono com Deus perante ele. Aí, com paz e alegria, tudo se transfigura diante de mim e em mim diante dele.

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5 De Dezembro
Somente no trono eu serei maior do que tu…“, Gen. 41.40

Tenho que prestar contas a Deus agora e depois, da maneira pela qual governo o meu corpo, sendo ele quem domina. Paulo diz: “Não anulo a graça de Deus”, Gal.2:21 – não a torna sem efeito. A graça de Deus é absolutamente incontestável e a salvação de Jesus perfeita e suficiente, consumada para sempre. Não estou sendo salvo; estou salvo, pois, a salvação é tão eterna quanto o trono de Deus; o que eu tenho de fazer é pôr em prática o que Deus opera em meu interior. “Desenvolvei a (nossa) vossa salvação”, Fil 2:12; eu sou responsável por saber fazer uso de tudo quanto me for fornecido. Isso significará que tenho de manifestar neste corpo a vida do próprio Senhor Jesus, não de maneira mística, mas, ela mesmo de forma real e clarividente. “Mas, esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão”, 1Cor.9:27. Todo crente evangélico pode manter o seu corpo sob absoluto controlo, pela causa de Deus. Deus nos deu o controle absoluto sobre o templo do Espírito Santo, 1Cor.6:19, inclusive sobre imaginações e afeições dele, pelas quais seremos sempre tidos como responsáveis; nunca devemos entregar-nos a afeições desordenadas. A maioria dos cristãos é mais exigente com os outros do que consigo próprios; arranjamos desculpas para nossas falhas, quando condenamos, nos outros, todas aquelas coisas para as quais não temos nossa inclinação natural virada.

“Rogo-vos, pois, irmãos”, diz Paulo, “que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo”, Rom.12:1. A questão a decidir será se concordo com o meu Senhor e Mestre que meu corpo é o Seu templo exclusivo. Caso assim seja, então toda a lei de Deus para mim em relação ao meu corpo, resume-se nesta revelação – meu corpo é “o templo do Espírito Santo”.

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4 De Dezembro
“Àquele que vencer…” Apoc.2.7.

Vida não existe sem conflituosidade e será impossível de haver tanto na esfera natural quanto na esfera do sobrenatural. É um facto da vida física, mental, moral e espiritual que existam casos dramáticos para serem resolvidos continuamente.

A saúde é o equilíbrio entre esta vida física e as forças que nos possam rodear no nosso exterior e a nossa natureza; esse equilíbrio só se mantém e sustém quando há vitalidade interior bastante para resistir às agressões externas exercidas sobre nós. Tudo o que existe ao redor da minha vida física destinar-se-á a levar-me à morte a qualquer custo. As mesmas coisas que me sustentam enquanto estou vivo, desintegram-me quando estiver morto. Se eu possuir força suficiente e combativa dentro de mim, alcançarei um maravilhoso equilíbrio em minha saúde. O mesmo se pode afirmar em relação à minha vida moral; se meu desejo é manter uma vida mental vigorosa e rigorosa, terei de lutar para vencer; e será assim, dessa maneira, que se produzirá o equilíbrio mental em nós, aquilo a que chamamos de pensamento.

Moralmente, ocorre o mesmo dentro de todos nós. Tudo aquilo que não seja um participante da nossa natureza e virtude, é constituído inimigo das virtudes existentes em mim e vencer e produzir virtude depende do calibre moral que possa possuir e manter ainda. Tão logo me entregue a essa luta sem tréguas, torno-me um agente moral nesse confronto e ponto particular. Nenhum homem se pode tornar virtuoso por compulsão; as virtudes são adquiridas, trabalhadas e operadas em nós.

E a obra espiritual dá-se da mesma maneira. Jesus disse: “No mundo tereis aflições”, João 16:33, ou seja, tudo o que não seja espiritual contribuirá apenas e simplesmente para a minha ruína, mas, “tende bom ânimo, eu venci o mundo”. Tenho necessariamente de aprender a superar as coisas que se amotinam e se reúnem contra mim para, dessa maneira, produzir o equilíbrio da santidade; então, enfrentar a oposição torna-se uma alegria e nunca uma tristeza acumulada.

A santidade é o equilíbrio entre a minha disposição e a lei de Deus conforme expressa e manifesta em Jesus Cristo e por Ele através de mim.

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