Archive for the ‘Meditações de El Predicador’ Category

Junho 9

“Alegremo-nos e regozijemo-nos e demos glória, porque chegou o tempo das bodas do Cordeiro e a sua noiva já se preparou.” Apocalipse 19:7 (BSP)

Hoje, durante a minha leitura cronológica das Escrituras chamou-me atenção os últimos capítulos de Apocalipse. Não deu para evitar algumas lágrimas ao contemplar a tamanha glória do Rei dos reis.

A santidade de Deus é tão evidente durante as bodas que não tem como não comover-se de tamanha glória. Apocalipse 4:8 deixa claro que os quatro seres não páram de louvar e adorar ao Eterno: “…Cantam de dia e de noite sem nunca parar: ”Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há-de vir.”” Gosto muito como Francis e Lisa Chan no seu livro “You and me FOREVER – marriage in light of eternity”  (Tu e eu para Sempre –  o casamento a luz da eternidade) descrevem o cenário: “estes seres não páram de adorar a Deus, enquanto nós dormimos eles adoram a Deus, quando acordámos lá estão eles adorando… quando vamos ao trabalho, universidade, etc. eles não páram de adorar a Deus…é uma adoração continua.” Ao contemplar a santidade do SENHOR não tem como não adorá-LO. Mas, isto não depende de música pois a maior parte das vezes temos confundido adoração com música suave, etc. Adoração é um estilo de vida, é a vida em si pois fui feito para adorar a Deus, eu sou um adorador – tudo quanto faço está ligado a adoração…, ou adoro a Deus, ao diabo, a mim mesmo… ou ao que tenho, as pessoas, etc.

Minhas lágrimas brotaram, também, pelo facto de nem sempre estar consciente da necessidade de manter constante o espírito adorador em mim…se tudo quanto faço resulta em adoração por ser um adorador por natureza, então quando não adoro a Deus estou em adoração a outro ser, muitas das vezes o deus Eu e os seus prazeres. Deus tenha miséricordia de mim!

“Escreve: Felizes os convidados para a festa de casamento do Cordeiro!” Apocalipse 19:9.  

Ah! Não posso faltar a este casamento não do século, mas da eternidade. Como noiva do Cordeiro, sou chamado a manter a minha preparação firme e constante…e a sua noiva ja se preparou“. Essa preparação representa ou faz parte da vida que vivo, a obra que faço “o linho representa a obra dos santos”. Se sou santo, logo toda a obra que faço (não apenas a que está ligada a algum ministério cristão) deve ser também santa.

E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina. Apocalipse 19:6

Assista e cante (link abaixo) com os Hoppers –  As Bodas do Casamento do Cordeiro. Não postei o video porque não tenho os Direitos  do autor.
The Hoppers – The Marriage Supper of the Lamb

 

3 De Junho
O Segredo do Senhor está com os que o temem“, Sal.25.14

Quando sabemos que alguém se tornou nosso amigo? É porque ele nos conta suas tristezas secretas? Não; porque nos fala de suas alegrias íntimas. Muitas pessoas podem confidenciar-nos suas tristezas, mas, a marca definitiva da intimidade é a confidência das suas alegrias a nós. Alguma vez deixamos Deus nos contar alguma de suas alegrias, ou será que ficamos nós contando nossos segredos, falando incessantemente e não lhe permitimos uma única oportunidade para conversar connosco? No início de nossa vida cristã, temos sempre muitos pedidos para fazer a Deus; depois descobrimos que Deus quer levar-nos a um relacionamento com ele e também quer que tomemos consciência e posse dos seus objectivos. Estaremos tão imbuídos do conceito de oração evidenciado por Jesus Cristo – “Faça-se a tua vontade” – a ponto de captar os segredos de Deus para nós também? Não são tanto as grandes bênçãos que tornam Deus mais precioso para nós, mas, sim, os pequeninos detalhes, porque estes demonstram a sua maravilhosa intimidade para connosco; e ele conhece todos os detalhes de nossa vida.

“… Ele o instruirá no caminho que deve escolher”, Sal.25:12. A princípio, queremos ter consciência de estarmos sendo guiados por Deus; depois, à medida que prosseguimos, tomamos uma consciência mais constante da pessoa de Deus, que não precisamos perguntar qual é a vontade dele, porque nunca nos ocorre a ideia de optar por uma outra coisa. Se somos salvos e santificados, Deus nos guia até através das nossas escolhas normais e se escolhermos algo que ele não quer, ele nos dá um toque e teremos de atendê-lo. Sempre que houver dúvida, pare imediatamente. Não procure racionalizar: “Por que será que não devo?” Deus nos instrui naquilo que escolhemos, ou seja, ele orienta nosso bom-senso e assim não ficamos sempre com vontade de interromper a actuação do Espírito com a pergunta: “E agora, Senhor, qual é a tua vontade?”

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

Oh LORD, You formed my inward parts; you knitted me together in my mother’s womb. I praise you, for I am fearfully and wonderfully made. Wonderful are your works; my soul knows it very well. My frame was not hidden from you, when I was being made in secret, intricately woven in the depths of the earth. Your eyes saw my unformed substance; in your book were written, every one of them, the days that were formed for me, when as yet there was none of them.  Psalm 139:13-16

Oh LORD, You’re beautiful
Your face is all I seek
For when Your eyes are on this child
Your grace abounds to me, yeah
Oh Lord, You’re beautiful, yes You are, oh LORD
Oh LORD, oh LORD, You’re beautiful, yes You are,
Lord, You’re beautiful

 Keith G. Green, Michael W. Smith

Slide1

Thank you so much, LORD. It’s all your Grace.

I was lost when you found me here
You pulled me close and held me near
And I’m a fool, but still, you love
I’ll be your fool for the king of love

He gave me wings so I could fly
And gave me a song to color the sky
And all I have is all from you
And all I want is all of you

It’s grace, grace
I’m nothing without you
Grace, your grace
Shines on me

And there’ve been days when I’ve walked away
Too much to carry
Nothing left to say
Forgive me, Lord, when I’m weak and lost
You traded heaven for a wooden cross

And all these years you’ve carried me
You’ve been my eyes when I could not see
And beauty grows in the driving rain
Your oil of gladness in the times of pain

It’s grace, your grace
I’m nothing without you
Grace, your grace
Your grace, your grace
I’m nothing without you

Grace, your grace
Shines on me oh yeah
 Shines on me
I’m everything with you
Shines on me
Shines on me
It’s your grace
Shines on me
Your grace
Oh, Your grace, it shines on me
Your grace
Your grace
Shines on me
Shines on me
Your grace, it shines on me
Your grace
Michael W. Smith and Martin Smith,
Grace, from the album Stand

18 De Abril
Deus… o chamou… Ele respondeu: Eis-me aqui“, Ex.3.4

Quando Deus nos chama, muitos de nós nos confundimos com isso, como que perdidos num nevoeiro e nem respondemos sequer. Esta resposta de Moisés demonstrou que ele sabia onde estava e como estava. Disponibilidade significa um relacionamento integral com o Deus vivo e conhecimento de onde estamos nesse dado momento. Ficamos tão preocupados em explicar a Deus onde gostaríamos de ir! A pessoa que está pronta para Deus e para o seu trabalho é aquela que leva o prémio quando chega a sua hora na convocação. Ficamos aguardando uma grande oportunidade, algo sensacional, mas só quando ela vem apressamo-nos em exclamar: “Eis-me aqui”. Sempre que Jesus Cristo alcança notoriedade, estamos presentes, mas, não estamos prontos para as tarefas mais obscuras.

Disponibilidade significa estarmos totalmente prontificados para fazer tanto as coisas mais insignificantes quanto as grandiosas. Não existe nenhuma diferença entre as mesmas. Não temos nenhuma preferência quanto ao que faremos; seja qual for o programa que Deus administra para nós, estamos ali logo prontos. Quando surge alguma tarefa, ouvimos a voz de Deus, como o Senhor ouviu a voz de seu Pai e estamos preparados para realizá-la logo através daquela prontidão de nosso amor por ele. Jesus Cristo deseja lidar connosco como o seu Pai lidou com ele. Ele pode-nos colocar onde quiser, sob tarefas agradáveis ou servis, porque a união em nós é a mesma do Pai com ele. “Para que sejam um, como nós o somos”.

Esteja pronto para as visitas relâmpago de Deus, aquelas que nos possam surpreender ainda. Uma pessoa que está sempre pronta nunca necessita preparar-se. Pense no tempo que perdemos tentando uma preparação exclusiva após o chamar de Deus! Aquela sarça-ardente é um símbolo da alma disponível e de tudo o que a possa cercar; ela está inflamada através da presença de Deus.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

15 De Abril
Os altos, porém, não foram tirados de Israel; todavia o coração de Asa foi perfeito todos os seus dias, 2 Crôn.15.17

A obediência de Asa, no tocante ao seu exterior, não foi totalmente perfeita; ele estava correcto no essencial, mas não propriamente certo. Tenha a maior cautela sobre aquelas coisas que o levam a pensar: “Oh, isso não tem muita importância, isto não é grave” O fato de não terem muita importância para si, pode significar que têm uma importância tremenda para Deus. Na vida do filho de Deus, não existe nada que não seja importante. Por quanto tempo constrangiremos Deus a persistir em nos ensinar sempre a mesma coisa? Ele nunca perde a Sua paciência. E você diz: “Sei que estou bem com Deus”, mas, “os lugares altos” permanecem; existe ainda alguma coisa na qual não obedeceu a Deus? Tem afirmado que seu coração está bem com Deus, mas, existirá alguma coisa em sua vida sobre a qual Deus o leva a questionar-se? Sempre que houver dúvida sobre algo, abra mão dessa coisa logo, seja o que for. Nada é trivial demais para ser abandonado.

Ainda existe algo ligado à sua vida física ou intelectual, à qual não está prestando a mais minuciosa atenção? Provavelmente até já acertou seus passos com aquelas coisas principais, mas, estará desleixado em relação a outras? Existe ainda alguma falha na sua disciplina diária? Você não tem necessidade de dar dias de folga à sua disciplina espiritual assim como seu coração também não precisa de dia de descanso nenhum. Você não pode tirar um feriado moral para si e ainda assim persistir em pensar que é um ser moralmente correcto, nem pode tirar descanso espiritual e pensar que permanece espiritual. Deus quer a si por inteiro e isso significa que você tem de permanecer vigilante para que se tenha como manter sempre em “boa forma”. Isso leva o seu tempo. Existe gente que acha e espera poder “chegar lá” num minuto.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

29 De Março
Ficai também vós apercebidos“, Luc.12.40

A grande necessidade do obreiro cristão é estar preparado para dar de caras com Jesus Cristo a qualquer momento. E não será fácil, não importa qual seja a nossa experiência. A luta aqui não é contra o pecado, ou dificuldades, ou circunstâncias, mas contra a tendência de estarmos tão absorvidos e consumidos pelo trabalho que não nos preparamos para estar frente a frente com Jesus Cristo a qualquer momento. Essa é a nossa grande necessidade – não a de encarar a nossa crença, ou o nosso credo, ou procurar descobrir se somos úteis ou não – mas encontrarmo-nos frente a frente com ele a qualquer instante.

Raramente Jesus aparece onde o esperaríamos; ele aparece onde e quando menos o esperamos e sempre da maneira mais imprópria e inesperada. A única maneira pela qual o obreiro se mantém fiel a Deus é estando sempre preparado para as visitas-surpresa do seu Senhor que disse apenas que vinha. Não é o serviço que importa, mas uma intensa vivência espiritual, na expectativa de que Jesus Cristo pode aparecer a qualquer momento. Será isso que gera em nós aquela atitude de admiração, própria nas crianças, que tanto lhe agrada. Se quisermos estar preparados para um encontro com Jesus Cristo, temos que romper com nossa religiosidade – parar de praticar religião como se ela fosse uma espécie de cultura mais elevada – e sermos espiritualmente autenticados.

Se você estiver com os olhos postos e fixos em Jesus, Heb.12:2, desviando-se dos apelos da era religiosa em que vive e fixando o coração naquilo que ele quer e nos pensamentos que lhe agradam sempre, será chamado de idealista e sonhador por esses mesmos religiosos; mas, quando ele aparecer na hora de maior calor desse dia, você será o único a estar preparado e eles não. Não deposite sua confiança em ninguém – nem mesmo no homem mais santo que tiver passado pela terra; se ele obscurecer sua visão sobre ou de Jesus Cristo, ignore-o por inteiro e sem dó.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

19 De Março
Abraão… partiu sem saber aonde ia“, Heb.11.8

No Antigo Testamento, o relacionamento pessoal com Deus revelava-se através da separação da pessoa desta vida e isso encontra-se simbolicamente ilustrado na vida de Abraão, o qual saiu de sua terra e deixou para trás seus pais e parentes. Hoje, trata-se mais de uma separação mental e moralista se olharmos para a maneira como aqueles a quem mais amamos encaram a vida, caso estes ainda tenham um relacionamento fixado com Deus. Era a isso que Jesus Cristo se referia em Luc.14.26.

A fé nunca sabe para onde será carregada, mas ama e conhece Aquele que a dirige. É essa a vida de fé, não de intelecto e da razão; uma vida de conhecer Aquele que nos faz “partir”. A base da fé é o conhecimento em forma genuína duma Pessoa e um dos maiores enganos é achar que Deus está ali precisamente para nos garantir o sucesso.

A última etapa duma vida de fé será a aquisição dum carácter seu. Há muitas transfigurações passageiras de nosso carácter. Quando oramos, sentimos a bênção de Deus nos envolvendo como que por fogo e por algum tempo somos transformados; mas depois voltamos à vida comum e aquela glória vai-se desvanecendo. A vida de fé não é uma sequência de voos de altos e baixos, mas, antes duma vida que caminha sem se fatigar, Is.40:31. Não se trata de santificação, mas, de algo que está infinitamente para além da santificação: trata-se duma fé que foi provada e que passou nas provas. Abraão não é um símbolo de santificação e sim um símbolo do viver pela fé, uma fé provada e comprovada, edificada sobre um Deus real. “Abraão creu em Deus”, Rom.4:3.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

16 De Março
Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal do Cristo“, 2 Cor.5.10

Paulo diz que todos nós, pregadores ou não, compareceremos “perante o tribunal do Cristo”. Caso aprenda a viver na luz de Cristo neste presente momento, quando vier o julgamento, logo se deleitará pela obra efectuada em si por Deus. Mantenha-se firmemente de cara voltada para o tribunal de Cristo; viva agora à luz do que conhece de mais sagrado e puro. Uma atitude injusta em relação a outra pessoa terminará sendo dominada pelo espírito de Satanás, por mais santo que você seja. Bastará uma simples decisão carnal e a consequência será um inferno dentro de seu coração. Ponha essa questão na luz imediatamente e ore: “Meu Deus, cometi este erro”. Se não o fizer, seu coração crescerá na insensibilidade e dureza. O castigo trazido pelo pecado é estabelecer e enraizar o pecador mais e mais em seu pecado. Não é só Deus quem nos irá punir pelo nosso pecado; o pecado instala-se em nós e cobra de nós todos seu alto salário próprio. Não há esforço nem oração que nos capacite para pararmos de fazer certas coisas; e o castigo que o pecado nos impõe é, aos poucos, levar-nos a nos acostumarmos com tudo que ele é a ponto de não mais querermos reconhecê-lo como pecado. Nenhum poder, a não ser o influxo do Espírito Santo, pode alterar estas consequências inerentes ao pecado. 

“Se, porém, andarmos na luz como ele está na luz” 1 João 1:7. Para muitos de nós, andar na luz significa que os outros andem de acordo com nosso padrão. Hoje em dia o farisaísmo mais mortífero não é a hipocrisia, mas, antes uma inconsistente vida de mentira.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

12 De Março
Então Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós deixamos tudo e te seguimos…“, Mar.10.28

O Senhor responde que a dedicação tem que ser feita por causa dele e não apenas pelo que se pode ganhar com ela (Marcos 10:29). Cuidado com a entrega pessoal que é feita visando o ganho e o lucro: “Vou-me entregar a Deus porque quero ser liberto do pecado, porque desejo tornar-me santo”. Tudo isso é resultado de se estar bem com Deus, mas esse espírito é alheio ao cristianismo. A entrega pessoal não é, em absoluto, para se obter algo. A tal ponto nos comercializamos que só vamos a Deus para que ele nos dê alguma coisa de volta e não por causa dele próprio. É como se disséssemos: “Não, Senhor, não é a ti que eu quero, mas a mim mesmo; mas quero-me a mim mesmo limpo e cheio do Espírito Santo; quero ser colocado na tua sala de exposições, para poder dizer: “Eis o que Deus tem feito por mim”. Se entregamos uma coisa a Deus apenas para que ele nos dê algo de volta, não há nada do Espírito Santo em nossa entrega; isso é um mísero interesse egoísta e comercial. Ganhar o céu, ser livre do pecado, tornar-se útil a Deus – tais interesses nunca serão tidos em consideração quando se faz uma verdadeira entrega a Deus, que consiste numa suprema preferência pela própria pessoa de Jesus Cristo acima de qualquer coisa.

Quando nos deparamos com aquelas barreiras de relacionamentos meramente humanos, onde está Jesus Cristo? A maioria de nós coloca-o de lado: “Sim, Senhor, eu ouvi o teu chamado, mas minha mãe está barrando meu caminho, minha mulher, meus interesses pessoais; não posso prosseguir.” “Então”, diz Jesus, “não podes ser meu discípulo” (ver Lucas 9:57-62 y 14:26-33)

Uma entrega total não leva em conta afectos ou devoções naturais. Vamos passar por cima delas e o amor de Deus envolverá todos aqueles a quem ferimos ao abandoná-los por amor a Deus. Tenhamos cuidado para não ficarmos aquém de uma entrega total a Deus. Para a maioria de nós a dedicação total fica-se sempre por um ideal, pois nunca chegamos a experimentar o que tal coisa pode ser, ainda.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16

4 De Março
Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo“, Act.20.24

É mais fácil servir a Deus sem uma visão e sem um chamado específico porque assim nunca nos preocupamos com o que Deus pede de nós; o bom-senso, revestido por uma camada de sentimentalismo cristão, será então o nosso guia. Seremos mais prósperos, mais bem-sucedidos e sentir-nos-emos mais tranquilos, se nunca nos apercebermos de qual é, especificamente para nós, o chamado de Deus. Mas, ao recebermos uma ordem de Jesus Cristo, a lembrança daquilo que Deus quer será sempre um factor de perturbação contínua em forma de aguilhão dentro de nós; nunca mais teremos porque trabalhar baseados apenas no bom-senso.

O que é que eu considero realmente precioso? Se ainda não fui totalmente conquistado por Jesus Cristo, então considerarei precioso meu serviço, considerarei precioso todo meu tempo dedicado a Deus, considerarei preciosa a minha própria vida. Paulo diz que considerava sua vida preciosa apenas para cumprir o ministério que recebera de Cristo; recusava-se a usar sua energia em qualquer outra coisa. Em Actos 20.24 vemos mesmo uma indiferença e uma sublime irritação de Paulo, quando lhe pedem que se considere a si mesmo um pouco; ele era totalmente indiferente a qualquer consideração que não fosse a do cumprimento daquele ministério que lhe havia sido incumbido. O serviço cristão pode ser tornado num concorrente à nossa total dedicação a Deus, porque baseia-se neste argumento: “Lembre-se de como será útil aqui”; ou “Pense no quanto será valioso nesta obra”. Essa atitude, ao invés de considerar Jesus Cristo o Guia, aquele que nos deve indicar para onde devemos ir, obedece a um critério sobre onde seremos mais úteis. Nunca o tome em consideração, mesmo se você é útil ou não; procure, isso sim, estar sempre consciente de que já não se pertence a si mesmo, mas antes a ele em definitivo.

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“…Olhos para o cego e pés para o coxo… pai para o orfão e a causa que desconhecia, investiguei…” Jó 29:15,16