Archive for October, 2015

Hoje celebra-se o Dia da Reforma. Que tal uma leitura das 95 Teses do Rev. Frei Martinho Lutero? A primeira evidência pública para o nascimento da Reforma Protestante. Desejo-lhe uma boa leitura.    El Predicador

Com um desejo ardente de trazer a verdade à luz, as seguintes teses serão defendidas em Wittenberg sob a presidência do Rev. Frei Martinho Lutero, Mestre de Artes, Mestre de Sagrada Teologia e Professor oficial da mesma. Ele, portanto, pede que todos os que não puderem estar presentes e disputar com ele verbalmente, façam-no por escrito.

Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Amém.

  1. Ao dizer: “Fazei penitência”, etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
  2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
  3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
  4. Por consequência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
  5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
  6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.
  7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
  8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
  9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
  10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
  11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
  12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
  13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
  14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.
  15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
  16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semi-desespero e a segurança.
  17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.
  18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
  19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.
  20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
  21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
  22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
  23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
  24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
  25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
  26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
  27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
  28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
  29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?
  30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
  31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
  32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
  33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.
  34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
  35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.
  36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.
  37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
  38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina.
  39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.
  40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.
  41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
  42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
  43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.[6]
  44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
  45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
  46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
  47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
  48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.
  49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
  50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
  51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
  52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
  53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
  54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
  55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
  56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
  57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
  58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
  59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
  60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.
  61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.
  62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
  63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.
  64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.
  65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
  66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
  67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.
  68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.
  69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
  70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.
  71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
  72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
  73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
  74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.
  75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
  76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.
  77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.
  78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios XII.
  79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, equivale à cruz de Cristo.
  80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.
  81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.
  82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?
  83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
  84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?
  85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
  86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma Basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos próprios fiéis?
  87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?
  88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
  89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
  90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.
  91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
  92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo “Paz, paz!” sem que haja paz!
  93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo “Cruz! Cruz!” sem que haja cruz!
  94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, sua cabeça, através das penas, da morte e do inferno.
  95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.

1517 D.C.

 Fonte:

[1] Wikipedia

[2] Antonio Gasparetto Junior

[3] History

[4] Christianity.com

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EAST TIMOR, SOUTHEAST ASIA

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GAMBIA, WEST AFRICA

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GAZA STRIP, MIDDLE EAST

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WEST BANK, MIDDLE EAST

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ERITREIA, EAST AFRICA

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TIBET, SOUTH ASIA

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SYRIA, MIDDLE EAST

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MONGOLIA, NORTH ASIA

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NIGERIA, WEST AFRICA

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MALDIVES, SOUTH ASIA

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JORDAN, MIDDLE EAST

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SENEGAL, WEST AFRICA

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The LORD reigns; let the earth rejoice; let the multitude of isles be glad thereof.

Clouds and darkness are round about Him: righteousness and judgment are the habitation of his throne.

A fire goes before him, and burns up his enemies round about.

His lightnings enlightened the world: the earth saw, and trembled.

The hills melted like wax at the presence of the LORD, at the presence of the LORD of whole the earth.

The heavens declare his righteousness, and all the people see his glory.

Confounded be all they that serve graven images, that boast themselves of idols: worship him, all you gods.

Zion heard, and was glad; and the daughters of Judah rejoice because of your judgments, O LORD.

For you, LORD, are high above all the earth: you are exalted far above all gods.

You that love the LORD, hate evil: he preserves the souls of his saints; he delivers them out of the hand of the wicked.

Light is sown for the righteous, and gladness for the upright in heart.

Rejoice in the LORD, you righteous; and give thanks at the remembrance of his holiness.

David

SOMALIA, EAST AFRICA

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“Deus chamou você porque você é ruim de bola mas, Ele quis mostrar pr’a você que Ele é bom de técnica.”- Heber Campos Jr.

“Angola, país que dá saltos no PIB mas, nunca sai da pobreza e da corrupção.” – Jornalista brasileiro.

“Sucesso é a habilidade de mover-se de uma falha a outra sem perder o entusiasmo.”-  Winston Churchill

“A salvação de uma única alma é mais importante que o resultado ou preservação de todos grandes feitos e tragédias no mundo. “- C. S. Lewis (tradução forçada)

“Os cristãos da igreja primitiva estavam convictos de que faziam parte de uma ‘colónia do céu na terra’ e que tinha que obedecer a Deus do que ao homem. Eram intoxicados por Deus, eles eram pequenos em número mas grandes em comprometimento.”- Martin Luther King Jr.

“Números não é problema para Deus, aliais é um facto que Ele sempre começa no pequeno mas, com certeza ser comprometido a Ele é um grande negócio.”- El Predicador

“Ser comprometido com Deus significa ser cristão em todo lugar e momento; significa viver de acordo com os princípios de Deus não importando o preço a pagar por isto.”-ElP

  El Predicador

Nota: Nessa semana, como se pode observar, li ou ouvi muito pouco pois estava mais concentrado em aspectos relacionados ao 2º pensamento (inclusive, rejeitei um convite oficial por vários motivos) e aos números (a minha pesquisa univ.), etc.

Então, como sempre será um grande prazer ler os seus comentários e tenha certeza disto: respondo a todos comentários.

TURKEY, SE EUROPE AND SW ASIA

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NORTH KOREA,  EAST ASIA

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No Domingo antepassado fui a um hospital ver um irmão em Cristo, 72 anos de idade, em estado avançado com câncer. Na realidade, para aquela tarde, tinha a agenda marcada para ver uma outra pessoa em outro hospital ( visitas essas que aos poucos têm se tornado uma rotina quase que mensalmente).

Ora bem, este irmão abraçou a fé cristã há pouco menos de 2 anos e consequentemente,  foi baptizado em Dezembro passado e participou em algumas das nossas sessões de estudo bíblico. Prontos, lhe foi diagnosticado o câncer que danificou os (ou um dos) pulmões e os médicos deixaram claro que já não havia alternativas. Nessa altura, nos lembramos que a era dos milagres ainda não passou e, portanto lá na igreja orávamos por mais um. No entanto, Deus respondeu-nos com o seu tão agradável ( mas, dificilmente compreendido ou aceite pelos homens)… silêncio. Ao aproximar-nos do hospital (duas irmãs e eu) comecei a ficar triste (nem sei porquê!), talvez por termos passado de fronte a uma loja de utensílios fúnebres (o equivalente a uma agência funerária lá na banda*) que elas explicaram-me (sem eu perguntar) do que se tratava. Nesses 4 anos por cá nunca prestei tanta atenção nesses empreendimentos ( talvez preste quando partir para a Casa do Pai ). Tão organizado e lindo nem me apercebi que era um negócio que dispara sempre que a morte decide dar um passeio na vila ou em qualquer outro lugar e, aquelas irmãs confirmaram que existem várias dessas lojas ou empresas por aqui. E lá estava eu no meu pensamento… mas, também, com aquelas lindas flores todas como não confundir-se que sirvam de bouquet para uma donzela ( já tive pensamento idêntico de fronte ao Alto das Cruzes alguns anos atrás ) e tantos ornamentos Budistas, o que eu devia pensar?

Quando chegamos no quarto do nosso irmão fiquei espantado ( hum! “chocado” é a palavra certa mas, venci o estado) no quanto a doença havia danificado a sua face, sobretudo o nariz; tinha a face toda inflamada e com dificuldades em respirar ( fazia-na a base de oxigênio, prontos aquela cena dos tubos, etc) mas, também, reparei que ele estava animado e sobretudo quando mostrou-nos as várias fotos que tirou com o neto por meio do seu Tablet ( essas tecnologias não ficam atrás, olha até onde já chegam ) que o visitara há alguns dias. O Suitsu-san era um mais velho que tinha sempre uma gargalhada enquanto falava e quase sempre usando Kansai-ben (clique aqui para aprender um pouco sobre o kansai-ben (関西弁), o dialeto da regiao de Kansai) e que muitos nem entendiam o que falava ( quanto mais eu! nem queiram imaginar ) por fazê-lo de forma rápida mas, falava com todos. Aí naquele lugar contemplei uma outra imagem da morte, “estou a falar com alguém que sabe que pode acordar na eternidade a qualquer instante”. Mas, este “qualquer instante” é obvio para todos nós (doentes, sãos, …) pois pode acontecer a qualquer momento independentemente do estado em que me encontre, certo?. Bem, sobre a morte tenho, também, outras imagens na mente e sobretudo a de um passado recente que me é muitíssimo pessoal e que depois do qual a minha visão quanto a morte mudou substancialmente ( clique aqui para ler sobre o mesmo ). Mas, outra imagem me vem a mente enquanto escrevo, lembro-me de  ter assistido, na infância ( pouco menos de 10 anos ), a morte de alguém a pedrada e ferro, etc, tendo isto acontecido no óbito de outrem. Porém, nunca tinha tido aquela imagem de alguém que já sabe que está em vias de partir a qualquer momento e apenas um milagre o pode reter. Tinha ele as malas já feitas?

Naquele instante, aí naquele canto daquele hospital, ganhei forças e motivação ao ver aquele irmão esforçando-se para rir e pensei “uau, o kota** estará na eternidade a qualquer instante, ver o outro lado,…, o Mestre” mas, foi um pensamento acompanhado de alegria como se alguém dissesse “quem me dera!”. A última coisa que fiz com ele, naquela tarde, depois de orar, foi simplesmente cumprimentá-lo pela mão e dizer-lhe “Suitsu-san, Deus sabe o que faz mas, louve-O sempre e você pode fazer isto de várias formas, como por exemplo dizendo apenas: Iesu sama kanshashimasu! ( Senhor Jesus, muito obrigado! ) pois agradecer a Deus é também louvar a Deus.”

Uma semana após a nossa visita, ele partiu e o funeral foi ontem. Durante o mesmo, ouvi histórias interessantes como o desejo que ele manifestou após a sua conversão: “quero ir ao Seminário e me tornar um pastor” ( oko! na casa dos 70?! rsrs) e também uma cópia das anotações que fazia ao ouvir um sermão e as suas orações foi distribuída durante a cerimonia.

Deus sabe as reais razões para o seu silêncio, cabe a nós aprender as lições desta escola e aplicá-las; Job aprendeu e aplicou-as na sua vida ( clicando aqui terá o acesso a um relatório sobre o livro “Perguntas de quem sofre-Uma leitura do livro de Jó” bem como ao link para o download autorizado do livro ).

A pergunta que fica no ar é: teria ele já “feito as malas”?

Meu leitor, as suas malas já estão feitas? A certeza quanto a isto, depende da sua e minha resposta sobre uma outra pergunta: tenho eu Vida?

E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.
Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus. 1 João 5:11-13 (ACF)

Agora voltando para nós, “os vivos”, a eternidade é uma realidade que pode começar a qualquer instante independentemente do estado em que me encontre. Os nossos dias são contabilizados e nem sabemos quantos mais temos na conta pois cada dia diminuí em vez de adicionar mas, fica patente o que as Escrituras deixam claro:… quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Ou seja muitos andam mortos há bastante mas, Cristo veio para dar Vida…a morte perde o sentido de desastre, desaparecimento de um ente querido quando o Filho já habita em nós como Senhor e Salvador pelo facto de termos adquirido a Vida que nem a morte pode tocar pois se recorda da sua derrota no terceiro dia, cf. 1 Coríntios 15:4.

Para aqueles que têm o Filho, a morte é apenas um meio de transporte na viagem de volta a casa mas, para outros o desconhecido após a morte é uma realidade eternamente terrível.

Já tens o Filho? Por que não depositar a sua “vida” ao Senhorio d’Ele hoje e agora mesmo, de modos que tenha acesso a Vida? Renda-te hoje para o Senhor pois o amanhã poderá não acontecer.
Portanto,

…prepara-te,…, para te encontrares com o teu Deus. Amós 4:12 (ACF)

R3

banda*: um termo usado no calão (Angola) para designar o país, região, etc.

kota**: calão (Angola) designando, um superior, senhor(a) (diferenciando-se pelo gênero do artigo que antecede a palavra).

TUNISIA, NORTH AFRICA

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Source: Wikipedia

CAMBODIA, SOUTHEAST ASIA

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