Não façam nada por ambição pessoal nem por orgulho, mas, com humildade, considerem os outros superiores a vós próprios. Que ninguém procure apenas o seu interesse, mas também o dos outros. Filipenses 2:3,4 (BSP)

Certa feita, um amigo meu ao partilhar uma mensagem deixou no ar o seguinte pensamento: “ser pequeno, o segredo para ser grande“. Uma ideia bastante difundida nas Escrituras Sagradas desde o inicio ao fim. O Mestre sempre deixou claro sobre como tratar o próximo, isto é, baseado na lei do amor, da humildade e tantos outros princípios que impactaram homens como Mahatma Gandhi ao contemplar a beleza dos ensinamentos de Jesus nas bem-aventuranças (ver Mateus 5). E, a Igreja primitiva tomou posse desses ensinamentos pois o livro dos Actos dos Apóstolos e o texto em meditação hoje evidenciam o facto.

Cristo sempre evidenciou a necessidade de os seus seguidores agirem sempre ao contrário do que é comum entre os homens. Até parece haver um certo extremismo que poderia ou tem escandalizado alguns.

Quem de vós for o maior deve pôr-se ao serviço dos outros. Pois todo aquele que se engrandece será humilhado e todo o que se humilha será engrandecido. Mateus 23:11,12 (BSP)

O princípio da humildade baseado no amor tem a sua base em Cristo pois sem ele, será apenas um orgulho camuflado que visa satisfazer o ego através da busca da notoriedade entre aqueles a minha volta. Tudo que faço deve ter a humildade como um dos fundamentos. Isto é evidenciado pelo meu carácter cujo sinal prático consiste em “considerar os outros superiores a mim mesmo” independentemente da idade, dons, experiências ou talentos; deve ser esse sentimento, diferente das emoções, a impulsionar-me a servir os outros.

Fui feito para servir, no entanto só poderei servir se considerar os outros superiores a mim:

Quem não vive para servir, não serve para viver.- Autor desconhecido

Devo prestar atenção ao facto de que o verso 4 não condena a busca pelo interesse pessoal e, que este não é o mesmo que “ambição pessoal” no versículo anterior. Pelo contrário, a minha alegria deve ser sustentada pela busca do interesse do colectivo: a alegria do corpo ou buscar satisfazer os interesses do corpo terá implicações positivas nos interesses pessoais. Isto não é, todavia, uma questão de prioridade mas, de princípio divino no qual o indivíduo se satisfaz simultaneamente ao observar-se a satisfação do colectivo: bem comum.

O ambiente a minha volta pode mudar se eu colocar os outros no devido lugar: considerá-los acima de mim. Este é um processo contagioso pois os frutos são evidentes e os conceitos transferíveis desde que haja firmeza e constância no SENHOR pois estando inserido num mundo onde a concorrência e a luta em querer ganhar notoriedade é padrão; procurar agir ao contrario da grande maioria não é fácil, há inimigos a espreita e no topo da lista estou “eu mesmo” todavia, também há um suporte disponível aliás é este protocolo funciona exatamente ao reconhecer o quanto inactivo sou para considerar os outros acima de mim. Portanto, devo acionar o protocolo logo no início do processo:

Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que estiver unido comigo dá muito fruto porque sem mim nada podem fazer. João 15:5 (BSP)

Estar unido com Cristo = intimidade com Cristo; dependência em Cristo.

 

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