Kyle Idleman define AHA (do Inglês, AwakeningHonestyAction; DespertamentoHonestidadeAção, tradução livre) como um reconhecimento repentino que conduz a um momento de honestidade que produz mudança.

Passividade é um grande perigo que , geralmente, tem sido tratada levianamente. Para muitos a percepção do perigo é evidente apenas após ver as consequências da mesma sendo coroadas. Há um outro perigo (e não é o único) que caminha junto com a passividade deixei a sua descrição para o final e, se por acaso identificar-se neste artigo; não sinta vergonha ou algum receio, simplesmente admita-o, não fique apenas na reflexão mas, arrependa-se e pratique o que você sabe que deve fazer.

Este ano tem sido extremamente complicado para mim devido ao peso de trabalhos e responsabilidades, ou melhor, honestamente falando, devido ao exagerado espaço que dei à passividade pois de uma ou outra forma todos temos trabalhos e responsabilidades a desempenhar e não precisamos de acréscimos no tempo porque 24 horas para um dia já são suficientes em vez de um “quem me dera que o dia tivesse 26 ou 32 horas!”. A passividade chegou, partilhámos a mesma mesa, dei-lhe o privilegio de falar e, finalmente, acabou por convencer-me com as suas sugestões mascaradas. Só para citar algumas das várias consequências: relacionamento(s) quebrado(s); comunhão com Deus por renovar e manter fora do sistema religioso; pesquisas por escrever e publicar; dissertação por terminar; carta informativa por escrever; vários livros e artigos por ler e escrever os respectivos relatórios; pessoas por visitar; cursos por concluir; compromissos de evangelismo e discipulado por manter firmes e constantes;  feiras de emprego, testes e seminários perdidos; hábitos e costumes que parecem simples mas, dificilmente se mantêm contantes… a lista continua. Para piorar, muitos desses eventos, que ja deviam fazer parte de um estilo de vida, têm prazos. Na verdade, eu fui sendo alertado por Deus, professores, amigos, colegas, circunstâncias… a respeito deste perigo mas, lembra daquela situações em que se apercebe que procede mal e que deve tomar outro rumo porém,…simplesmente deixa p’ra lá e insiste em ouvir a consciência acusando-o; chega, inclusive, a admitir consigo mesmo “sei que estou errado” e,…não faz nada para mudar a situação? Prefere ser passivo do que ativo!

Afinal, o que é passividade?! 

Segundo o dicionário Priberam, “passividade é a qualidade do que é passivo”; e este último, dependentemente do contexto deste artigo, significa “que não actua”, isto é, “indiferente, inerte”. Quantos foram prejudicados por não acatarem conselhos valiosos, ou pior quantos já não estão entre os vivos simplesmente por ignorarem as advertências das por agentes reguladores de trânsito, bombeiros, etc? No país onde resido, ocorrem terremotos e outros fenômenos naturais todos os anos, as instruções sobre como proteger-se, onde deslocar-se, o que levar consigo…são passadas desde a tenra idade; ja imaginou se num desses eventos o individuo simplesmente ignorar os alarmes?

Na realidade, eu acho que um passivo é alguém que vive do passado, gabando-se do que já fez ou viu e, até mesmo aquele que vive num estado de autopiedade por uma acção negativa do passado perpetrado contra ou por si, um autêntico museu ou enciclopédia móvel no sentido mau (podre…prontos a palavra soltou às teclas!) e prefere não aceitar mudanças. O que é isto que nos impede de agir de agir com grande senso de urgência? Em vez de sermos activos parece-nos natural sermos em responder passivamente. Geralmente, a tendência em vez de actuar tendemos a uma atitude (podre e cega) do tipo “estou certo que tudo acabará por si mesmo em bem”.

Apesar de a Bíblia não ser tão específica quanto a isto, acho que devo concordar com Kyle Idleman quando diz que passividade pode ser cuidadosamente descrita como o primeiro pecado que herdamos de Adão, que seria justo dizer que o primeiro pecado do ser humano não foi o comer da fruta, mas sim a passividade. Lembra quando Eva tirou a fruta? O que estava Adão a fazer? ou onde estava ele? De acordo com Gênesis 3:36, Adão estava aí com ela. Ele não disse nada; não fez nada; apenas ficou parado aí.

Continua…

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Comments
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  3. luzala18 says:

    Algo que eu notei também é que a passividade começa a tomar conta de nós sem que nos apercebamos. Bom na maioria dos casos a pessoa só se apercebe quando nota que tem muita coisa deixada pra trás.
    E por experiencia pessoal sinto que ela é promovida pelo comodismo, ou seja, estar confortável com a sua rotina diária… e aos poucos pode acabar por deixar de fazer certas coisas com aquela motivação/atitude.

    • Sim, Luzala, a passividade acarreta vários irmãos consigo e um deles é o que citaste. Passividade é aquele estado que surge após nos apercebermos de q temos feito algo errado mas, desleixamos (acomodamo-nos) num “deixe p’ra lá…depois trato disto!” ou “isto depois vai melhorar…com o tempo”. Obrigado por passares cá!

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