Archive for March, 2015

Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo”, Act.20.24

É mais fácil servir a Deus sem uma visão e sem um chamado específico porque assim nunca nos preocupamos com o que Deus pede de nós; o bom-senso, revestido por uma camada de sentimentalismo cristão, será então o nosso guia. Seremos mais prósperos, mais bem-sucedidos e sentir-nos-emos mais tranquilos, se nunca nos apercebermos de qual é, especificamente para nós, o chamado de Deus. Mas, ao recebermos uma ordem de Jesus Cristo, a lembrança daquilo que Deus quer será sempre um factor de perturbação contínua em forma de aguilhão dentro de nós; nunca mais teremos porque trabalhar baseados apenas no bom-senso.
O que é que eu considero realmente precioso? Se ainda não fui totalmente conquistado por Jesus Cristo, então considerarei precioso meu serviço, considerarei precioso todo meu tempo dedicado a Deus, considerarei preciosa a minha própria vida. Paulo diz que considerava sua vida preciosa apenas para cumprir o ministério que recebera de Cristo; recusava-se a usar sua energia em qualquer outra coisa. Em Actos 20.24 vemos mesmo uma indiferença e uma sublime irritação de Paulo, quando lhe pedem que se considere a si mesmo um pouco; ele era totalmente indiferente a qualquer consideração que não fosse a do cumprimento daquele ministério que lhe havia sido incumbido. O serviço cristão pode ser tornado num concorrente à nossa total dedicação a Deus, porque baseia-se neste argumento: “Lembre-se de como será útil aqui”; ou “Pense no quanto será valioso nesta obra”. Essa atitude, ao invés de considerar Jesus Cristo o Guia, aquele que nos deve indicar para onde devemos ir, obedece a um critério sobre onde seremos mais úteis. Nunca o tome em consideração, mesmo se você é útil ou não; procure, isso sim, estar sempre consciente de que já não se pertence a si mesmo, mas antes a ele em definitivo.

Oswald Chambers

Meditações de Oswald Chambers

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